Sunday, March 18, 2007

HISTÓRICO DA PNL

A  Programação Neurolinguística (PNL) consiste num modelo que nos permite entender a estrutura da experiência subjectiva humana com a finalidade de definir, modificar ou reproduzir qualquer objectivo comportamental.

Foi criada nos EUA na década de 70 por Richard Bandler e por John Grinder, que em 1975 publicaram o primeiro livro de PNL, A Estrutura da Magia.

Bandler estudou matemática, ciência da computação e psicologia. Grinder é linguísta e especialista em Gramática Transformacional. Juntos criaram a PNL a partir de um processo chamado modelagem.

A modelagem baseia-se na observação criteriosa de um determinado comportamento ou habilidade com o objectivo de codificá-los e torná-los disponíveis a qualquer pessoa. Noutras palavras, Bandler e Grinder descobriram que a nossa experiência é o resultado da forma como vemos, ouvimos e sentimos as coisas, o que frequentemente é chamado de “pensamento”. Se aprendermos a pensar como outra pessoa, teremos adquirido as mesmas habilidades e obteremos os mesmos resultados que ela obtém.

Bandler e Grinder modelaram grandes “magos” em terapia, cujos resultados eram considerados brilhantes. Foi assim que estudaram Fritz Perls, criador da terapia da Gestalt, Virginia Satir, terapeuta familiar, e Milton Erickson, psicanalista e hipnólogo, criador de formas originais de indução hipnótica.

Neste sentido, nada do que a PNL diz ou faz é novo, pois muitas das suas técnicas já existiam antes de sua criação. O seu grande mérito foi o de ter estudado, codificado e ensinado o COMO, o processo das técnicas bem sucedidas em terapia, muito mais do que o PORQUÊ, demonstrando que se um comportamento é possível a uma pessoa, então ele é possível a qualquer pessoa. A PNL indica-nos, portanto, como reproduzir a competência humana.

Desde a sua criação, a PNL vem estudando e codificando várias estratégias de pessoas que se destacam nas suas áreas de actuação. São estratégias de auto-estima, de comunicação, de criatividade, de flexibilidade e muitas outras que vêm sendo aplicadas com sucesso em pessoas que desejam possui-las.

Actualmente a PNL vem sendo utilizada em praticamente todas as áreas da experiência humana: em terapia, na educação, nas artes, desportos, em organizações, vendas, no tratamento de doenças psicossomáticas, SIDA, cancro (havendo inclusive relatos de experiências bem sucedidas com estas doenças), no tratamento de compulsões (comer em excesso, fumar, etc.) e as pesquisas continuam.

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

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O TERMO “PNL” E A UTILIZAÇÃO ÉTICA DAS SUAS TÉCNICAS E PRESSUPOSTOS

O termo “Programação” vem da computação e diz respeito à instalação de um plano ou estratégia, de um programa no nosso sistema neurológico. Isto significa que nós condicionamos O nosso cérebro, nós programamo-lo para obter um resultado específico.

Por exemplo, para aprender a conduzir um automóvel, inicialmente praticamos por partes e depois, com o tempo e com a prática, a habilidade toda torna-se automática.

Portanto, um programa fornece um caminho ao nosso sistema neurológico, indicando-lhe a direcção a seguir, e este caminho é fortalecido pela prática e enfraquecido pela ausência desta. Vale ressaltar que nós possuímos programas para tudo, inclusive para nos sentirmos felizes ou tristes.

Um exemplo extremo de um programa é a fobia (medos intensos, incontroláveis, geralmente desproporcionais aos elementos que os causam, como o medo de baratas, ratos, medo das altura). Uma fobia também acontece através de um condicionamento, em que uma emoção intensa é associada a um objecto, animal ou situação, o qual, a partir de então, terá o poder de causar aquela emoção

O termo “Neuro” refere-se ao sistema nervoso, através do qual recebemos e processamos informações que nos chegam pelos cinco sentidos: visual, auditivo, táctil-proprioceptivo, olfativo e gustativo.

O termo “Linguística” diz respeito à linguagem verbal e não verbal, através das quais as informações recebidas são codificadas, organizadas e recebem significado. Inclui imagens, sons/palavras, sensações/sentimentos, sabores e odores. Simplificando muito, poderíamos dizer que é o que nos permite “traduzir” as informações recebidas.

