Quinta-feira, 26 de Maio de 2005

Desiderata

Caminha sereno e tranquilo no meio do ruído e da precipitação e lembra-te da paz que podes encontrar no silêncio. Sempre que possível e sem abdicares de ti próprio, sê bom a amigo de todos. Proclama a tua verdade calma e claramente; e escuta o que dizem ou outros mesmo os estúpidos e ignorantes; eles também tem coisas para contar. Foge das pessoas ruidosas e arrogantes pois são vexames da inteligência. Se te comparares com outros podes tornar-te vaidoso e despeitado; porque sempre haverá pessoas melhores e piores que tu. Compraz-te pela tua profissão por mais humilde que ela seja; é um autêntico bem que não te fugirá nos incertos acasos do tempo. Tem cautela nos teus negócios porque o mundo é cheio de enganos. Mas que isto não te cegue ao ponto de te não deixar ver onde a virtude reside; muitos homens lutam por elevados ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos.

Sê tu próprio, sê autêntico. E principalmente, não sejas pedante e afectado. Não uses de cinismo no que respeita ao amor; porque perante tudo o que é árido e tudo o que é desencantamento e desilusão, ele é perene como a erva brava. Aceita de boa vontade o conselho dos anos, abandonando sem pesar as coisas da juventude. Fortalece o teu espírito para que este te sirva de escudo contra a adversidade inesperada. Mas não te aflijas com receios que só existem na tua imaginação. Muitos temores nascem da fadiga e da solidão. A disciplina só te pode ser salutar, mas não sejas severo para contigo.

Tu és filho do Universo tal qual as árvores e as estrelas; tens direito de estares onde estás. E possas tu ou não entendê-lo; não há dúvida alguma que o Universo é aquilo que deve ser. Portanto, vive em paz com Deus qualquer que seja a forma como tu O imaginas. E, quaisquer que sejam os teus trabalhos e aspirações, preserva a paz da tua alma nesta turbulenta confusão da vida. O mundo, com todo o seu fingimento, fadiga e sonhos desfeitos é ainda um belo mundo. Tem cuidado. Procura ser feliz.

(Este documento foi escrito no século XVII e foi encontrado nos escombro de um antigo mosteiro no país de gales).

Escrito por Fernando Fraga em 19:34:31 | Link permanente | Comments (0) |

"DEZ CHAVES PARA A MESTRIA ACTIVA"

Ouça a sabedoria do seu corpo, que se expressa
através de conforto e desconforto. Ao escolher um
determinado comportamento, pergunte ao corpo:
"Como se sente?" Se o seu corpo enviar um
sinal de sofrimento físico ou emocional, cuidado! Se o
sinal for de conforto e animação, siga em frente. Viva no
presente,  pois é o único momento que você tem.

Fique atento ao aqui e agora ; procure a plenitude
de cada momento. Aceite o que chega até você total
e completamente de modo que possa apreciar,
aprender e deixar passar - seja o que for. O presente
é como deveria ser. Reflecte leis infinitas da natureza
que trouxeram até você este exacto pensamento, esta reacção
física. Este momento é o que é porque o universo é o
que é. Não lute contra o infinito esquema das
coisas, em vez disso, una-se a ele. Aproveite algum
tempo para ficar em silêncio, para meditar, acalmar
o diálogo interior. Nos momentos de silêncio, perceba
que está entrando em contacto com a  sua fonte de
pura consciência. Preste atenção à sua vida interior
para que possa ser guiado pela intuição, e não
por interpretações impostas externamente do que
é bom ou não para você. Renuncie à necessidade
de aprovação externa. Você é o juiz do seu valor, e o
seu objectivo é descobrir um valor infinito em si
próprio, não importa o que os outros pensem.


Esta percepção traz grande liberdade. Quando você
se descobrir reagindo com raiva ou antagonismo a
qualquer pessoa ou circunstância, acredite que
só está lutando consigo mesmo. Resistir é
a resposta de defesas criadas por velhas mágoas.
Ao renunciar à raiva, você estará se curando e
cooperando com o fluxo do universo. Saiba que o
mundo "lá fora" reflecte a sua realidade "aqui dentro".


As pessoas contra as quais você reage mais fortemente,
seja com amor ou ódio, são projecções do seu mundo
interior. O que mais você odeia é o que mais nega
em si mesmo. Use o espelho dos seus relacionamentos
para guiar a sua evolução. A meta é o auto conhecimento
total. Quando consegui-lo, o que mais você deseja
estará automaticamente lá, e o que mais despreza
desaparecerá. Livre-se do fardo do julgamento - você
 sentir-se-á muito mais leve. Julgar impõe rótulos de
certo ou errado em situações que simplesmente
são. Tudo pode ser compreendido e perdoado,
mas quando você julga, fecha as portas
à compreensão e abandona o processo de aprender
a amar. Ao julgar os outros, você reflecte a sua
carência de auto - aceitação. Lembre-se de
que toda  pessoa que você perdoa é mais uma
parcela  somada à sua auto - estima. Não contamine o
seu corpo  com toxinas, seja através de alimentos,
bebidas ou emoções venenosas. O seu corpo é
mais do que  um sistema de suporte à vida. É
o veículo que o transportará a sua jornada rumo
à evolução. A saúde de  cada célula contribui
directamente para o seu estado  de bem-estar,  porque
cada célula é um minúsculo ponto  de consciência
dentro do campo de consciência  que é
você. Substitua comportamento motivado
pelo medo, por comportamento motivado por amor.
Medo é o produto da memória, que reside no
passado. Ao relembrarmos o que nos magoou antes,
dirigimos as nossas energias para nos assegurarmos de
que uma antiga mágoa não se repetirá. Mas tentar impor
o passado ao presente jamais afastará a ameaça
de ser magoado outra vez. Isto só acontece quando
você encontra a segurança de seu próprio ser, que é
o amor. Motivado pela verdade dentro de você,
será possível enfrentar qualquer ameaça porque a
sua força interior é invulnerável ao medo. Compreenda
que o mundo físico é apenas um espelho de
uma inteligência mais profunda. A inteligência é
o organismo invisível de toda matéria e  energia,
e, uma vez que uma porção desta inteligência
reside em você, você compartilha o poder organizador
do cosmos. Por ser inseparavelmente ligado a tudo,
você não pode permitir-se prejudicar o ar e a
água do planeta. Mas, a um nível mais profundo,
você também não pode permitir-se viver com uma
mente venenosa, porque todo o pensamento
deixa uma impressão registada no campo da
inteligência. Viver em equilíbrio e pureza é o bem
mais elevado para você e para a Terra.

