A verdadeira velhice
A idade é um capital precioso pela ciência em que transforma a experiência e a memória. A verdadeira velhice é a rotina, a desistência, a ignorância, o incultura, a ausência de sensibilidade, de capacidade de renovação. Não faltam por aí velhos com trinta anos.
A história….
A história tende a escrever-se com cinzeladas profundas que acabam por se esbater com o tempo que passa, dissolvem-se nos minutos corrosivos, nos dias ácidos da chuva do esquecimento. Os insignificantes jamais terão direito a descerramento de placas que registam o nascimento, local onde viveram, feitos de relevância para a história da comunidade, quedar-se-ão nas memórias de quem privou com eles até que também dessas se esvaiam e terminem apenas numa esquecida placa de cemitério, sobre uma laje de mármore, com data de proveniência e de partida.
- Sic. Luis Miguel Rocha (Escritor)
COMPETÊNCIAS DE SOBREVIVÊNCIA NOS DIAS DE HOJE
Ser uma pessoa de muitos recursos: saber adaptar-se a mudanças e situações ambíguas, ser capaz de pensar estrategicamente e tomar decisões acertadas mediante pressão; liderar sistemas de trabalho complexos e adopar condutas flexíveis na resolução de problemas; capacidade de trabalhar eficazmente com os superiores em problemas complexos de gestão.
- Fazer o que sabe: perseverar e concentrar-se mediante obstáculos, assumir, saber o que é necessário e seguir em frente; ser capaz de trabalhar só e também aprender com os demais, em caso de necessidade.
- Aprender depressa: dominar rapidamente novas tecnologias.
- Ter espírito de decisão: atuar com rapidez de forma aproximativa e com precisão.
- Gerir equipas com eficácia: delegar eficazmente, ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus feitos.
- Criar um clima propício ao desenvolvimento: ampliar os desafios e as oportunidades para criar um clima que favoreça o desenvolvimento da equipa.
- Saber lidar com os colaboradores quando apresentam problemas: agir com decisão e equidade quando tratar colaboradores com problemas.
- Estar orientado para o trabalho em equipa.
- Formar uma equipa de talentos: investir no desenvolvimento do potencial de seus colaboradores, identificando e oferecendo novos desafios e responsabilidade compartilhada.
- Estabelecer boas relações na empresa: saber como estabelecer boas relações trabalho, negociar quando houver problemas, conseguir cooperação.
- Ter sensibilidade: demonstrar interesse pelos demais e sensibilidade ante as necessidades dos colaboradores.
- Enfrentar os desafios com tranquilidade: apresentar uma atitude firme, contrapor com base em dados, evitar censurar os outros pelos erros cometidos, ser capaz de sair de situações constrangedoras.
- Manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: estabelecer prioridades na vida profissional e pessoal de forma harmoniosa.
- Auto-conhecer-se: ter a ideia exacta dos seus pontos fracos e fortes e estar disposto a investir em si mesmo.
- Apresentar bom relacionamento: manifestar-se afável e dar mostras de bom humor.
- Actuar com flexibilidade: capacidade para adotar comportamentos que, a princípio, podem parecer opostos – exercer liderança e deixar-se liderar, opinar e aceitar opiniões dos demais, etc.
No momento em que o mercado está em crise e as empresas necessitam de maximizar resultados para sobreviver com sucesso, torna-se necessário repensar modelos de gestão e adequá-los a uma nova realidade. A gestão por competências é uma opção para formar equipas motivadas, voltadas para resultados, fortalecidas e com alto desempenho.
Contando com estas pessoas certamente a sua empresa fará a diferença no mercado.
Avaliação de Desempenho
A Humangest – Human Capital Management, especializou-se na Concepção, Desenvolvimento e Implementação de Sistemas de Avaliação de Desempenho para o 3º. Sector, através de parcerias/contratos com Associações Empresariais do Norte de Portugal e União das Misericórdias Portuguesas.
Neste contexto, já implementamos sistemas nas seguintes instituições:
Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão
Santa Casa da Misericórdia de Riba d’Ave
Associação Para O Desenvolvimento Integral de Lordelo (Adil)
Associação Empresarial de Amarante
AEP – Associação Empresarial de Portugal
Centro Social Paroquial de Arrifana
Santa Casa da Misericórdia de Resende
Celoplás – Plásticos para a Indústria, SA
Latino Confecções Lda (Grupo Prowork)
Lar S. João de Deus
Creche e jardim-de-Infância N.ª Sr:ª da Lapa
Lar Jorge Reis
Creche e jardim-de-Infância N.ª Sr:ª da Guia
Centro Social Paroquial de Arrifana
A mera sobrevivência é uma aspiração medíocre
Qualquer um pode sobreviver de uma forma ou de outra.