O termo “Linguística” está relacionado também ao modelo de linguagem que um indivíduo possui, e que lhe permite interagir com o mundo exterior. Este modelo amplia ou reduz a compreensão do indivíduo com relação à realidade externa. Quando muito empobrecido, dificultará o contanto com o mundo e o indivíduo representará a si mesmo como tendo poucas opções para enfrentar as mais diversas situações. Isto porque nós não reagimos à realidade, mas sim à representação que fazemos dela.

Exemplificando o termo todo, tomemos novamente a habilidade de dirigir automóveis. Um programa permite-nos fazê-lo automaticamente. Neuro: nós vemos (placas de trânsito, cruzamentos, outros carros), ouvimos (sons do motor, buzinas), sentimos (uma trepidação no volante, o contacto do pé com a embriaguem, etc.). Linguística: os sons, as imagens e as sensações/sentimentos são traduzidos para que tenham significado para nós. Desta forma, um som estridente é automaticamente reconhecido como o som de uma buzina e lembramo-nos de que buzinas são usadas para alertar alguém. Estas associações ocorrem rapidamente e em geral não as percebemos da forma sequencial como a que estamos a utilizar neste exemplo.

Actualmente podemos observar um crescimento na utilização da PNL e uma certa popularização das suas técnicas e pressupostos. Os mídia e profissionais pouco escrupulosos vêm-se encarregando de associá-la à literatura de auto-ajuda e àquela que prega o poder do pensamento positivo. Repetimos: PNL não é auto-ajuda e não se relaciona ao “pensamento positivo”.

Alertamos o leitor para que desconfie da velha fórmula, sempre reciclada, segundo a qual o poder do pensamento positivo é capaz de criar sozinho qualquer resultado que se deseje. A PNL mostra-nos que é preciso muito mais do que isto - são necessárias estratégias, que são processos internos de pensamento, e também um planeamento, que inclua onde você está, aonde quer chegar e quais os recursos que vai utilizar para obter aquilo que deseja.

Vemos, portanto, que não existe substituto para o trabalho real, objectivo, e que se os resultados da PNL são espantosos, todavia não são mágicos, posto que seguem um caminho, uma sequência, que podem ser descritos, aprendidos e repetidos por outras pessoas.

Quando afirmamos que a PNL estuda a estrutura da experiência subjectiva humana (que inclui os nossos processos internos de pensamento, sentimento, sensação, etc.) isto quer dizer que é possível abordá-la de forma objectiva, pois apesar de ser subjectiva ela possui estrutura (uma sequência que pode ser descrita, observada, modificada). Talvez por isso um dos principais livros da PNL se chame A Estrutura da Magia, numa referência ao facto de que os resultados aparentemente mágicos da PNL possuem uma estrutura, que é lógica, demonstrável - você não precisa de acreditar na PNL para que ela funcione com você e com as outras pessoas.

É exactamente por ser prática, demonstrável, lógica, que a PNL produz bons resultados - e geralmente em tempos menores que os usados por outras abordagens.

Àquelas pessoas que acusam a PNL de ser simplista, de resolver problemas graves com “fórmulas” prontas, lembramos que quando um cientista descobre uma fórmula de uma substância ou processo que poderá ajudar a humanidade, ele anota-a num papel (ou num computador), possivelmente como uma fórmula matemática. Todavia, posteriormente alguém precisará de produzir concretamente aqueles passos anotados na fórmula - da mesma forma que quando você vai ao restaurante você não come o cardápio e sim os alimentos que posteriormente lhe são servidos.

Assim é a PNL: um conjunto de notações que descrevem processos, estratégias. Infelizmente algumas pessoas ainda não perceberam este facto e acabam comendo o cardápio (ou engolindo o papel que contém as fórmulas…)

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

 

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O METAMODELO DE LINGUAGEM

Todos nós possuímos um modelo de linguagem que nos permite interagir com o mundo. Linguagem aqui quer dizer tudo o que utilizamos para representar a nossa experiência: imagens, sons, palavras, sensações, sentimentos. Não há como pensar em algo sem usar pelo menos um dos elementos acima.

Por exemplo, se tomarmos a palavra “pipoca”, veremos que ela nos traz a imagem que fazemos de uma ou várias pipocas, talvez a lembrança do sabor e até do som ao mastigá-las.

Todavia, a linguagem não é a experiência, mas uma representação da experiência, assim como um mapa não é o território que representa. Como seres humanos, sempre vivenciaremos somente o mapa, e não o território. Isto quer dizer que nós não reagimos às coisas em si, mas às representações que fazemos delas.