(Corpo sem Idade, Mente sem Fronteiras - Deepak Chopra)

Escrito por Fernando Fraga em 19:26:57 | Link permanente | Comments (0) |

GERIR PESSOAS É GERIR EMOÇÕES

    As transformações do mundo contemporâneo, da política à economia, estão a obrigar as empresas a repensar a forma de tratar os seus colaboradores. A própria dinâmica do mercado implica uma contínua mutação nas organizações. Novos concorrentes, novas tecnologias, novos métodos de gestão, enfim, factos decorrentes de uma economia cada vez mais globalizada, ágil, voltada para a competição, ditam o ritmo dos negócios hoje em dia. E nos tempos modernos, da tão celebrada “inteligência emocional” de Daniel Goleman, é curioso observar a sensibilidade dos membros das organizações. Assim como as organizações se devem adaptar às mudanças, os profissionais também o devem.

          A chegada do novo milénio demanda qualidade e produtividade. Dos governantes aos consultores, passando pelas donas de casa, tecnocratas, empresários, executivos, estudantes, etc., essas duas palavras tem dominado os discursos, reuniões e discussões. Mais do que nunca as pessoas precisam de ser inteligentes e criativas, com ideias novas, viáveis e produtivas, espírito sistémico, visão prospectiva e maturidade para negociar conflitos e interesses.

    Indivíduos com capacidade de comunicação, espírito de equipa, liderança, percepção da relação custo-benefício e foco nos resultados. Gente que tenha iniciativa, vontade de assumir riscos e agilidade na adaptação a novas situações, com disponibilidade e energia para um trabalho árduo.

          Pesquisas tem comprovado que todas essas transformações exigidas hoje em dia só ocorrerão quando se ultrapassar a eterna busca da razão e se começar também a viver as emoções. A capacidade de raciocínio precisa de estar aliada à sensibilidade, ao senso crítico. Goleman, no seu “best-seller”, deixa bem claro que, embora haja pontos que determinam o temperamento, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis, podem ser trabalhados e, portanto, temperamento não é destino. A falta de capacidade para lidar com as próprias emoções pode destruir vidas e acabar com carreiras profissionais.

    Neste mundo competitivo e individualista, as relações sociais vem-se deteriorando a uma velocidade espantosa. O individualismo exacerbado acarreta uma competitividade cada vez maior e essa visão do mundo causa o isolamento e a desintegração da vida em comunidade. Numa época em que, paradoxalmente, as pressões económico-sociais exigem maior cooperação e envolvimento entre as pessoas, precisamos de aprender a dominar habilidades humanas essenciais para lidar com as nossas próprias emoções.

          Dirigir pessoas exige capacidade de entendê-las e respeitá-las. Isso só é possível se quem lidera é inteligente. Define-se inteligência como a habilidade que as pessoas têm para se adaptarem às diferentes situações e, também, modificá-las. Inteligência é participação e trabalho não pode significar sofrimento. Ideias e soluções criativas dependem de pessoas que sentem prazer em trabalhar.

    Muitas organizações tem-se preocupado com a reengenharia e esquecem-se de investir no capital humano. No que se refere a mudanças, é preciso lembrar dois aspectos: o racional e o emocional. O racional é todo o conhecimento que precisa ser transmitido, os argumentos da mudança. Mas é o aspecto emocional que faz com que as pessoas efectivamente partam para a acção. Os líderes das empresas deveriam trabalhar mais o lado emocional dos seus colaboradores. Em qualquer comunidade, não é a entidade governante que faz as mudanças, são os seus membros.

         
    A importância dos relacionamentos para tornar as carreiras mais dinâmicas e promover o crescimento dos negócios é indiscutível e centra-se na filosofia orientadora da empresa. As informações precisam de ser partilhadas por todos os que desejam, «sentir o que a empresa sente». E para que isso ocorra é necessário que o processo de comunicação seja perfeito.

 

Escrito por Fernando Fraga em 19:08:53 | Link permanente | Comments (1) |

O Fim dos Executivos

Nesta quinta-feira às 15h30 fui ao cinema. Estava em casa a trabalhar e resolvi sair para me divertir um pouco. Voltei do cinema renovado,  sentindo-me mais criativo, mais vivo.

Como me atrevo a fazer isso em pleno "horário de expediente"? É que eu não quero mais ser um Executivo. Sou um Realizador Criativo.

Hoje, discute-se muito a Nova Economia, a quebra de paradigmas, etc. e tal. Mas, exactamente o que quer dizer isso? Apenas novas tecnologias? Globalização? Internet?

Penso que a Nova Economia é acima de tudo uma mudança de comportamento da sociedade, portanto muito mais complicado do que apenas o jogo das bolsas de valores. Pensem comigo: como era a velha economia? O centro, a indústria. O coração, a linha de montagem. A organização, a burocracia. O conceito, a padronização. O mercado era massa. Foi nessa estrutura que nasceram os Executivos ou "aqueles que executam".

Nesta estrutura a centralização era fundamental. Cidades inteiras foram construídas ao redor da fábrica, para onde todos se dirigiam e saiam no mesmo horário. Um erro na linha de montagem poderia ocasionar acidentes e prejuízos. Logo o controle tinha que ser rígido e inflexível. Os Executivos eram os responsáveis pelo perfeito funcionamento da fábrica e dedicaram todo o seu tempo a isso. Sacrificaram as suas famílias, as suas horas de lazer, a sua juventude. Tudo em nome da fábrica.

Passaram-se duzentos anos. As fábricas foram-se automatizando e no processo, milhares de empregos desapareceram. Os Executivos foram chamados a pensar e a criar. Os que não conseguiram estão sendo aposentados precocemente. Cruel realidade.

