Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Aplicando os 5 sensos (5S) na vida pessoal


"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e dar-se por vencido. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outra data e outra vontade de acreditar, que daqui para a frente vai ser diferente". (Carlos Drummond de Andrade)

Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou os amigos e familiares, fez óptimas refeições e dormiu bastante, bem vindo ao mundo do quotidiano.

Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, um passinho a mais do ponteiro nos relógios, excepção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.

Todavia, prefiro pensar como Drummond, aproveitando a magia do momento para reflectir, sobre os últimos doze meses; repensar, sobre os objectivos e as metas traçadas; e recomeçar, a luta e a caminhada.

Em Gestão, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado "5S". Esso nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra S: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.

Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar as interfaces entre os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, norteando-se na base para o trabalho de uma rotina diária.

Praticar os 5S significa:

  • Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
  • Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
  • Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
  • Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
  • Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.
A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efectuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do postura da empresa. Mas o meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S na sua vida pessoal.

Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias após merecidas férias para fazer essa pequena revolução pessoal?

Aplique Seiri na sua casa e no seu escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrevaninhas. Tenha a senso de utilização presente na sua mente. Se lhe ocorrer a frase "acho que um dia vou precisar disto", separe o objecto em questão. Você não o utilizará. Pode ser uma roupa que lhe deram de presente ou comprou por impulso e nunca vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que poderá acalentar o frio de uma pessoa carente. Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que poderão contribuir para a educação de uma criança ou de um jovem universitário.

Seja realmente selectivo. Elimine os papeis que apenas ocupam espaço nos seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você "pensa" estar a coleccionar. Organize o seu frigorífico e a sua despensa - você ficará impressionado com o número de produtos com prazo de validade expirados.

Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os etiquetando-os se for adequado. Agrupe as suas roupas obedecendo a um critério pertinente para você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair em momentos de lazer. Organize os seus livros por géneros (romance, ficção, técnicos, etc.) e por uma ordem de relevância e interesse de leitura. Separe os seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone, etc.). Estes procedimentos revelar-lhe-ão o que você tem e, principalmente, actuarão como "economizadores de tempo", uma vez que a sua vida será facilitada quando procurar por um objecto ou informação.

Com o Seisou, você vai promover a harmonia no seu ambiente. Mais do que limpeza, talvez seja o momento para efectuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um quadro na parede, melhorar a iluminação.

Agora basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados acima, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com o seu corpo (sono repousante, alimentação doseada e exercícios físicos), a sua mente (equilíbrio entre o trabalho, a família e o lazer) e o seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar a manter as conquistas realizadas.

Faça isso e eu desafio-o a ter pela frente doze longos e prósperos meses!

Escrito por Recursos Humanos em 13:46:35 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

E os burros são eles?

Atrair, desenvolver e reter talentos, num clima de alto desempenho é, segundo um estudo da Universidade de Michigan, o grande desafio das empresas, das organizações e dos países. Esta conclusão, publicada em 2001, ganhou entretanto uma dimensão global. Hoje, na economia do conhecimento, as pessoas tornaram-se o activo mais importante das organizações e dos países.

Se isto é verdade lá fora, qual é a situação em Portugal? Começando pela identificação de talentos rapidamente se constata que não há, por exemplo, uma política nacional para descobrir talentos desde o ensino primário, como o fazem países como os Estados Unidos ou o Reino Unido. Basta dizer que 15% da população tem potencial genético para alcançar o virtuosismo numa determinada área para perceber a dimensão da oportunidade em termos de gestão do capital humano. Por outro lado, também não se conhece nenhuma política para desenvolver os talentos que, naturalmente, se destacam. Parece que a principal preocupação do sistema educativo é o insucesso escolar e a indisciplina nas escolas. Potenciar o sucesso, investindo na educação dos talentos, não é, decididamente, uma prática nacional.

Quanto à retenção de talentos, a situação é também paradigmática. Segundo um relatório do Banco Mundial, Portugal é o país da Europa mais afectado pela “fuga de cérebros”. Cerca de 20% dos licenciados portugueses (50.000) saíram do país para trabalhar, o que dá uma imagem clara da capacidade de retenção dos talentos nacionais. Mais curioso, é que isto se verifica num país que tem como bandeira mais emblemática o Plano Tecnológico.