Para exemplificar o que dissemos acima, citaremos os esquimós, que têm cerca de doze palavras para designar neve: neve que cai, neve no chão, neve que serve para construir casas, etc. Para outras pessoas, a neve será sempre a mesma. Mas para os esquimós, o facto de possuírem palavras diferentes para a neve significa que eles são capazes de fazer distinções muito subtis entre os tipos de neve, o que lhes permite agir com maior número de escolhas no seu mundo.

Um outro exemplo seria o de duas pessoas recusadas para uma vaga numa empresa. A primeira representou o facto como decorrente da sua incapacidade, da sua falta de experiência e da sua inadequação ao cargo. A segunda representou o mesmo facto como algo corriqueiro, podendo até ter achado que não foi escolhida por estar superqualificada para o cargo. Nenhuma das duas sabe o real motivo pelo qual foi recusada, mas cada uma delas representou a recusa a seu modo, de acordo com o seu “mapa”, que é produto de experiências, emoções e aprendizagens passadas.

Como pudemos constatar nos dois exemplos, um mapa amplia ou reduz as possibilidades de alguém.

As pessoas formam os seus mapas a partir das suas experiências, tanto internas como externas. Sendo assim, se não é possível mudar os factos, a PNL ensina.nos como mudar a experiência subjectiva, a representação que as pessoas têm do mundo e de si mesmas. Isto é possível através do Meta Modelo de Linguagem, que vai reconectar a linguagem à experiência, vai buscar a mensagem oculta, as crenças que existem por trás de palavras e frases.

Retomando o exemplo da recusa para um emprego, imaginemos que a primeira pessoa disse: “Eu fui rejeitada porque fico sempre com medo nessas situações”. Alguém experiente no uso do Meta Modelo de Linguagem perceberia as lacunas existentes na frase, ou seja, há omissões, generalizações e distorções nela que o emissor provavelmente não percebe conscientemente. Para ele, as coisas são da maneira como afirmou e ele talvez não veja como poderiam ser diferentes.

As informações suprimidas poderiam ser recuperadas com perguntas como: “Você tem medo do quê?” “Você fica sempre com medo?” “Em algumas dessas ocasiões você não sentiu medo?” “Então você acredita que se não sentisse medo, não seria recusado?” e assim por diante. À medida em que se vai questionando, vai-se modificando o mapa da outra pessoa, que é obrigada a completá-lo, a preencher suas lacunas, a actualizá-lo. Como consequência, ela passará a ter um outro tipo de representação, que por sua vez a levará a um resultado comportamental diferente.

O Meta Modelo compreende um conjunto de instrumentos com os quais se pode construir uma comunicação melhor. Ele pergunta o que, como e quem, em resposta à comunicação do emissor.

Ao utilizar o Meta Modelo é necessário estar atento às próprias representações internas. Assim, se alguém nos diz: “Os meus filhos aborrecem-me”, não é possível formar um quadro completo da situação. É necessário perguntar “como”: “Como especificamente os seus filhos o aborrecem?” Por outro lado, se assumirmos que conhecemos o significado preciso de “aborrecem”, com base apenas na nossa experiência, então na verdade estaremos encaixando tal pessoa no nosso modelo de mundo, no nosso mapa, esquecendo-nos do mapa dela.

Lembramos que o objectivo do Meta Modelo é reconectar a representação à experiência, o que equivale a dar nome às coisas e factos.

Ao questionarmos, por exemplo, a palavra “medo”, procuraremos reconectar a palavra (representação) à experiência real de sentir medo. Imaginando que as palavras são como pastas de um imenso arquivo, há pessoas que arquivam na pasta “medo” experiências que seriam melhor arquivadas noutras pastas .

Não se trata de abordar teoricamente e dissociadamente as situações e sensações, como em algumas abordagens terapêuticas, mas sim de um instrumento que nos permite modificar as representações internas de uma pessoa, nos permite clarear pontos, completar mapas.

Todos os padrões do Meta Modelo estão descritos no livro A Estrutura da Magia, de Richard Bandler e John Grinder (Editora Guanabara-Koogan), cuja leitura recomendamos.

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

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COMO PROCESSAMOS INFORMAÇÕES

Recebemos informações do mundo através dos cinco sentidos: visual, auditivo, gustativo, olfactivo, táctil-proprioceptivo. Ocorre que a informação recebida precisa de ser processada internamente, precisa de ser representada, e este processo é individual, personalizado, o que equivale a dizer que dois indivíduos representarão um mesmo facto de formas diferentes.