Culpa da Nova Economia que está baseada noutros critérios: complexidade e descontinuidade. A este respeito, Domenico De Masi , sociólogo italiano diz:

"É preciso educar para a descontinuidade e a complexidade. Quando a sociedade industrial enfrentava um problema, tentava simplificá-lo, transformando-o em vários pequenos problemas simples. Já a sociedade pós-industrial é capaz de enfrentar problemas complexos porque tem a tecnologia como aliada que a auxilia a encontrar soluções complexas. Isso torna toda a cadeia de necessidades, problemas, técnicas e soluções muito mais coerente, rica e humana. Porque o ser humano é complexo. Só os instintos animais são simples".

Sobre a descontinuidade, De Masi reflecte: "O relógio mecânico não é uma continuação da ampulheta, nem do relógio quartzo, assim como o fax não é o telefone. A continuidade cedeu lugar à descontinuidade e a pedagogia pós-industrial deve-nos ajudar a adequar, rapidamente, os mecanismos da nossa mente aos contínuos saltos lógicos que o progresso exige."

Isso significa que, ao utilizar o computador, por exemplo, apenas para fazer o que se fazia numa máquina de escrever, estamos rebaixando a complexidade inerente aos novos tempos e, mais cedo ou mais tarde, teremos problemas de adaptação.

É aí que entra o Realizador Criativo e sai o Executivo. Somente mentes criativas estão abertas à complexidade e à constante aprendizagem.

O problema é que mentes criativas não param de trabalhar às 19h. A criatividade também não sobrevive sufocada em ambientes burocráticos e inflexíveis. Ela precisa de ser alimentada diariamente com a liberdade de se quebrarem rotinas. Como ir ao cinema numa quinta-feira à tarde simplesmente porque estou com vontade.

Vejam bem, mesmo no cinema, a mente do Realizador Criativo não pára. A do Executivo sim, pois está condicionada a separar trabalho de lazer e vê no trabalho um sacrifício e não uma fonte de prazer.

Na Nova Economia, trabalho e lazer, cada vez mais vão se confundir na vida das pessoas, pois trabalho não será mais considerado como algo pesado, cansativo e angustiante. O pesado, o cansativo e o angustiante será feito por máquinas. Para nós fica a missão de criar.

Mudança difícil esta, eu sei bem. De Masi utiliza uma imagem muito lúdica para ilustrar a situação: peixinhos que nasceram em aquários, quando são soltos no oceano, continuam nadando em círculos por um bom tempo até descobrirem que podem ir para bem além do horizonte.

Ir além dos limites. Cá entre nós, esse não é um desafio criativo, maravilhoso e fácil de realizar?



Escrito por Fernando Fraga em 19:06:27 | Link permanente | Comments (0) |

Os 12 passos para o sucesso

Todos os dias enfrentamos obstáculos pessoais e profissionais que dificultam o nosso trabalho. Mas, olhando por outro ângulo, são esses mesmos obstáculos que enriquecem as nossas vidas - senão, qualquer um teria sucesso. Foi Moliere, o escritor francês, que disse “Quanto maior o obstáculo, maior a glória ao superá-lo”. Porém, é necessário um sistema para aprender a enfrentar esses obstáculos e superá-los. Vejamos quais são os 12 passos para o sucesso:


1) Estabeleça objectivos claros e específicos, e coloque-os no papel: Dizer que quer ganhar mais dinheiro e ter mais tempo livre, por exemplo, não é um bom objectivo. Ele é claro, mas não é específico. Que quantidade de dinheiro você quer ganhar? Até quando? (Você não vai ficar milionário amanhã). Quanto tempo livre quer? Visualize o seu objectivo de maneira clara e específica e ponha-o no papel, pois isso obriga-o a concentrar os seus esforços em busca de resultados, ao invés de dispersá-los.

2) Sonhe - com os pés no chão: É importante ser realista. A melhor receita para uma úlcera, stress e depressão é obrigar-se a atingir objectivos inalcançáveis, ou num espaço de tempo curto demais. Por isso, mantenha sempre aguçado o seu senso de realidade. Tem outro dado: uma pesquisa realizada pela revista INC. entre os presidentes e CEO’s das 500 empresas que mais cresceram o ano passado nos Estados Unidos, mostra um facto interessantíssimo: cerca de 40% dos entrevistados não tinha planeado o seu sucesso. Empresários que multiplicaram a sua facturação por 5, 10 e até 20 vezes num ano disseram que estavam tão ocupados trabalhando que não tinham notado o seu crescimento fantástico. Sonhar é bom, principalmente para quebrar paradigmas e visualizar novas realidades, mas, depois de feito isso, trabalhar geralmente é bem mais produtivo.

3) Monte um cronograma: O tempo é hoje o recurso mais escasso e valioso na face da Terra. A melhor maneira de optimizá-lo é montando um cronograma, passo a passo, de tudo o que precisa de ser feito para conquistar o seu objectivo. Não é necessário nada complicado: basta uma agenda semanal, com tarefas diárias. O cronograma tem outra vantagem: como você poder ver claramente se está vencendo as etapas necessárias, se está adiantado ou atrasado, ele obriga-o a ser honesto com você mesmo. Isso permite acompanhar o seu progresso e fazer pequenas correcções de rota. Afinal, poucas vezes tudo sai como planeado - e nada como um bom mapa para colocá-lo no caminho certo novamente.

4) Faça revisões constantes: Precisamos relembrar, de tempos em tempos, o que é exactamente o que estamos perseguindo. Afinal, quem disse que você é obrigado a seguir até a morte um objectivo só porque você mesmo o estabeleceu há alguns meses atrás? A vida muda, as coisas mudam, os seus objectivos também podem mudar, porque não? Só não use isso como desculpa para desistir. As suas revisões devem servir para reforçar a sua visualização do sucesso, bem como mostrar os resultados já atingidos e o que ainda resta por fazer. Quando as coisas vão mal, as revisões podem dar-lhe insights interessantes, além de relembrá-lo do seu sonho, reforçando pensamentos positivos. Quando as coisas vão bem, não existe nada mais motivador do que uma revisão do seu plano de acção, também reforçando pensamentos positivos. Por isso não deixe nunca de fazê-las, mesmo que mentalmente, vale a pena.

5) Não desperdice recursos: Todos temos a tendência a sermos meio centralizadores, principalmente com tarefas importantes. Somos pessoas de acção (senão não teríamos chegado até aqui). O problema é que muitas vezes tentamos reinventar a roda. Como queremos resolver tudo, esquecemos que muitas vezes pode existir alguém que já passou pela mesma situação - e com sucesso. Da próxima vez que estiver “empacado”, saia do escritório e vá fazer perguntas. Vá à biblioteca, navegue pela Internet, entre num grupo de discussão. Estamos na era da informação: aproveite e use-a!