No entanto, enquanto Portugal desperdiça talentos, países como o Canadá e a Austrália, os líderes mundiais em políticas de imigração, investem fortemente na atracção de pessoas flexíveis, empreendedoras e altamente qualificadas, sem gastar um tostão na sua formação.

O Canadá recruta anualmente cerca de 130.000 pessoas através do “programa de trabalhadores qualificados” e possui equipas profissionais de “caça-talentos” que operam em diversos países, numa óptica de gestão de capital humano. A Austrália, com um sistema semelhante, recruta anualmente cerca de 77.000 trabalhadores qualificados. Deste modo, não é de estranhar que a percentagem de população nascida no exterior seja já de cerca de 19% no Canadá e de cerca de 11% na Austrália. Outro exemplo vem dos Estados Unidos onde os números falam por si: 70% dos quadros são imigrantes.

Pelo contrário, entre nós é bem conhecido o fenómeno da imigração ilegal. Durante anos o país fechou os olhos a esta realidade pois a prioridade era a conclusão das grandes obras. Contudo, a crise e o tempo têm vindo a por a nu os perigos da imigração ilegal, muitas vezes associada ao crime organizado e ao tráfico de pessoas.

Um exemplo que espelha bem a política de atracção e retenção de talentos em Portugal tem a ver com os imigrantes de leste. Quem não ouviu falar de histórias de pessoas altamente qualificadas (médicos, músicos, engenheiros, cientistas) a trabalhar como serventes da construção civil e empregadas de limpeza? À excepção de alguns casos de talentos bem aproveitados no desporto e nas artes, Portugal pode dar-se ao luxo de desperdiçar os talentos oriundos do exterior e, mesmo assim, liderar a exportação de talentos na Europa.

É caso para perguntar, e os burros são eles?

“Existe algo muito mais escasso, fino e raro que o talento? O talento para reconhecer os talentosos”, Elbert Hubbard ...

Artigo de opinião de Vitorino Seixas publicado no DN
Escrito por Recursos Humanos em 12:54:05 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

"Hoje não basta o saber; que é o conhecimento acumulado, e não basta o saber fazer; que é a habilidade hoje de aplicar esse conhecimento.

É preciso querer fazer, que é uma atitude."

Escrito por Recursos Humanos em 09:44:49 | Link permanente | Comments (0) |

Escrito por Recursos Humanos em 09:40:20 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Recrutamento e Selecção (Testes Psicológicos)

Potencial Intelectual:

É a competência para utilizar de maneira eficaz as habilidades ou as aptidões plenamente desenvolvidas.


Aptidão:

É a disposição natural ou adquirida para qualquer coisa. Os seres humanos possuem um mesmo conjunto de aptidões, mas o desenvolvimento das aptidões em cada pessoa é desigual.

Na avaliação psicológica são consideradas apenas as aptidões que se relacionam com o perfil definido ou desejado para o cargo que o profissional irá ocupar.

A este conjunto de aptidões seleccionadas nós denominamos de aptidões específicas para o cargo. Todas as vezes que utilizarmos a palavra habilidade estamos a referir-nos à aptidão plenamente desenvolvida.

· Atenção Concentrada: É a capacidade de focar e manter integralmente a atenção numa tarefa de precisão.

· Atenção Distribuída: É a capacidade para difundir a atenção a vários estímulos, simultaneamente, sem perder a visão de conjunto.

· Compreensão Verbal: É a facilidade para entender mensagens, instruções e conceitos expressos em palavras.

· Memória Auditiva: É a capacidade para reter e evocar palavras e ordens recebidas oralmente.

· Memória Visual: É a aptidão para reter os estímulos vistos uma única vez.

· Memória Numérica: É a facilidade para reter e evocar elementos e símbolos numéricos.

· Fluência Verbal: É a aptidão para utilizar a linguagem com rapidez, facilidade de expressão e riqueza de vocabulário.

· Habilidade Numérica: É a aptidão para realizar cálculos e operações aritméticas de forma correcta.

· Inteligência Geral: É a capacidade para a assimilação de novos conhecimentos e para elaboração de soluções.

· Raciocínio Lógico: É a capacidade de identificar e compreender o que há de essencial e de geral em factos isolados, bem como perceber o conteúdo de um conceito geral em toda a sua extensão, estabelecendo relações entre os dados analisados.