Isto acontece porque há três processos envolvidos na representação de informações: omissão, distorção e generalização.

A omissão ocorre quando omitimos parte da informação recebida. É ela que, por exemplo, nos permite prestar atenção no que uma pessoa está dizendo e ignorar todos os demais sons existentes num local de muitos ruídos. Ou então, quando estamos bem humorados e não prestamos atenção às pequenas contrariedades de nossa experiência, como por exemplo os semáforos que estavam todos fechados, o trânsito lento.

A distorção é frequente nos casos de mal-entendidos, em que uma pessoa disse ou fez uma coisa e a outra pessoa percebeu algo completamente diferente. Ou também nas chamadas “fofocas”, em que um facto é aumentado ou deturpado.

A generalização consiste no facto de que ao recebermos uma informação, temos a tendência de generalizá-la para outros contextos. É ela que nos permite aprender, por exemplo, a andar de bicicleta e a partir desta aprendizagem generalizar para outros tipos de bicicleta.

A generalização também acontece nos casos de preconceito. Por exemplo, se uma pessoa teve uma experiência negativa com um indivíduo de determinada raça, religião ou nacionalidade, poderá generalizar achando que todos os indivíduos semelhantes no aspecto que está sendo considerado (raça, religião, etc.) são iguais.

Após analisarmos os três processos através dos quais as informações são representadas, podemos entender melhor por que dois indivíduos representam um mesmo facto de formas diferentes e também por que o mapa não é o território que representa (como afirmamos em nosso artigo anterior).

Nós sempre reagiremos às representações que fazemos das coisas (aos mapas) e nunca às coisas propriamente ditas.

Convidamos o leitor a tomar qualquer experiência de que goste, como por exemplo saborear um determinado tipo de alimento. Analisando minuciosamente por que gosta deste alimento, verá que gosta dele porque faz imagens que são atraentes, enfatizando a cor, o brilho, incluindo talvez a sensação da consistência, do contacto do alimento com a boca, o cheiro, e possivelmente associando tudo isso a emoções como felicidade, aconchego, alegria, festa, etc. Tudo isto (imagem, associações com alegria, etc.) é representação. É da representação que você gosta, e não propriamente do alimento. Você já deve ter observado que enquanto você adora um alimento, outras pessoas o detestam. A representação que elas têm do alimento em questão é bem diferente da sua. E se elas aprenderem a representá-lo da mesma maneira que você, passarão a gostar dele!

Não é por acaso que as propagandas exploram estes aspectos em larga escala. Em geral, elas contêm apelos aos cinco sentidos e uma ou mais associações a sentimentos de paz, sucesso, felicidade, etc. (Falaremos mais a respeito dos aspectos manipulados pela propaganda num próximo artigo).

Nós aprendemos por repetição e rapidez. Portanto, uma associação feita rapidamente e repetidas vezes, como é o caso da propaganda, tende a estabelecer-se no nosso sistema neurológico. Trata-se de um condicionamento.

O que dissemos acima também se aplica a experiências marcantes nas nossas vidas, capazes de influenciar a nossa auto-imagem. Tomemos por exemplo o caso de duas crianças ridicularizadas na escola por terem errado um exercício na lousa. A primeira associa à experiência uma grande carga de emoção (vergonha, humilhação, incapacidade), representando a situação à sua maneira (talvez com grandes imagens dos colegas rindo, com o som das suas gargalhadas mais alto do que o som ouvido na realidade, etc.) . Já uma outra criança talvez nem se lembre do facto depois de um certo tempo e não lhe atribua maior importância.

O que faz a diferença aqui é a maneira através da qual cada criança representa a situação, o tipo de “etiqueta” que colocam ao organizarem o seu arquivo de lembranças. Como já dissemos, é à representação que reagimos e não à situação, ao facto real, e na representação entram os processos de omissão, distorção e generalização. Portanto, é provável que a primeira criança tenha omitido dados da experiência, tenha distorcido outros e que ela generalize o ocorrido a todas as situações que envolvam os mesmos elementos (situações em que se exponha à opinião alheia).