6) Priorize actividades mais importantes: Quem já estudou gestão da produção sabe que, através de sistemas do tipo CPM - Critical Path Method (Método do Caminho Crítico), podemos separar qualquer objectivo em subgrupos de actividades menores. Algumas dessas actividades chamam-se críticas porque, se se atrasarem, põem em perigo e atrasam o projecto inteiro. Outras coisas não: podem ser deixadas sem problema para o último instante. Descubra quais são as actividades mais importantes para atingir os seus objectivos, e dê-lhes prioridade total. Aqui também se aplica a lei de Pareto: 80% dos seus resultados geralmente são conseguidos através de 20% do seu tempo e esforço. Melhore a qualidade desses esforços e você vai estar bem mais perto do sucesso.

7) Envolva as pessoas à sua volta: É muito mais motivador trabalhar em busca de um resultado quando família, amigos e colegas dão o seu apoio. O envolvimento de outras pessoas cria um tipo de motivação contagiante, uma espécie de sinergia que ajuda a superar obstáculos. Aliás, muitas vezes isso é fundamental, pois obriga-nos a continuar mesmo quando as coisas parecem não ir muito bem (e isso com certeza vai acontecer). Além disso, todos podem participar dando idéias e sugestões. Você não vai aproveitar todas, mas alguma coisa boa surge sempre. A vida de quem trabalha com Internet já é bastante difícil por si só - não a dificulte ainda mais. Use uma parte do seu tempo de maneira “‘política”, conquistando o apoio e envolvimento das pessoas à sua volta - principalmente da sua “cara-metade”. Nada como unir o útil ao agradável: ser feliz fora do trabalho, acredite, aumenta a sua produtividade.

8) Não vá por atalhos: “Sucesso é 1% de inspiração e 99% de transpiração.” “Levam-se dez anos para fazer sucesso da noite para o dia.” Sempre que ler a história de alguém que se deu muito bem, em qualquer actividade humana, preste muita atenção. 100% das vezes, sem excepção, você vai ver que essas pessoas estavam trabalhando no duro há muito tempo. Se ir por atalhos fosse melhor, não teríamos estradas nem avenidas.

9) Resolva os seus problemas agora: Colocar a cabeça num buraco e esperar o perigo passar geralmente só aumenta o tamanho do problema, piorando a situação. Mate o monstrinho assim que ele nascer. Retorne rapidamente os seus e-mails e telefonemas. Escreva já aquela carta e fique livre daquele peso o resto do dia. É a melhor maneira de aumentar a sua produtividade (e de dormir tranquilo!).

10) Respeite a sua intuição: Sobrecarregados de informação, atolados até ao pescoço em números, gráficos e relatórios, pressionados constantemente a tomar decisões rápidas..., a verdade é que é difícil ser totalmente racional nessas situações. A intuição, muitas vezes, manda-nos recados subtis de algumas coisas que não percebemos conscientemente. Ouça-a com cuidado, principalmente ao lidar com pessoas. Não precisa de ser radical, chegando ao preconceito ou ao esoterismo. Mas, quando lhe der aquele friozinho na barriga, ou aquela vozinha lá no fundo sussurrando-lhe algo... preste muita atenção. Afinal, não é um estranho mandando um recado. É você mesmo!

11) Pensamento positivo: Você acha que o Michael Schumacher enche o depósito do seu Ferrari com gasolina de 2ª categoria? Então como é que você acha que o nosso cérebro pode trabalhar eficientemente com todo o tipo de lixo que recebemos diariamente? Existem maneiras de melhorar a quantidade do seu combustível intelectual. Limite a quantidade de leitura negativa ou de programas negativos de televisão. Leia mais histórias de sucesso, coisas engraçadas, filmes inspiradores ou motivacionais. A sua atitude para alcançar o sucesso é a melhor ferramenta que você tem nas suas mãos, por isso faça do sentir-se bem uma de suas mais altas prioridades.

12) Siga o seu plano - é hora de acção: O sucesso requer equilíbrio entre planear e fazer, entre o teórico e o prático. Uma vez que você identifique como alcançar os seus objectivos, deixe de lado a indecisão. Muitas vezes a diferença entre quem sonha com o sucesso, e aqueles que o alcançam, está simplesmente na consistência de seus actos. Pequenos passos e acções que, somados, separam os sonhadores dos conquistadores. Comodisse Woody Allen: “90% of success is simply showing up” - (90% do sucesso é simplesmente dar a cara). Porque 90% das pessoas desistem antes mesmo de começar.

Bibliografia:

Raúl Candeloro

Escrito por Fernando Fraga em 19:01:23 | Link permanente | Comments (0) |

Não existem fracassos, apenas resultados

Existem várias maneiras de enfrentar um problema, tudo vai depender das escolhas que tivermos naquele momento. Quanto mais opções a pessoa se permite analisar, mais chances terá de acertar. Sem opções, normalmente, repetem-se os mesmos erros. O facto de num determinado momento da nossa vida termos optado acertadamente, e assim sermos bem sucedidos, não quer dizer que devemos sempre fazer a mesma opção sem examinarmos outras possibilidades.

Na verdade, o importante não é errar ou acertar mas sim aprender com os fracassos e assim crescer com a experiência.

Quantas vezes nos fechamos nas nossas crenças, preconceitos e verdades, e não nos permitimos reenquadrar e ver através de novos ângulos para não apreender.

O ser humano é um sistema complexo e organizado que busca continuamente o equilíbrio e, quando não alcançado, pode reflectir nas partes componentes do todo.

Desde épocas remotas o cérebro humano e o seu funcionamento causam fascinação aos cientistas e estudiosos que tentam desvendá-lo. Afirmam os estudiosos modernos que os computadores são uma cópia do cérebro humano. Então podemos dizer que os nossos pensamentos são os nossos softwares. Se podemos modificar os softwares nos computadores então podemos também mudar os nossos programas mentais.