· Raciocínio Abstrato: É a capacidade para extrapolar conhecimentos para uma situação actual, compreendendo similaridades, comparando e classificando conceitos, ideias e símbolos.

· Raciocínio Matemático: É a facilidade para perceber o raciocínio utilizado em operações que envolvam números.

· Raciocínio Verbal: É a aptidão para compreender e usar os conceitos verbais em toda a sua profundidade e extensão, refletindo a organização do pensamento.

· Raciocínio Espacial: É a aptidão para visualizar relações de espaço, de dimensão, de posição e de direcção, bem como julgar visualmente formas geométricas.

· Raciocínio Mecânico: É a capacidade de compreender as leis físicas e mecânicas, bem como as relações que delas decorrem.


Escrito por Recursos Humanos em 19:06:45 | Link permanente | Comments (0) |

Boa gestão

A equação é a seguinte: pessoas inteligentes + equipas inteligentes + empresas inteligentes = sucesso empresarial.
Escrito por Recursos Humanos em 18:58:28 | Link permanente | Comments (0) |

E a saga continua...

É provável que o número de empresas derrotadas pela estupidez colectiva seja bem maior do que o das vencidas por mérito de bons concorrentes.
Escrito por Recursos Humanos em 18:56:47 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, 13 de Julho de 2008

"Se consegues viver uma tarde absolutamente inútil, de maneira absolutamente inútil, então sabes viver".
Escrito por Recursos Humanos em 23:09:53 | Link permanente | Comments (0) |

De férias em Montegordo

Escrito por Recursos Humanos em 11:55:16 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, 12 de Julho de 2008

A estética na Grécia antiga

Grécia

Text Box: Sócrates (470-399a.C.)

Na Grécia Antiga, Platão foi o primeiro a formular claramente a pergunta “O que é o Belo?”. Para ele a beleza existe separada do mundo sensível, sendo que uma coisa é mais ou menos bela conforme a sua participação na ideia suprema de beleza. Também Sócrates se debruçava sobre o tema da beleza considerando que o Belo era uma concordância observada pelos olhos e ouvidos.

Platão (428-347a.C.)

Text Box: Atleta esfrega as costas de companheiro com azeite. De seguida retira o excesso com um raspador curvo de bronze.A beleza e o asseio eram para os gregos antigos dois requisitos importantes. Tanto em esculturas como em vasos podemos admirar homens e mulheres vestindo elegantes túnicas de pregas suaves e em poses graciosas. Os jovens cuidavam do corpo mantendo-o apto e forte a fim de se tornarem bons soldados e atletas. A nudez era considerada normal pelos jovens mancebos, que nos jogos olímpicos competiam sempre nus. Após as competições os homens e os rapazes esfregavam-se com azeite para manter a pele flexível.

Text Box:

As mulheres usavam óleos perfumados e evitavam o mais possível expor-se ao Sol, visto o bronzeado não ser considerado belo. As mais abastadas usavam jóias, a maior parte de ouro e prata muito trabalhadas.


O CABELO

Os salões de barbeiro surgiram na Grécia Antiga. Conversas sobre política, desporto e eventos sociais eram mantidas por filósofos, escritores, poetas e políticos, enquanto estes eram barbeados, faziam ondas nos cabelos, manicure, pedicure e recebiam massagens. Os cabelos eram principalmente espessos e escuros e eram usados longos e ondulados. É nos frescos de Creta que o rabo-de-cavalo usado pelas mulheres aparece pela primeira vez. Os preparados cosméticos, óleos, pomadas, graxas e loções eram usados para dar brilho e um perfume agradável aos cabelos. Os cabelos loiros eram raros e admirados pelos gregos e ambos os sexos tentavam descolorar seus cabelos com infusões de flores amarelas. As barbas, verdadeiras e falsas, continuaram populares até o reinado de Alexandre o Grande.

BANHO

A história do banho e da banheira

Várias civilizações antigas inclusive as clássicas grega e romana, consideravam o asseio pessoal como uma prática saudável e agradável. A tradição foi assimilada pelo islamismo e passando o tempo tomada em conta pelo chamado mundo Ocidental Contemporâneo.

Text Box: Esta figura de terracota mostra que as banheiras eram mais pequenas que as actuais. Aos pés da banheira existe uma cavidade onde a água é mais funda, de modo a permitir à mulher passar a água pelo corpo.