“A vantagem é sobreviver galantemente, é sentir a emoção intensa da maestria, não sentir apenas o odor agradável do sucesso, mas experimentar a sensação profunda da grandeza”
Theodore Levitt
Humangest – Human Capital Management, Unipessoal, Lda.
Foi hoje constituída a Humangest – Human Capital Management, Unipessoal, Lda.
A Humangest RH com sede própria no Porto, actua na área estratégica de Recursos Humanos e abrange o território nacional através de escritórios virtuais, localizados nas principais capitais dos distritos, e com a utilização de modernas tecnologias de comunicação à distância.
A premissa básica do nosso método de trabalho é estabelecer parcerias entre a nossa equipa de consultores e o cliente, garantindo atendimento personalizado, sintonizado à cultura organizacional e adequado às suas necessidades específicas. Os nossos consultores possuem grande vivência profissional nos diversos ramos de actuação empresarial, além de conhecimento técnico actualizado e especializado em gestão de pessoas.
O objectivo final dos nossos serviços é contribuir para a rentabilidade e a eficiência sustentáveis dos nossos clientes.
O enfoque que adoptamos para obtermos êxito neste objectivo é proporcionar aos nossos clientes o suporte necessário para o desenvolvimento de uma estrutura excelente de pessoas, capacitada a desenhar a estratégia mais adequada, estabelecer a organização e os modelos de gestão adequados para o desenvolvimento dessa estratégia e, pôr em prática as medidas requeridas para optimizar os processos-chave do negócio ou da organização em que trabalham.
Para isto, contamos com a experiência de lidar com pessoas e, igualmente, com o conhecimento dos aspectos chave das empresas/organizações e do modo como estas interagem com o mercado.
Este duplo conhecimento tanto de pessoas quanto das empresas/organizações constitui o nosso principal factor de diferenciação.
Outro factor importante de diferenciação é o modo como desenvolvemos os nossos serviços: ao mesmo tempo em que colaboramos com os nossos clientes na resolução dos seus problemas, damos lugar a resultados tangíveis, propiciando a transmissão dos nossos conhecimentos aos profissionais das suas empresas/organizações.
Propõe-se:
Criar e desenvolver soluções eficazes em apoio aos nossos clientes, promovendo o desenvolvimento dos nossos profissionais com o objectivo de adicionar valor em tudo o que fazemos.
Distribuir o conhecimento adquirido colaborando para a optimização do mercado em que actuamos e de melhoria das condições das pessoas.
Inovar em soluções integradas com alta performance empresarial e profissional.
Perpetuar valores baseados na integridade, respeito, trabalho em equipa e paixão pela excelência.
Na área das Tecnologias de Informação:
A Humangest TI actua na área da consultoria em Tecnologia de Informação que visa fornecer soluções que direccionem à inovação dos processos operacionais e administrativos dos seus clientes, adequando-os às novas exigências de um ambiente em constante transformação.
Ao analisar o problema da sua empresa, a Humangest TI, com certeza, vai encontrar a solução mais adequada do ponto de vista de tecnologia e compatível com a sua proposta de orçamento. O nosso enfoque é procurar, prioritariamente, soluções abertas, compatíveis com os padrões de mercado, quer seja no dimensionamento da infra-estrutura, na adequação do seu Plano de Gestão TI, na especificação de sistemas de segurança da informação ou na escolha da estratégia mais apropriada para o desenvolvimento dos seus sistemas e aplicações.
O autor deste blog é o CEO da Organização.
Visitem os nossos sites:
www.humangest.pt
www.humangest.com
Fernando Fraga
LUCRO: PRIMEIRA E MAIOR CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DAS EMPRESAS. O QUE OS RH TEM HAVER COM ISSO?
Isso mesmo, sem rodeios, sem falso moralismo e sem preconceitos ideológicos. O lucro é sim, a primeira e maior obrigação social de qualquer organização produtiva, incluindo-se as cooperativas e os governos, que chamam à diferença entre receita e despesas de superávit. Cooperativas e governos também caiem, quando não geram superávit. Sem lucro, não há empresa, nem empregos, nem produção de bens ou serviços, nem pagamento a fornecedores e de impostos que contribuem para que os governos cumpram as suas obrigações de estado: saúde, educação, segurança e transporte.