As técnicas da PNL visam dar um outro significado (resignificar) ao ocorrido, já que não é possível alterar os factos. Visa ainda desfazer o condicionamento, a associação, através da manipulação de aspectos específicos da representação da experiência (mudanças subtis nas características da imagem, som, sensação/sentimento, etc.).

No próximo artigo continuaremos a discorrer sobre este assunto quando abordaremos as fobias (medos intensos e desproporcionais às suas causas).

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

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FOBIAS

Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.

Uma reacção fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva (“suar frio”), dentre outros sintomas.

O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projectadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.

Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como é que um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo?

Contudo, trata-se de uma reacção intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.

Note-se que as fobias muitas vezes formam-se na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início noutros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte (como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo).

Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento das nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.

Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização (descritos no nosso artigo anterior).

Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.

Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reacção fóbica sempre que estiver diante do objecto causador da fobia, em todas as situações e ambientes.

As reacções fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um facto estando associada nele, os seus sentimentos estão contidos no próprio facto. Porém quando as pessoas se vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o facto.

A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com as suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa - se já esteve numa antes - ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que se possa ver passando pela experiência. Agora, “entre” dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações da sua vida. A dissociação, quando se lembrar de factos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em consequência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.

Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação (a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).

Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê um indivíduo é fóbico.

Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir do seu problema, como atenção e afecto. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.

Uma outra estratégia utilizada nalguns casos de fobia (e no tratamento de sentimentos e comportamentos que o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual) é a reimpressão, que será assunto de nosso próximo artigo.

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

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REIMPRESSÃO ( REIMPRINT)

Uma impressão (imprint) ocorre quando um indivíduo passa por uma experiência significativa, à qual associa forte emoção e a partir dela forma uma ou mais crenças.

Para a PNL, o que importa não é o conteúdo da experiência, mas sim a crença ou impressão gerada a partir da mesma. Dito de outra forma, importa o significado que o indivíduo atribuiu à experiência, as conclusões a que chegou.

O conceito de impressão foi proposto por Konrad Lorenz, que estudou o comportamento dos patos no momento em que saíam do ovo. Neste momento, eles imprimiam a figura materna, de forma que o que quer que fosse que se movesse, e que estivesse perto no momento em que saíam do ovo, passava a ser seguido e “se tornava” a mãe dos patinhos.

Lorenz verificou que os patinhos “imprimiram” as botas que ele usava no momento em que saíram do ovo e então passaram a segui-lo, como se as botas fossem a “mãe”. Ele tentou apresentá-los à mãe-pata, mas eles ignoravam-na e continuavam a segui-lo.

Lorenz acreditava que as impressões ocorriam em momentos importantes do desenvolvimento neurológico e que não era possível alterá-las posteriormente.

Timothy Leary estudou o fenómeno da impressão nos seres humanos e descobriu que estes possuem um sistema nervoso mais sofisticado que o dos patos, e por este motivo o conteúdo das impressões poderia ser acessado e reprogramado (reimpresso).

Leary também identificou períodos críticos no desenvolvimento dos seres humanos. As impressões ocorridas nestes períodos geravam crenças básicas, que moldavam a personalidade e inteligência do indivíduo: crenças sobre ligações sentimentais, bem-estar, destreza intelectual, papel social, etc.

As impressões podem ser experiências “positivas”, que geram crenças úteis, ou experiências traumáticas, que conduzem a crenças limitantes. Na maioria das vezes, elas incluem pessoas significativas, que inconscientemente podem ter servido de modelo.

A diferença entre uma impressão e uma lembrança má, tal como uma fobia, é que na impressão associa-se uma crença à lembrança, em geral uma crença de identidade ( do tipo “eu sou”: fraco, forte, capaz, incapaz, etc.).

A técnica da reimpressão (reimprint) utilizada pela PNL parte da crença e da sensação associada à impressão, como forma de guiar o indivíduo de volta ao passado, até o momento em que passou pela experiência de impressão. Esta é uma forma de regressão que, ao contrário de certas intervenções feitas por outras abordagens terapêuticas, é feita conscientemente, com o indivíduo “acordado” e totalmente no controle da situação. De volta ao facto, ele pode descobrir que recursos ele e as demais pessoas envolvidas teriam precisado naquela época para que ele não se sentisse daquela maneira.

A reimpressão é usada no tratamento de traumas, crenças limitantes, sentimentos e comportamentos persistentes na vida adulta (como timidez, insegurança, agressividade, etc.) e em alguns casos de fobia.