Tanto na Grécia como em Roma o banho resultava em um complicado ritual de cuidados corporais que compreendia em exercícios físicos, massagens com óleos especiais, imersões em águas de diferentes temperaturas, limpeza consciente da pele, a qual finalmente se aplicavam cremes e adereços.

São as chamadas termas romanas, especialmente as de Caracala, os vestígios materiais mais importantes chegados a actualidade para narrar a história do banho entre os humanos, mas as estâncias públicas mais antigas, dedicadas para este fim são as encontradas na cidade índia de Mohenjo-Daro, com mais de 4 mil anos de existência. Outras pistas bem anteriores se localizam nas ruínas do palácio de Cnosos, na ilha grega de Creta, a cidade real egípcia de Tell el-Amarna, primitivos artefactos similares a duches pintados em ânforas helénicas, e o testemunho literário de Homero quando na Ilíada fala de tinas com função de banheiras.

TERMAS

As primeiras termas surgiram na Grécia Antiga. Considerados lugares protegidos pela divindade, situavam-se perto de ginásios. Os balneários simples rapidamente se transformaram em locais luxuosos, com piscinas em mármore e bocas de água de prata maciça. Os utentes passavam alternadamente por salas de água quente e fria, o que provocava a transpiração que eliminava as impurezas da pele. Por fim limpavam todo o corpo com óleo, que depois retiravam com água perfumada.

MASSAGEM

A massagem era uma prática comum na Grécia Antiga. A massagem era utilizada pela medicina assim como o eram os cataplasmas, tónicos, ar fresco e dietas correctivas. As escolas de topo da Antiga Grécia eram escolas desportivas equipadas com vestiários, balneários, salas de treino, salas de aulas e salas de massagens.

Embora a massagem fosse comum na Grécia destacam-se alguns notáveis que a ela recorriam:

Esculápio ou Asclépio trabalhou em Tessalónica no século V a.C. É mencionado como tendo aplicado a pacientes tratamentos tais como: relaxamentos, dietas, hidroterapia, ervas, massagens e aconselhamento. Utilizava ainda serpentes como ferramentas para curar doentes, daí o símbolo da serpente na medicina moderna. Foi viver para Roma para ensinar oratória acabando por levar consigo a medicina grega. Comida saudável, ar fresco, hidroterapia, aplicações locais para limpar feridas e massagens eram os seus tratamentos de eleição. Ele era conhecido pelo seu senso comum e profundo conhecimento da natureza humana bem como pela invenção do banho de chuveiro. Tornou-se amigo de dignitários como Cícero, Crassos e Marco António e muito fez pela aceitação da medicina grega em Roma.

Esculápio ou

Asclépio (124-44 a.C.)

Hipócrates conhecido como o “pai da medicina”, escreveu no século V a.C.: “Para se gozar de boa saúde, é preciso tomar um banho perfumado e fazer Text Box: Hipócrates (460-377a.C.)uma massagem com óleos todos os dias.”

Hipócrates considerava que “um médico deve ter muita experiência em muitas coisas mas seguramente em massajar”. Ele defendia que todas as doenças resultavam de causas naturais devendo ser tratadas também de forma natural – alimentação saudável, exercício, dieta, descanso, banhos, ar fresco, massagens, música e convivência com amigos. Hipócrates é frequentemente descrito como holístico, mas, paradoxalmente, é também notável a sua aproximação racional à anatomia, medicina e prognóstico, separando a medicina da filosofia e da religião.


GalenGalen – de origem Grega, viveu em Roma, onde se tornou uma figura notável no que respeita à massagem. Possuidor de um vasto conhecimento de fisiologia e anatomia graças à experiência adquirida no tratamento de gladiadores e à prática de vivissecações, Galen indicava dietas, prescrevia medicamentos, enfatizava a prática de exercício físico e defendia a massagem no tratamento de mazelas e algumas doenças reconhecendo o seu efeito na eliminação de desperdícios da nutrição e os venenos da fadiga. “A vida” dizia ele “é melhor com moderação – de trabalho, comida, sono, bebida e sexo”. No século II antes de Cristo, registos indicam que o médico grego Galen entre outros gregos conhecidos terá sido o primeiro Europeu a utilizar ímanes para fins terapêuticos (Magnetoterapia).