Conectada aos novos paradigmas científicos a PNL (Programação Neuro-Linguística) aceita a pluralidade de modelos, entendendo que não percebemos a realidade, mas sim um modelo neurológico da realidade. A partir deste conhecimento, possui ferramentas específicas para proporcionar alterações dos nossos programas internos, para que possamos alcançar melhorias imediatas na nossa maneira de pensar, agir, sentir e viver, despertando-nos para a utilização de potenciais latentes e mostrando-nos que somos responsáveis pelas nossas próprias vidas.

Tudo principia pela forma como percebemos o mundo em que vivemos: as questões principais são: você vê o que eu vejo? você escuta o que eu escuto? você sente o que eu sinto? você entende como eu entendo? Existe um antigo e sábio ditado popular que diz que “vemos ou ouvimos aquilo que nos convém”; realmente sábio, porque nos Processos de Percepção, o nossos sistema neurológico determina conjuntos de filtros que diferenciam as representações mentais.

Através dos nossos canais sensoriais internalizamos uma representação mental e filtramos. Desta forma estamos continuamente omitindo, distorcendo e generalizando as informações que recebemos, criando as nossas próprias realidades, vivendo num único mundo, reagindo às representações que fazemos das coisas (mapas) e nunca às coisas propriamente ditas.

O mapa não é o território (pressuposto básico da P.N.L.) – O matemático polonês Alfred Korzybsk cunhou esta frase. Com esta metáfora ele quis dizer que um mapa rodoviário ou o cardápio de um restaurante são úteis para nos ajudar a encontrar o caminho para uma cidade ou eleger a nossa refeição, porém jamais serão a estrada que pisamos ou a comida que comemos. Os nossos mapas mentais e o mundo propriamente dito (território) são coisas completamente distintas. R          Reagimos de acordo com os nossos mapas e não com o mundo em si. Portanto são meios metafóricos que nos permitem entender e agir sobre a informação e os dados percebidos de fontes exteriores, constituindo assim a representação mental da realidade.

Cada ser humano cria um modelo do mundo diferente do mundo que partilhamos e vive a sua própria realidade de acordo com a sua história de vida. Os nossos mapas mentais, especialmente sensações e interpretações podem ser alterados com muito mais facilidade do que podemos mudar o mundo. Muitas vezes voltamo-nos para o outro e dizemos: “Você pensa que pode mudar o mundo?” – Se essa pessoa tentasse mudar o seu mapa mental, com certeza que as coisas se tornariam muito mais fáceis.

Jamais devemos afirmar que algo é difícil ou impossível de realizar sem ao menos termos tentado. Devemos partir sempre deste princípio: “Se foi possível para alguém também pode ser para nós”. O importante é acreditarmos que tudo podemos. Os limites que porventura surgirem serão demonstrados pela própria experiência.

Terêncio diz-nos: “Eu mandei-o olhar a vida dos homens, como se fosse um espelho, e a dos outros para tirar um exemplo para si”. E Virgílio lembra-nos que “Eles podem porque pensam que podem”.

Os erros que cometemos não devem ser considerados como fracassos, mas sim como resultados de um processo de aprendizagem. Cada um de nós possui uma história única que é formada pelo conjunto das nossas experiências. O importante é transformarmos estas experiências insatisfatórias em aprendizagem para galgarmos os degraus do sucesso.

De acordo com Elbert Hubbard, “ Fracassado é o homem que erra e não é capaz de aproveitar a experiência.”

As pessoas são 100% responsáveis pelos seus pensamentos e comportamentos e portanto pelos seus resultados (causa-efeito) – somos os únicos responsáveis pela qualidade das nossas vidas. Ao atribuirmos a outras pessoas a responsabilidade pelos nossos insucessos, estamos a deixar de ser responsáveis por nós mesmos. Jamais devemos colocar-nos no lado efeito da vida, responsabilizando terceiros pelo que acontece de positivo ou negativo. Esta é a conhecida lei da causa e do efeito: colhemos sempre o que semeamos e ninguém mais é responsável.

É necessário compreender e aceitar o facto de estar no cérebro animal a origem funcional do comportamento ético.

Escrito por Fernando Fraga em 18:59:34 | Link permanente | Comments (0) |

O Sucesso

Princípios de Sucesso

Não se nasce com Inteligência Emocional: desenvolve-se. Da mesma forma que músculos, a inteligência emocional pode ser treinada. Qualidade de vida constrói-se com Inteligência Emocional, porque qualidade de vida começa dentro de cada um de nós: o seu sucesso, seja material ou de qualquer outro tipo, começa no seu interior, na sua alma. O sucesso dos empreendimentos de cada indivíduo, o sucesso em gerir departamentos, em implementar melhorias de qualidade nas empresas em construir redes de distribuição, em educar os filhos, em adquirir aquela casa de praia, em melhorar a qualidade de relacionamento com os filhos e cônjuge, tudo isto começa com o sucesso no relacionamento do indivíduo consigo próprio: de saber utilizar os seus próprios recursos pessoais de forma optimizada. Existe uma ciência que é hoje, penso, a maior tecnologia em desenvolvimento dos recursos humanos: a Programação Neuro-Linguistica.

Tecnologia de um bom desempenho

Estudos feitos com pessoas bem sucedidas apontam que elas têm em comum as sete características abaixo. São características que tornam mais fácil o caminho ao sucesso. Recomendo que você desenvolva as características que julga ainda não ter, e aperfeiçoe as que julga ter. São, nas palavras de Anthony Robins, os sete mecanismos accionadores básicos do sucesso. Nos diversos tópicos deste trabalho descreve-se como desenvolvê-los.

A Paixão: As pessoas de sucesso são aquelas que descobriram uma razão, um motivo que é consumidor, energisante, quase obcessivo, que as levou a fazer, a crescer, a tornarem-se maiores. Isso dá-lhes estímulo para reforçar a busca do sucesso e faz com que liberem o seu verdadeiro potencial. É a paixão que faz com que as pessoas se deitem tarde e levantem cedo. É paixão o que as pessoas querem nos seus relacionamentos. A paixão dá à vida poder, interesse e significado. Não há superioridade sem uma grande paixão, quer seja a aspiração de um atleta, um artista, um executivo, ou um pai.