Ela permite retroceder no tempo e descobrir a experiência geradora de tais crenças, sentimentos e comportamentos, os quais o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual.

O indivíduo não poderá apagar os factos que compõem a sua história, mas poderá mudar o seu ponto de vista a respeito deles. Seria como reviver aquela experiência só que agora levando consigo toda a vivência e os recursos obtidos ao longo dos anos.

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

 

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PALAVRAS PROCESSUAIS

Ao longo do tempo, só temos consciência de uma pequena parte de nossa experiência.

Enquanto lê esta frase, você pode estar atento aos sons à sua volta, à temperatura ambiente, às letras do texto, ao gosto em sua boca, ou à qualidade do ar que respira. É provável que você tenha prestado atenção a cada aspecto que foi sendo sugerido aqui e que antes disto não estivesse atento a todos eles.

Isto acontece porque nós não prestamos atenção a tudo e durante o tempo todo. A consciência humana é um fenómeno limitado. Nós seleccionamos parte da experiência e omitimos o que resta. E esta selecção é determinada pelas nossas capacidades sensoriais, motivações actuais e por aprendizagens ocorridas na infância.

Se estamos atentos a um programa de TV, é provável que não prestemos atenção aos demais sons existentes no ambiente, mesmo quando alguém nos pergunta algo. Isto porque a nossa motivação dirige e concentra a nossa atenção.

Se uma mãe diz a uma criança: “Amo-te, meu filho”, mas com uma expressão de desdém, cerrando os dentes e os punhos, em qual das duas mensagens a criança acredita? É bem provável que ela dê mais atenção à parte visual da experiência, ou seja, que confie no que vê, muito mais do que no que ouve, e leve consigo esta aprendizagem para toda a sua vida. É desta forma que as pessoas aprendem a privilegiar a parte visual, auditiva ou cinestésica da experiência.

Como ouvintes, podemos discernir qual a parte da experiência de uma pessoa que está sendo representada nasua linguagem verbal prestando atenção às palavras processuais, aos predicados utilizados: adjectivos, verbos e advérbios.

A tabela abaixo contém exemplos de palavras processuais.

 

VISUAIS

AUDITIVAS

CINESTÉSICAS

INESPECÍFICAS

ver

ouvir

aconchegante

acreditar

imagem

dizer

confortável

aprender

claro

falar

sentir

estimular

ponto de vista

perguntar

sensação

“sacar”

brilhante

explicar

gosto

estudar

quadro

estalo

cheiro

saber

luz

comentário

pesado

igualar

aparência

boato

macio

detalhe

observar

tom

doce

decidir

obscuro

barulho

bloqueio

pensar

 

Tomemos o seguinte diálogo entre um vendedor e um cliente:

- Eu quero comprar um carro que seja confortável, em que eu me sinta muito bem, e que seja macio para dirigir.

- Pois não. Acabo de ter uma ideia brilhante. Eu imagino que o senhor gostaria muito de um carro de estilo jovem, como este aqui. Veja que linda cor…

É bastante provável que a venda não se efectue. É como se o cliente e o vendedor estivessem falando línguas diferentes. O cliente fala usando predicados que indicam que ele está num acesso cinestésico de sua experiência (“confortável”, “sinta”, “macio”), e também que ele privilegia critérios cinestésicos ao comprar um carro. Já o vendedor responde utilizando palavras processuais (predicados) visuais (“brilhante”, “imagino”, “estilo jovem” “veja”, “cor”). O cliente está pedindo uma coisa e o vendedor está-lhe mostrando outra.

Isto acontece também com casais. Se a mulher usa predominantemente o canal sensorial auditivo e o marido o visual, ela poderá queixar-se: “O meu marido não me ama. Ele nunca diz que me ama”. E neste caso, o marido não diz porque para ele não é importante dizer, mas mostrar, visualmente, que ama a esposa, talvez levando-a a passeios, trazendo-lhe flores. O marido poderá ter a mesma queixa em relação à esposa porque ela não demonstra (visualmente) que o ama. Para o marido, não é importante que ela diga, mas que ela mostre que o ama (talvez deixando a casa mais bonita, cuidando da sua própria aparência ou preparando-lhe pratos que sejam visualmente atraentes).

Cada palavra processual usada (visual, auditiva, cinestésica) indica que a experiência interna daquele que fala está sendo representada num determinado sistema sensorial. O uso habitual de uma categoria de palavras processuais em detrimento de outra é indicativo de um sistema representacional primário. Este é o que é mais desenvolvido e usado com mais frequência do que outros. Resultará no facto de que o indivíduo perceberá o mundo primordialmente através deste sistema.