Por incrível que possa parecer, há empresários e executivos que têm vergonha de ter lucro e outros que preferem desfrutarem da sensação do auto-engano de que a empresa é deles, e, que esta lhes confere, poder omnipotente e omnisciente. Preferem o exercício dos seus caprichos, ostentação e vaidades ao lucro. Isso aplica-se também a alguns executivos ditos profissionais. Este auto-engano leva-os a não considerarem a importância das suas equipas na construção do lucro. Construção mesmo, porque o lucro é o resultado da combinação complexa do capital investido, da capacidade de gestão dos dirigentes, da equipa treinada, motivada e comprometida com os objectivos da empresa e dos clientes, da interacção com: fornecedores, comunidade e financiadores. A comunidade cada vez mais interfere na actividade e nos resultados, através da exigência de respeito pelo meio ambiente.
Eventualmente, o que poderá ser mau, é o uso que o empresário possa fazer do lucro. Se o consumir em ostentação e levar a empresa à falência ao invés de reaplicar parte substancial do lucro, para que a empresa se desenvolva com segurança e amplie os empregos e todos os benefícios daí decorrentes, se tornará um irresponsável socioeconómico. Isso pode ocorrer com qualquer um que gaste mais do que recebe.
Não obstante, o lucro ser a medida de sucesso universal das empresas e ter enorme relevância para a vida das empresas, de per si, não é bastante e suficiente para garantir a sobrevivência das organizações produtivas. É necessário que empresários e executivos tenham competência para combinar de forma harmónica e situacional as variáveis essenciais da gestão polifocal: lucro, segurança, desenvolvimento – da equipa e da empresa – qualidade de vida – de líderes e liderados – e respeito pelo meio ambiente.
Os executivos e profissionais da área de RH, têm enorme oportunidade de se constituírem na origem do processo de construção do lucro. É da responsabilidade profissional dos RH, entre outras, o recrutamento, a selecção, a formação, a responsabilidade por facilitar a qualidade de vida no trabalho e promover o incentivo ao respeito pelo meio ambiente. Cada uma destas funções permite enormes oportunidades de gerar condições necessárias para a construção do lucro.
A contracção de recursos humanos é a mais difícil, complexa e, não obstante, os cuidados técnicos, não eliminam por completo o risco e a incerteza do sucesso. É a contratação do recurso mais importante entre todas as outras aquisições. Talvez, a mais difícil decisão empresarial. Imagine as consequências de se comprar um avião de última geração tecnológica e não se ter piloto treinado, motivado e comprometido com as metas da companhia. Uma estrondosa perda de recursos. Caso se pretenda levantar a aeronave nessas circunstâncias, assume-se elevadíssimo risco financeiro e humano.
Os executivos e o profissionais de RH não podem ficar prisioneiros da armadilha ideológica colocada pelo marxismo, que o conflito antagónico entre o capital e o trabalho é insolúvel. A abordagem marxicista da relação capital x trabalho é equivocada. Capital e trabalho não são antagónicos, são complementares. Só há empregos em expansão e sindicatos fortes se existirem empresas fortes e em crescimento. Só existirão empresas fortes e em crescimentos se houver a disponibilidade de recursos humanos qualificados.
O conflito entre o homem e a organização, está no facto do homem ser eminentemente emocional e a organização, criação do homem, ser eminentemente racional, como percebido inteligentemente por Chris Argyris, no livro Personalidade e Organização.
Os executivos e o profissionais de RH precisam de romper o paradigma da competição para que melhore o relacionamento interpessoal, a gestão do tempo e a qualidade de vida e, consequentemente, se reduza o desperdício e o desgaste emocional, que frequentemente induz o surgimento de várias doenças do “trabalho”. A competição é causa da maioria dos conflitos interpessoais e da ausência de uma relação de confiança entre os colegas e pares. No nível interno, a competição precisa de ser substituída pela cooperação. A crença questionável de que a competição é inerente ao ser humano, pode e deve ser canalizada para a competição entre empresas concorrentes de forma a permitir que o clima organizacional seja mais um factor agradável para o indivíduo ser produtivo com qualidade de vida, contribuindo para a construção do lucro, para a segurança do seu emprego e para o desenvolvimento das pessoas e da organização.