A Crença: As pessoas bem sucedidas diferem, numa escala muito maior nas suas crenças, daquelas que falham. As nossas crenças sobre o que somos e o que podemos ser determinam precisamente o que seremos. O que acreditamos ser verdade, o que acreditamos ser possível torna-se verdade, torna-se possível. Muitas pessoas são impetuosas mas, devido às suas crenças limitadas sobre o que são e o que podem fazer, nunca agem de forma a tornar os seus sonhos uma realidade.
A maioria de nós pensa que a crença é algo a que nós somos indiferentes. Mas podemos escolher e criar as nossas crenças. A Neurolinguística ensina como nascem as crenças. E podemos escolher e criar as nossas crenças conscientemente.
Paixão e crença ajudam a conseguir o estímulo, a propulsão em direcção à excelência. Mas só propulsão não é suficiente. Além desse poder precisamos de um caminho, um senso inteligente de progressão lógica. É o que veremos a seguir:

A Estratégia:Estratégia é o meio de organizar recursos. Quando Steven Spielberg decidiu tornar-se um cineasta, planeou um caminho que o levaria ao mundo que queria conquistar. Calculou o que queria aprender, quem precisava de conhecer e o que precisava de fazer. Você precisa de ter uma estratégia bem montada, e ser fiel a ela, persistir sempre. Mas necessita de ter acuidade sensorial para perceber o momento de fazer mudanças de rota. O bom jogador não ganha SE as cartas forem boas: ganha por persistir APESAR das cartas desfavoráveis que tem.

A Clareza de Valores: Os valores são sistemas específicos de crenças que temos sobre o que é certo e o que é errado para as nossas vidas. São os julgamentos que fazemos sobre o que torna a vida digna de ser vivida. É o sentido do que somos e porque fazemos o que fazemos. Uma compreensão de valores é uma das mais gratificantes e desafiadoras chaves para se conseguir a excelência.

A Energia: A energia pode ser o formidável e alegre desempenho de uma Tina Turner. Pode ser a vitalidade de um Ronald Reagan ou de uma Katharine Hepburn. É quase impossível ficar a marcar passo, devagar, em direcção à excelência. Pessoas de excelência pegam as oportunidades e modelam-nas. Vivem como que obcecadas pelas extraordinárias oportunidades de cada dia e pelo reconhecimento de que ninguém tem tempo suficiente. O grande sucesso é inseparável da energia física, intelectual e espiritual que nos permite obter quase tudo o que temos.

O Poder de União: Quase todas as pessoas de sucesso têm em comum uma extraordinária capacidade de se unirem com outras, de se ligarem e desenvolverem uma relação harmónica com pessoas de diferentes procedências e crenças. O maior sucesso não é no palco do mundo. É nos mais profundos retiros de nosso próprio coração. Bem no fundo, todos precisamos de formar laços duradouros e afectuosos com outros. Sem isso, qualquer sucesso, qualquer excelência é, na verdade, vazia.

O Domínio da Comunicação: A maneira como nos comunicamos com os outros e com nós mesmos é que, no final, determina a qualidade de nossas vidas. As pessoas que modelam as nossas vidas e nossa cultura são também mestres da comunicação. O que têm em comum é a habilidade de comunicar uma meta, um desafio, uma alegria ou uma missão. Aos outros e a si próprio.

Nascimento da Excelência: Crença

"O homem é o que ele acredita" - Anton Tchecóv

Todas as nossas acções estão fundamentadas nas nossas crenças. Uma crença é "qualquer princípio orientador, máximas, fé ou paixão, que pode proporcionar significado e direcção na vida. São os filtros pré-arranjados e organizados para as nossas percepções do mundo". Se tratadas de maneira certa, as crenças podem ser as mais poderosas forças para criar resultados positivos na sua vida. Por outro lado, as crenças que limitam as suas acções e pensamentos podem ser tão devastadoras como as crenças cheias de recursos podem ser fortalecedoras. As crenças fortalecedoras ajudam-nos a libertar os mais ricos recursos que estão dentro de nós, criando-os e dirigindo-os para apoiarem os resultados que desejamos. De facto, não há força directora mais poderosa e determinante no comportamento humano do que a crença.

Efeito Placebo: pessoas a quem se diz que uma droga terá um certo efeito muitas vezes experimentam este efeito, mesmo quando recebem uma pílula inócua. "As drogas não são sempre necessárias, mas a crença na recuperação é sempre". Lembre-se: quer você diga que pode fazer alguma coisa, quer diga que não pode, você está certo. Ambas as espécies de crença têm grande poder. A questão é: que espécie de crença é melhor ter e como desenvolvê-la? O nascimento da excelência começa com o nosso reconhecimento de que a nossa crença é uma escolha. A crença pode ser uma escolha conscienciosa. O truque é escolher as crenças que o apoiem, e livrar-se das que o limitam. Se vamos modelar as crenças que favorecem a excelência, a primeira coisa que necessitamos de saber é de onde vem e como são formadas as crenças.

De onde vem as crenças

A primeira fonte é o ambiente. É aí que os ciclos de sucesso e os de fracasso são apresentados de forma mais implacável. O verdadeiro horror da vida nos guetos não são as frustrações e privações diárias. As pessoas podem superá-las. O verdadeiro pesadelo é o efeito que o ambiente tem nas crenças e nos sonhos.

O segundo incubador de crenças são acontecimentos, pequenos ou grandes. A maioria de nós tem experiências das quais nunca esquecerá, circunstâncias que provocaram tal impacto, que ficaram instaladas nos nossos cérebros. São espécies de experiências que formam as crenças que podem mudar as nossas vidas.

O terceiro caminho para criar crenças é através do conhecimento. Uma experiência directa é uma forma de conhecimento. Outra é obtida pela leitura, vendo filmes, vendo o mundo como é retractado por outros. O conhecimento é uma das grandes maneiras de quebrar as algemas de um ambiente limitador.

O quarto caminho para criar resultados é através dos nossos resultados passados. A maneira mais certa para criar a crença de que você pode fazer alguma coisa é faze-la uma vez. Basta conseguir faze-la uma única vez. Se você tenta até conseguir ser bem sucedido uma vez, a partir daí será muito mais fácil acreditar que terá sucesso outras vezes.

O quinto caminho para estabelecer crenças é através da criação, na sua mente, da experiência que deseja no futuro, como se estivesse aqui e agora. Anthony Robins chama a isso "Resultado Experimental Antecipado". Trata-se de se imaginar, congruentemente, com o máximo de detalhes e realismo, vivendo a experiência que deseja, realizando o que deseja realizar.

