Saturday, August 27, 2005
Os Oito Programas Básicos do Vencido
- O vencido biossobrevivente: “Sou incapaz de me defender”.
- O vencido emiconal-territorial: “Todos me intimidam”.
- O vencido semântico: “Sou incapaz de resolver os meus problemas”.
- O vencido sócio-sexual: “Tudo aquilo de que gosto é ilegal, imoral ou faz engordar”.
- O vencido neurossomático: “Não sou culpado pela forma como me sinto”.
- O vencido metaprogramador: “Mas por que tenho eu tão pouca sorte?”.
- O vencido neurogenético: “A evolução é cega e impessoal”.
- O vencido neuroatómico: “Não tenho poderes psiquícos, e duvido que alguém tenha”.
Q.I.
A estupidez
A estupidez assassina génios, queima livros, massacra populações, bloqueia o progresso.
Nada existe de racionalmente desejável que não possa ser conseguido se a própria racionalidade também aumentar.
A neuroquímica significa o sistema nervoso humano estudando-se e melhorando-se a si próprio: a inteligência estudando e melhorando a inteligência.
Porque razão havemos de preferir a depressão à alegria, a estupidez à inteligência, a agitação à tranquilidade?
Thursday, August 25, 2005
A vida
Se for atirada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for atirada uma bola verde, ela voltará verde;
Se for atirada com pouco força, ela voltará fraca;
Se a bola for atirada com força, ela voltará com força;
Por isso, nunca atire uma bola na vida de forma que não esteja pronto para recebê-la.
A vida não dá nem empresta. Não se comove nem se agasalha.
Tudo o que ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.
(Albert Einstein)
Sunday, August 21, 2005
Jesus e a Gestão
Jesus não foi um estadista, nem um conquistador e não deixou nenhuma obra física. Jesus foi um líder que preparou novos líderes e cuidou dos seres humanos para que se tornassem mais humanos
Jesus de Nazaré, independente de qualquer abordagem religiosa, foi um exemplo de líder. Historiadores, filósofos e estudiosos de diversas religiões e credos reconhecem os ensinamentos extraídos das diversas narrativas sobre a sua breve vida. Os seus seguidores continuam crescendo e há dois milénios os seus feitos são passados de geração em geração.
O que mais impressiona é que Jesus não foi um estadista, nem um conquistador e não deixou nenhuma obra física. Jesus foi um líder que preparou novos líderes e cuidou dos seres humanos para que se tornassem mais humanos.
Hoje, uma nova dimensão da vida de Jesus está a ser estudada: o seu papel como líder. Como é que Jesus conseguiu desenvolver tantos outros líderes, mesmo após a sua morte? Como mobilizou multidões sem ter nenhuma estrutura política ou religiosa? Como conseguiu tornar-se tão conhecido em vida em tão pouco tempo?
Existem aspectos percebidos em Jesus que são absolutamente avançados para os tempos de hoje e, inclusive, estão presentes nos diversos compêndios de gestão vanguardistas:
1. A multiplicação dos líderes: Jesus preparou doze apóstolos e a partir deles criou uma rede de multiplicadores dos seus ensinamentos. A formação destes líderes foi baseada na crença de que um dia Jesus partiria e que lhes caberia a eles prosseguir com a missão. Numa linguagem de gestão, Jesus preparou reservas técnicas e com isso assegurou a continuidade do seu movimento.;
2. Pé na estrada: Jesus não se acomodou em casas ou sinagogas. O seu habitat preferido era a estrada. Foi no caminhar que ele enriqueceu a sua fantástica trajectória e formou no campo a sua equipa. Hoje, em termos de gestão, o líder que fica preso aos gabinetes tem menos chances de tomar decisões acertadas.
3. Vinde a mim os diferentes: Jesus conversou com forasteiros, pagãos, prostitutas, leprosos, enfim, com diversas pessoas que divergiam do padrão estabelecido pela conservadora civilização da época. Hoje, um dos grandes desafios do líder é diminuir, em si e na sua equipa, os níveis de preconceito e esteriotipia. O preconceito é o maior inimigo da aprendizagem individual e organizacional.
4. Não podem comigo: o grande trunfo de Jesus estava na sua revolucionária independência. Os seus adversários não conseguiam perceber aquele ponto fraco que torna o inimigo vulnerável. Como Jesus era despegado das riquezas materiais e do poder, ele tornou-se temido mesmo falando de paz. O líder contemporâneo precisa de ter consciência de que os seus apegos e vaidades diminuem a sua capacidade de revolucionar.
5. Foco na compreensão: Jesus transformava ensinamentos complexos em histórias de fácil entendimento. Era um grande incentivador da reflexão e da elevação do nível de consciência dos seus seguidores. Jesus não era um motivador, era um conscientizador. Em termos de liderança, precisamos incentivar em cada um a capacidade de raciocinar e decidir de forma autónoma.
6. O exemplo arrasta: Jesus era o exemplo vivo do que pregava. Comia o mesmo pão com toda a equipa, movia-se com fé e dormia ao relento como todos os seus seguidores. Demonstrava afecto para com os seus amigos, mas dizia a verdade com firmeza. Hoje, os símbolos do poder estão a ser questionados. Precisamos de líderes que sejam bem mais do que demonstram e não o contrário.
No período natalício, muitas interpretações são feitas da vida de Jesus. Uma delas é que é possível transformar a realidade a partir da educação e do cuidado com os seres humanos.
Adaptação de um texto de Roberto Matoso (Empresário)