Predicativos que não apontam nenhuma das partes da experiência (visual, auditiva, cinestésica) são chamados de inespecíficos. Isto é, não indicam como o processo está sendo representado.

E qual a utilidade em saber o sistema sensorial predominante de uma pessoa? A utilidade está directamente relacionada à capacidade de relacionar-se com alguém de modo eficaz. Significa saber “falar a mesma língua” que o outro. Significa saber compreender e fazer-se compreendido.

O ideal seria que todos nós tivéssemos todos os canais sensoriais igualmente desenvolvidos. Isto poderia ser comprovado através do uso equilibrado das palavras processuais, sem que houvesse predomínio de uma classe sobre outra. Em geral, não é isto que acontece com a maioria das pessoas.

Todavia, é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Sugerimos para isto a seguinte experiência: reserve um dia da semana para treinar cada canal sensorial. Por exemplo, às segundas-feiras, proponha-se a treinar seu olfato. Neste dia, esteja disposto a ampliar sua capacidade olfativa e a sentir o maior número possível de odores. Faça o mesmo com o paladar e com os canais cinestésico (sensações: quente, frio, áspero), auditivo e visual.

Sugerimos ainda ao leitor que treine a identificação de palavras processuais ouvindo programas de entrevistas. Observe o que acontece quando o entrevistado está usando palavras processuais auditivas e o entrevistador lhe pergunta algo usando palavras visuais. Muitas discussões acontecem pelo simples facto de que as pessoas não se conseguem entender umas às outras porque estão utilizando canais sensoriais diferentes.

E para saber qual é seu canal sensorial predominante, conte as palavras processuais que você utiliza ao escrever um texto neutro, ou seja, um texto que não se refira especificamente a experiências apenas visuais (um texto que falasse sobre fotografia, por exemplo), auditivas (um concerto) ou cinestésicas (a comida de seu restaurante favorito).

Se no seu texto existirem mais palavras auditivas, isto quer dizer que seu canal auditivo é mais desenvolvido e utilizado em relação aos demais. Quer dizer que você dá preferência à parte auditiva das situações. E as palavras processuais menos utilizadas, aquelas que você usou em menor número no seu texto, correspondem ao canal menos utilizado e que poderia ser mais explorado.

Há pessoas que são tão visuais que são capazes de falar durante meia hora sobre um almoço delicioso usando apenas palavras visuais (Falando sobre a beleza dos pratos, da louça, dos talheres, etc.).

Já outras, são mais cinestésicas e estão sempre dizendo “Eu sinto…”. Geralmente são pessoas que gostam de tocar nas demais, gostam de abraçar.

Pessoas predominantemente auditivas dizem muito “E então eu disse… Ele falou…” ” Eu sempre falo que…”

E você? Já sabe qual é sua predominância? Ou você é uma dessas raras pessoas que são equilibradas quanto ao uso dos canais sensoriais?

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

 

 

 

 

 

 

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PISTAS DE ACESSO

 

Para que você compreenda as informações que serão discutidas a seguir, sugerimos a seguinte experiência:

1 - Pense num momento muito especial da sua infância.

2 - Como era a voz de sua professora predilecta?

3 - Sinta o gosto do sorvete de morango.

Para cumprir estas tarefas foi preciso conseguir acesso a certas classes distintas de experiências passadas. Chamamos o processo de obtenção da informação (o processo de conseguir a informação subjectiva: as imagens, os sons, as palavras e sensações que fazem parte das memórias e fantasias) de acesso. Pistas de acesso são os comportamentos não verbais que indicam como a informação foi colocada à disposição da mente consciente. Pistas de acesso são os movimentos dos olhos que indicam como uma pessoa pensa - se através de imagens, palavras ou sensações.

Quando se observa uma pessoa e os seus olhos estão voltados para cima e à direita (dela), isto significa que ela está criando imagens (acesso visual construído), como por exemplo, a imagem de como ela ficaria se usasse determinado tipo de roupa.

Todos provavelmente já passaram pela experiência de fazer uma pergunta a alguém que desviou o olhar, mexeu os olhos para cima e para a esquerda e disse: “Huuummm, deixe-me ver…”. E viu. Procurcou as suas imagens visuais recordadas.