As Crenças do Sucesso

Anthony Robins lista sete crenças a que chama "as sete mentiras do sucesso". Mentiras aqui não significa enganoso ou desonesto, mas apenas um lembrete de que nós não sabemos ao certo como as coisas são na realidade. É um alerta de que, não importa o quanto acreditemos num conceito, devemos estar abertos para novas possibilidades e aprendizagens contínuas. Isto está baseado no conceito base da Programação Neuro-Linguistica: "Mapa não é território". O que sabemos sobre o mundo, e portanto os nossos conceitos a respeito de qualquer coisa, é fruto das nossas percepções do mundo. Recebemos informações através dos nossos sentidos, mas sabemos que o nosso cérebro não armazena estas informações de forma absoluta: o cérebro trabalha por associação, cancelamento e generalização, distorcendo as informações novas de acordo com experiências anteriores, crenças pré-estabelecidas e estado emocional. Portanto, o que temos são "mapas" da realidade externa. Portanto, a proposta é deitar fora aquelas nossas convicções, que são apenas mapas e não o território, e substitui-las por crenças fortalecedoras, que nos levem a gerar acções eficientes. Portanto, a proposta aqui é: reprograme-se! Leia tantas vezes as crenças abaixo, até que o seu subconsciente as assimile no seu património. Você estará assim a fazer "uma lavagem ao cérebro" a si mesmo? Claro!! Lavar é tirar o que não serve, o que é prejudicial, para cultivar coisas úteis. Se você tem algumas crenças que limitam as suas acções eficazes, lave-as! Substitua-as por crenças fortalecedoras. Aqui estão as sete crenças do sucesso que Anthony Robins nos apresenta.

Crença 1: Tudo acontece por uma razão e um fim, e isso serve-nos.
Todas as pessoas de sucesso têm a estranha capacidade de focalizar o que é possível numa situação, que resultados positivos podem vir dela, não importa quão negativa ela seja. Acreditam que toda a adversidade contém a semente de um benefício equivalente ou maior.

Crença 2: Não há essa coisa chamada fracasso. Há somente resultados.
As pessoas conseguem sempre alcançar algum tipo de resultado. Os supersucessos da nossa cultura não são pessoas que não falham, mas simplesmente pessoas que sabem que se tentarem alguma coisa e não obtiverem o resultado desejado, pelo menos tiveram uma experiência de aprendizagem. Elas usam o que aprenderam e tentam alguma outra coisa. Tomam algumas medidas novas e produzem novos resultados. Vencedores, líderes, mestres - pessoas com poder pessoal -, todos entendem que se você tentar alguma coisa e não conseguir o resultado que quer, isto é somente feedback. Você usa esse feedback para fazer distinções mais precisas sobre o que necessita para produzir o resultado que deseja. Sucesso é o resultado de um fracasso após o outro. (uma aprendizagem após a outra)
"Os meus projectos não são sucesso, simplesmente. Eles são um fracasso após o outro. Acontece que a imprensa só divulga o final, que é o sucesso, resultado de tantos fracassos quantos forem necessários". (Amir Klink - respondendo a um repórter que lhe perguntou por que é que os seus projectos resultavam sempre em sucesso)

Crença 3: Qualquer coisa que aconteça, assuma a responsabilidade.
A frase que ouvirá mais frequentemente de um líder é: "sou responsável. Cuidarei disso". Um líder sabe que aquilo que conquista, bom ou mau, é o resultado das suas decisões e acções. Ele sabe agradecer a Deus, mas sabe que é seu o mérito. Ele sabe que nada vale lamentar ou culpar os outros. Quando você diz "eu sou assim mesmo", você está atribuindo a culpa a alguém (a quem o educou assim). Mas lembre-se: A acção faz o hábito, e o hábito faz o carácter. Você tem o controle sobre as suas acções.

"O homem com percepção suficiente para admitir as suas limitações é o que mais se aproxima da perfeição". (Goethe)

Crença 4: Não é necessário entender tudo para usar tudo.

Tempo é uma das coisas que ninguém pode criar para você. Mas as pessoas realizadoras sabem ser ávaros do tempo. Elas extraem a essência da situação, tiram o que precisam, e não se detêm no resto. É claro que, se estiverem intrigadas com alguma coisa, se quiserem entender como um motor funciona, como um produto é manufacturado, usam um tempo suplementar para aprender. Mas estão sempre conscientes do que mais precisam. Sabem sempre o que é essencial e o que não é.

Crença 5: As pessoas são os seus maiores recursos.

Indivíduos de excelência, pessoas que conseguem resultados notáveis, quase universalmente têm um extremo senso de respeito e apreciação pelas pessoas. Eles sabem que para um homem sozinho, não importa quão brilhante seja, será muito difícil igualar os talentos juntos de uma equipa eficiente.

Crença 6: Trabalho é prazer.

Mark Twain disse: "O segredo do sucesso é fazer da sua vocação a sua distracção". Se você deseja bons resultados do seu esforço, descubra prazer no seu esforço. Descubra prazer naquele esforço que lhe vai dar os resultados que deseja. Se você faz o trabalho como um preço a pagar pelo resultado, o esforço será limitado, e o resultado também.

Crença 7: Não há sucesso permanente sem confiança.

Se você olhar para as pessoas mais bem-sucedidas em qualquer campo, descobrirá que não são necessariamente as mais brilhantes, as mais rápidas e as mais fortes. Descobrirá que são aquelas com a maior confiança. Têm uma confiança imensa nas suas potencialidades e na vitória. Com confiança, conseguem assumir os seus compromissos.
É a qualidade do compromisso que separa os bons dos grandes. Anthony Robins gosta de usar a expressão W.I.T. (Whatever It Takes) - o que for necessário. O que for necessário para ter sucesso, desde que moral, legal e ético.