Do ostracismo ao marketing pessoal
Ostras são todas iguais. Pelo menos por fora. A diferença está no que algumas trazem dentro de si. Pérolas. Só reveladas pelas bocas abertas a golpes de faca.
O mundo está cheio de ostras profissionais. Cascas horrendas, de rudes e ásperas. Perolizando informações sugadas de uma vida de estudos e experiências. Mas que mantém as bocas teimosamente fechadas para as pérolas reclusas do seu conhecimento profissional. Perdidas no muco das suas camadas cerebrais.
À medida que o mercado passa a valorizar o conhecimento, as ostras começam a agitarem-se. Umas, mais afoitas e vulgares, espirram sujidade que só turvam a água em que estão inseridas. Deixando as suas pérolas embaciadas pela falta de distinção.
Outras investem num meticuloso e polido marketing pessoal, transluzindo a preciosidade através da madrepérola da casca. Numa revelação discreta e quase sensual do seu interior, despertam no mercado o desejo de ver mais. E pagar para tal.
Existe em nós um desejo natural de revelar o que sabemos na forma de opiniões. E insistir para que outros as comprem, ainda que o único pagamento seja a satisfação do reconhecimento público de que estamos com a razão.
Encontramos esses vendedores de opiniões em todos os lugares. Nos cafés, nos restaurantes, na filas dos bancos e nos estádios de futebol. Todos procurando conquistar o mercado das atenções e fazer prevalecer a sua marca.
Mas na hora de expor aquilo em nós que é vendável, viramos ostras. Mesmo o mais eloquente vendedor de seu conhecimento futebolístico ou político acaba retraindo-se ao falar da sua capacidade profissional. Acha que expor seu produto é ser esnobe e inconveniente.
Talvez isto aconteça por existir uma linha muito ténue entre o marketing pessoal e a altivez. Essa odiosa tendência de acharmos que o universo gira à nossa volta. Não é invulgar a vanglória ser fruto da insegurança gerada pela incompetência que transforma coroas de lata em títulos de nobreza e um ego que lateja em pedigree.
Quando falamos de marketing pessoal, estamos-nos a referir à exposição fria e comercial de um produto acabado. O conhecimento que é colocado em prática na forma de competência.
A grande área de exposição promocional de baixo custo que a Internet oferece, permite que profissionais posicionarem-se como produtos para o mercado. São currículos que trocam envelopes pardos por um lugar de eminência nada parda nos sites de recursos humanos. Ou em elaboradas home-pages pessoais.
A princípio pode parecer complicado gerir esse dois-em-um, pessoa e produto. Ou mais-de-dois-em-um, se tiver múltiplas capacidades. Mas não é, se souber separar a pessoa do profissional, e o produto do ego.
As empresas estão cheias de cadáveres
Em muitas empresas, vemos cadáveres ambulantes: gente que morreu e não sabe. O brilho dos olhos foi-se, o fogo apagou, a energia sumiu. Provavelmente já estiveram cheios de entusiasmo, mas depois de tantas chicotadas, desistiram. Morreram por dentro mas não tem coragem de assumir. Por mais infelizes que estejam, têm medo de arriscar e serem felizes.
Algumas das coisas mais importantes nas nossas vidas só aprendemos pelo velho método de tentativa e erro. Ou pela experiência, com o passar dos anos. Ou observando os outros. Algumas pessoas aproveitam isso para crescer. Outras ficam desmotivadas entregam-se.
Coisas como ser pai, mãe, um bom marido, ou esposa, amigo, chefe (agora a moda é falar em líder) e até mesmo vender se aprende fazendo. Livros, revistas e cursos ajudam, mas é como estudar teoria musical: o sujeito sabe tudo no papel, mas não sabe que está a desafinar. E leva o maior susto quando se senta na frente do piano para tocar. O som, que é o resultado final e justamente o mais importante, só o vai entender tocando e ouvindo.
A mesma coisa acontece com os filhos, relacionamentos amorosos, até mesmo o desporto. Por isso os verdadeiros campeões treinam durante horas a fio. É para que os actos se tornem quase mecânicos, mesmo nos mais pequenos detalhes. As situações são reconhecidas automaticamente – não precisam de pensar muito. É só olhar para se saber rapidamente o que está acontecendo.
Por isso também os pilotos de Fórmula 1 dão sempre uma ou duas voltas a pé pelo circuito antes de largar para os treinos com o carro. Querem reconhecer cada curva, as ondulações da pista, o comprimento das rectas. Seria a mesma coisa se olhassem um mapa com a descrição do circuito? É claro que não.