Portanto, as pistas de acesso podem ser detectadas pela simples observação dos movimentos oculares.

Especificamente para pessoas destras, consideremos o movimento dos olhos na direcção mostrada na ilustração abaixo:

 

 

 

Vl - Visual recordado (olhos voltados para cima e à esquerda): ver imagens de coisas vistas antes. Exemplos de perguntas que aliciam este tipo de acesso incluem: “Qual a cor dos olhos da sua mãe?” “Como era a primeira casa em que você morou?”

Vc - Visual construído (olhos para cima e à direita): Ver imagens de coisas nunca vistas antes. Exemplos: “Como seria um elefante azul de bolinhas amarelas?” “Como você seria se tivesse cabelos verdes e olhos vermelhos?”

Al - Auditivo recordado (olhos na linha média e à esquerda): Lembrar de sons ouvidos antes. Exemplos: “Como é o alarme do seu despertador?” “Como é o som de uma queda de água?” “Qual a primeira palavra que você disse hoje?”

Ac - Auditivo construído (olhos na linha média e à direita): Ouvir palavras nunca ouvidas realmente dessa maneira antes. Pôr palavras e sons juntos numa nova forma. Exemplo: “Se você fosse criar uma música agora, como seria?” “Se você pudesse fazer uma pergunta ao Presidente da República, o que lhe diria?”

Ai - Auditivo interno - ou Auditivo digital (olhos voltados para baixo e à esquerda): Falar para si mesmo, diálogo interno. Exemplo: “Diga algo a você mesmo, algo que você se diz frequentemente” “Recite um verso mentalmente”.

C - Cinestésico (olhos para baixo e à direita): sentir emoções e sensações. Exemplo: “Como é a sensação de correr?” “Como se sentiu hoje pela manhã, logo que acordou?”

Para pessoas sinistras (as chamadas “canhotas”) os padrões são invertidos: o acesso visual construído é observado do lado esquerdo, o visual lembrado do lado direito, e assim por diante.

Quando afirmamos que os movimentos oculares são padrões, queremos dizer que eles são observados em todas as pessoas dotadas de uma organização neurológica normal.

Algumas pessoas apresentam algumas diferenças em relação a este padrão, como olhos voltados sempre para cima, à direita ou esquerda, a qualquer pergunta que se faça, indicando que elas necessitam primeiro de ter a imagem do que quer que seja para depois poderem ter acesso à experiência sugerida. Por exemplo, para se lembrarem do gosto do sorvete de morango, primeiro necessitam da imagem do sorvete para depois se lembrarem do sabor (acesso cinestésico).

Outras pessoas apresentam olhos voltados para cima, no centro, como se fixassem um ponto, com pupilas dilatadas. Isto indica acesso visual e concentração.

Pessoas que privilegiam por exemplo a visão para perceber o mundo, certamente estão perdendo muitas informações auditivas e cinestésicas. O mesmo acontece com aquelas que privilegiam os canais auditivo e cinestésico.

O ideal seria que nós tivéssemos todos os canais sensoriais igualmente desenvolvidos, o que nos possibilitaria uma experiência mais completa da realidade.

Há também outros indicativos que nos informam o tipo de acesso de uma pessoa, tais como os movimentos respiratórios (por exemplo, respiração rápida indica acesso visual), o ritmo da voz, etc. (Para um aprofundamento no tema, consulte Sapos em Príncipes, de R. Bandler e J. Grinder, EditoraSummus).

O conhecimento e a prática em relação às pistas de acesso permitem-nos:

1 - Fazer com que uma pessoa tenha acesso ao tipo de experiência que é necessário para que compreenda o que lhe estamos comunicando.

2 - Saber quando uma pessoa está conscientemente ouvindo, vendo, sentindo e quando ela está “longe”, abstraída em seus processos subjectivos.

3 - Estabelecer um bom contacto  (rapport) com qualquer pessoa, de forma suave, eficaz e elegante.

4 - Lembrar com mais facilidade de experiências, como por exemplo se quisermos lembrar-nos do caminho que percorremos para chegar a um determinado local (ou onde guardamos um objecto que não conseguimos encontrar), basta que voltemos os olhos para cima e à esquerda (visual lembrado).

Portanto, lembramos aos professores que uma criança que está olhando para cima durante a aula pode não estar “no mundo da lua”, mas visualizando, lembrando-se da grafia de uma palavra ou construindo palavras e frases.

Fonte: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL)

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