Como já vimos, a maior força directiva para o sucesso são as crenças. E as crenças procuram sempre firmarem-se em Conhecimentos, quer seja por um processo consciente ou não (geralmente inconsciente). Se você quer construir crenças correctas, procure conhecimentos que as confirmem. Por exemplo, se você quer aprender música, necessita de crer que tem habilidades para a música. O primeiro passo é buscar conhecimentos que confirmem isto. Parta então para a acção, comece a estudar, a aprender. Acção repetida é a mãe da habilidade. Ninguém nasce com habilidades, as pessoas constroem-nas. Airton de Senna repetiu muitas vezes os treinos a conduzir carros para adquirir a sua fantástica habilidade. Se você ler a sua biografia, verá que ele treinava incansavelmente, e quando chovia ele era o único dos jovens a manter-se na pista com o seu Kart. Para ele, diferentemente da maioria, a chuva não era motivo para adiar treinos. "O Rei da Chuva" não nasceu por dádiva do destino. Certamente alguns daqueles jovens que guardavam os seus karts da chuva, vendo-o continuar, chamavam-no jocosamente de "fanático". Mas anos depois todos passaram a chamá-lo de génio. A acção repetida permite-lhe obter alguns resultados, mesmo que sejam pequenos os progressos.

Estes pequenos progressos realimentam as suas crenças de forma positiva. Repetindo o ciclo, obtém-se habilidades cada vez maiores, cada vez melhores resultados, cada vez maiores crenças.

Assim se construem crenças positivas ou negativas, assim elas nascem conscientemente ou não. Se você crê que não tem habilidades para a música, mesmo inconscientemente o seu cérebro buscará factos e conhecimentos para confirmar esta crença. As suas acções (ou falta de acções) completará o ciclo de forma que você terá a convicção cada vez maior de que não pode aprender música. Para mudar esta crença, quebre o ciclo negativo, aplicando conscientemente um ciclo positivo. O Ciclo do Sucesso aplica-se para toda e qualquer actividade que você queira desenvolver. Aprenda mais a respeito nas fontes que cito acima. E aplique.

"A boa madeira não cresce com sossego. Quanto mais forte for o vento, mais fortes são as árvores" - J. Willard Marriott

Bibliografia
"PODER SEM LIMITES" de Anthony Robins
“INTELIGÊNCIA EMOCIONAL” de Daniel Goleman

Escrito por Fernando Fraga em 18:56:58 | Link permanente | Comments (0) |

Liderança

A Liderança consiste na capacidade de influenciar as pessoas em diferentes situações e contextos. Ocorre em grupos de diversos segmentos, onde o processo de comunicação entre as pessoas funciona como norte para a consecução dos objectivos almejados.

O papel da Liderança nas organizações fundamenta-se, em síntese, em articular as necessidades demandadas das orientações estratégicas em harmonia com as necessidades dos indivíduos, orientando as necessidades de ambas as partes na direcção do desenvolvimento institucional e individual.

 

Quando exercida com excelência, a Liderança estimula o comprometimento dos indivíduos, conduzindo-os a altos desempenhos, o que certamente gera resultados positivos crescentes para a organização.

 

O Estilo de Líder empreendedor gera eficácia nas organizações, uma vez que tal estilo busca o exercício de uma gestão com foco nos resultados, fundamentado-se em articular a prática do desenvolvimento da satisfação dos colaboradores e comprometimento dos mesmos com os objectivos organizacionais.

 

É fundamental para a organização que os seus líderes desenvolvam as competências necessárias para o sucesso do seu negócio, que participem activamente, assumam responsabilidades e riscos, sejam eternos aprendizes e mestres, tenham senso inovador e visão de negócio. Este perfil de liderança torna-se cada vez mais, factor indispensável para pessoas que assumem postos chaves nas empresas.

 

A Liderança exerce influência directa sobre as pessoas, quando da sua aceitação. Impulsiona o grupo liderado ao alcance dos objectivos da empresa, o que certamente promoverá acções para tornar a equipa eficaz e preparada para os desafios.

 

O líder deve sempre procurar dar assistência e orientação à sua equipa, preocupando-se com o seu desenvolvimento, com a auto-estima do grupo, com o senso de realização das pessoas, escolhendo os melhores caminhos e as melhores soluções para o bem estar daqueles que nela trabalham e colaboraram.

 

Na procura da Excelência Empresarial os verdadeiros líderes estão adoptando um novo Modelo de Gestão, através da prática de filosofias de trabalho que preconizam levar os indivíduos a um estado de alta motivação no ambiente organizacional.

 

Através da Implementação de Programas de Incentivos e Valorização das Pessoas algumas empresas estão chegando ao Sucesso, pois tais programas procuram estimular os Talentos para o desempenho das suas funções com acentuados níveis de motivação e altas performances, onde as suas potencialidades são encorajadas à aplicação e as suas expectativas de desenvolvimento são atendidas, culminado em muitos casos num forte impacto positivo na motivação e no Clima Organizacional.

 

É preciso que tenhamos cada vez mais, nas organizações, Líderes humanos e motivados, pessoas que estejam preocupadas em estimular o desenvolvimento do Ser na sua totalidade, para que tenhamos cada vez mais profissionais realizados e felizes, e organizações saudáveis em todos os sentidos.

 

Referências:

Cláudia Patrícia Silvério Fragas Guimarães

Consultora Empresarial em Gestão de Pessoas

Escrito por Fernando Fraga em 18:54:20 | Link permanente | Comments (0) |

Fórmula da motivação

Para Aktinson (1964), a motivação resulta e exprime-se pela seguinte fórmula:

M (S) = M x E x E

M (S) : Motivação resultante da situação

 M       : Motor (necessidade fundamental)

 E        : Expectativa relativa ao alcance da intenção

 E        : Estimulação causada pela intenção

Escrito por Fernando Fraga em 18:49:56 | Link permanente | Comments (0) |

Liderança

Eu divido os funcionários em quatro classes – o esperto, o preguiçoso, o estúpido e o trabalhador.

Cada funcionário possui pelo menos duas destas qualidades.

Aqueles que são espertos e trabalhadores são adequados para nomeações no quadro de altos funcionários.

Pode-se fazer uso dos estúpidos e dos preguiçosos.

O homem esperto e preguiçoso serve para o mais alto comando. Ele tem o temperamento e os nervos necessários para lidar com todo o tipo de situações.

Mas quem quer que seja estúpido e trabalhador deve ser demitido imediatamente.


General Kurt von Hammerstein

Escrito por Fernando Fraga em 18:45:56 | Link permanente | Comments (0) |
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