Mesmo depois, já no carro, as primeiras voltas são lentas. Em velocidade segura, pode-se errar sem grandes problemas. Porque mesmo os grandes campeões sabem que vão errar. Então o que fazem? Estudam o máximo possível e passam horas analisando todos os detalhes, para quando chegar o grande momento as probabilidades de erro se reduzirem drasticamente. E mesmo assim os erros acontecem.
Essa é a grande diferença dos vencedores: reconhecer que para terem sucesso é preciso arriscar, e que o risco tem sempre possibilidade de erro. Decidir finalmente qual a melhor alternativa e agir. Uma vez que ‘o que’ fazer está decidido, o resto é fácil – é só uma questão de ‘como’.
Porque o pior pecado que se pode cometer é errar por omissão. Por medo. Por preguiça. Tem tanta gente que fica esperando a oportunidade ideal… e a oportunidade ideal nunca surge. Simplesmente porque não existe. Acabam não fazendo coisa alguma. E a vida passa. E acabam morrendo, de verdade, ou pior: por dentro. Já nem sabem mais porque vivem.
Na imensa maioria das vezes, é um erro maior ficar parado e não agir do que tomar alguma decisão – mesmo que errada. Porque se estiver errada, vai ser fácil descobrir e consertar. Além disso, pelo menos controlamos.
O que nos leva a outra característica do sucesso: já dizia um filósofo que as pessoas de sucesso criam as suas próprias oportunidades. Ou pelo menos vêem melhor as oportunidades disponíveis. Ao contrário dos perdedores, que acabam sempre por ter que decidir entre situações sobre as quais não tem o mínimo controle. E quem não tem controle sobre a sua própria vida não tem nada. Por mais dinheiro que tenha, quem não controla a sua própria vida vai ser sempre pobre.
Isso significa que qualquer pessoa, independentemente da profissão, formação, sexo, religião ou raça, tem a grande liberdade de escolher a sua própria atitude perante a vida. Pode ser uma atitude corajosa, ambiciosa, disposta ao risco calculado. Uma vida na qual tem o controle. E se der certo ou errado, foi seu certo ou errado dele – não o dos outros.
Por outro lado, podemos sempre escolher a vida segura. Tomar decisões procurando sempre a certeza. Só dar um passo quando estiver tudo sob controle. Nunca arriscar. Ser daquelas pessoas que confundem segurança com covardia.
Mas essa segurança toda é ilusória – pode acabar de um momento para outro. Por mais que se tente controlar tudo, o universo é grande e complexo demais para ser controlado. O que faremos quando perdermos o controle?
E quando chegar aos 60 anos e olharmos para trás, o que vamos pensar? Já ouvimos falar de alguém que atingiu o sucesso sem se arriscar? Isso simplesmente não existe.
Quem arrisca, e a palavra diz tudo, está correndo o risco. De errar, certamente. Mas também de acertar! Se considerar-mos os nossos erros como método de aprendizagem, e os nossos acertos como vitórias, veremos que em certos momentos da vida vamos ter que se arriscar. Tanto pessoalmente quanto profissionalmente.
Resumindo de forma prática tudo o que foi dito até aqui: se você quer ter sucesso, tem que arriscar e aceitar os seus próprios erros, aprendendo com eles. Mas sem se desencorajar.
Da mesma forma, se uma empresa quiser ter sucesso, tem que aceitar os erros dos seus funcionários. Um ambiente de trabalho onde qualquer deslize é castigado leva fatalmente à acomodação, à falta de criatividade, à desmotivação. Se os erros se repetirem, é claro que as medidas devem ser tomadas. Mas como uma criança que cai ao aprender a caminhar, os erros só acontecem porque alguém fez alguma coisa. Já pensou castigar uma criança toda vez que ela caísse? Teríamos uma nação de adultos rastejando.
Quem não aceita erros vive preso num círculo vicioso de mediocridade e desmotivação. Se a sua empresa é assim, faça alguma coisa! A vida é bela e curta demais para passar-mos a maior parte do seu tempo entre gente tão desmotivada que parece morta. Como disse Mahatma Gandhi , “A verdadeira liberdade é a liberdade de cometer erros”. Então lembre-se dessa regra da vida: se quiser acertar, arrisque, erre, aprenda e viva mais.