VESTUÁRIO

Tecidos e Cores

O vestuário era parte integrante do ideal de beleza para qualquer grego. Assim, as roupas gregas eram sobretudo de lã tecida muito finamente, factor que as tornava mais delicadas do que as actuais roupas de lã. Eram também utilizados trajes mais leves de linho tecido. As classes mais abastadas conchacompravam seda ao oriente e na época helenística plantaram-se amoreiras na ilha de Cós, o que deu origem a uma indústria nacional de seda. As cores garridas eram muito populares, especialmente entre as mulheres. Obtinha-se a púrpura dos caramujos e o tom violeta da larva de um insecto chamado “larva de quermes”. Das plantas obtinham-se outras matérias corantes. Os mais pobres, provavelmente usavam roupas não tingidas.

Caramujo

Modelos/Calçado

Text Box: O formato das roupas era idêntico para homens e mulheres tendo-se mantido inalterado durante séculos. A roupagem básica era uma túnica direita, presa ao ombro com alfinetes ou broches – Chiton – e uma capa, presa no cimo a esvoaçar. A roupa interior tal como a exterior caía solta em torno do corpo. As crianças usavam roupas semelhantes às dos pais mas as túnicas eram bastante mais curtas a fim de poderem correr com facilidade. Adultos e crianças andavam descalços em casa e quando saíam usavam sandálias de cabedal com muitas tiras.

A MULHER GREGA

Cuidados com o corpo

A mulher na Antiga Grécia dedicava muita atenção ao cuidado com o corpo. Nos ginásios e banhos públicos, as jovens da alta sociedade ateniense exercitavam-se para não perderem a linha harmoniosa e esbelta que ainda hoje admiramos nas estátuas.

A mulher helénica tirava a sua túnica e nua efectuava exercícios físicos para adelgaçar a cintura e as ancas. De seguida tomava um banho muito frio para manter a pele fresca.

As jovens gregas tinham ainda o cuidado de evitar o desenvolvimento do peito, aplicando para tal pomadas adstringentes – nenhuma dama de Ática que quisesse distinguir-se pela sua beleza podia ter um busto desenvolvido. Ser perceptível sob o Chiton uma curva pequena e forte, uns ombros proporcionados e um pescoço esbelto eram características almejadas por toda a mulher grega. Assim, sujeitavam ombros e pescoço a violentas massagens para evitar a obesidade. Embora algumas mulheres usassem cintas para reduzir a cintura, o vestuário interior que se usava na altura, túnicas de linho ou algodão transparentes e de tons pálidos, não permitiam dissimular a obesidade.

MAQUILHAGEM

As gregas sombreavam os olhos de negro e azul e aplicavam carmim para avivar as maçãs do rosto. Os lábios e as unhas eram igualmente alvos de especiais cuidados sendo pintados de tons uniforme tal como hoje.

Pó mortal

Text Box: Boião de póOs pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo na sua composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias naturais, a sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais facilmente ingerido e também causava envenenamento.

PERFUMES

Quanto à arte da perfumaria já se usa olíbano, mirra, canela, cravo, benjoim e sândalo com o intuito de sedução no século IV a.C.

Recipientes para perfumes, óleos e cosméticos

DEPILAÇÃO

As mulheres gregas eram também muito vaidosas pelo que praticavam a depilação com fins estéticos. Para tanto arrancavam os pêlos púbicos com a mão e queimavam-nos com cinzas quentes. Os restantes pêlos eram retirados com uma pasta à base de vegetais, cinzas e uma argila especial.

Text Box:

“As damas passavam horas e horas frente ao espelho levando a cabo o mais completo arranjo do seu rosto. Saíam do toucador completamente transformadas, chegando ao extremo de em Atenas não haver mulheres velhas nem feias. A maior parte das mulheres usavam compressas de cera quente para fazer desaparecer as rugas, preparados cáusticos para suavizar a epiderme, alongavam os olhos com uma sombra azul e aplicavam vermelhidão sobre as faces. Aspácia de Mileto, para conseguir a sua tão elogiada palidez, ingeria todas as manhãs uma grande quantidade de cominhos”.

Apolónio de Herófila

In Tratado de Perfumes

Escrito por Recursos Humanos em 17:37:19 | Link permanente | Comments (0) |