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março 27, 2007

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ENEAGRAMAS/ENATIPOS

Origens do Eneagrama

O Eneagrama, um diagrama ancestral de 9 pontos foi introduzido no ocidente por George Ivanovich Gurdjieff, (1872-1949) um bielo russo, místico que nas suas andanças pelo oriente entrou em contato com os sufis através da Irmandade Sarmoun, onde aprendeu com os místicos os conhecimentos por eles recebidos como herança dos sábios da antiguidade.

Recentemente, por volta de 1970, é que se desenvolveu um estudo do Eneagrama voltado para os tipos de personalidade, pois Gurdjieff não abordava o Eneagrama nesta linha de conduta. Foi através do boliviano Oscar Ichazo, que parece ter aprendido com os mestres sufis, que fez com que o Eneagrama da personalidade fosse conhecido como uma formação do sistema egóico representado por 9 pontos de fixação do ego e que obedeciam as mesmas leis de formação, correndo os mesmos caminhos e caracterizados pelo mesmo diagrama. Fundou o Instituto Arica no Chile, onde realizou inúmeros seminários e conferências com pessoas escolhidas e que passaram então a divulgar, escrever livros, criar meios e condições para que o Eneagrama fosse conhecido em todo o mundo, afim de que cada um pudesse reconhecer a sua essência atingindo uma sabedoria superior, uma conscientização divina sobre si próprio e sobre o mundo, uma maturidade espiritual.

Desde há muitos séculos, que tem sido realizados estudos, em várias áreas do conhecimento humano a fim de encontrar uma tipologia que pudesse enquadrar todos os seres humanos. Assim, sabe-se que há mais de 5 mil anos, inúmeras tentativas de criar “tipos de personalidade” existiram. Desde Hipocrates até hoje são realizados estudos exaustivos para fazer um mapa que possa transmitir uma visão geral do comportamento humano.Todas as tentativas encontraram um grande problema que é a de colocar as pessoas em certos compartimentos psicológicos, de forma que pareçam ser, de uma forma ou outra, do tipo: “é assim e pouco pode ser feito”. Isto sem falar das definições teóricas serem muito complicadas até para a ciência, quanto mais para as pessoas poderem entende-las e aplicá-las. O determinismo invalida a procura e o encontro, se não há possibilidade de mudança.

O Eneagrama, por não ser um sistema fixo, propicia um movimento dinâmico, impossível de rotular e torná-lo imutável. O melhor deste mapa tipológico é que ele possui uma dinâmica interna que está orientada para a compreensão, conscientização e, principalmente para uma mudança, não só para uma classificação. O que menos importa é colocar um rotulo na testa de uma pessoa… Tudo isto, levando sempre em conta o “material genético” que já vem com programações e direcionamentos específicos. Viemos como uma semente que já traz consigo todas as potencialidades bem como determinados impulsos. A semente gera uma raiz que não pode ser mudada. Está enterrada e produz uma seiva que é enviada ao seu caule, ramos e folhas, os quais, estes sim, podem ser mudados. Podem ser aparados, cortados e até desenhados.

Poucas são as pessoas que se preocupam, realmente, com o seu verdadeiro EU interior e que acham importante conhecerem-se de verdade, tirar as mascaras, conhecer os seus mecanismos de defesa, os seus pontos fracos, os seus pontos pseudofortes e os realmente fortes. Conhecer os seus pontos cegos, aqueles que não queremos ou não gostamos de ver. Na verdade, morremos de medo do que poderemos encontrar se nos olharmos num espelho, sem mascaras, olho no olho. Às vezes o que podemos encontrar não é tão feio assim. Algumas coisas podem ser feias, outras muito feias. Depende o quanto estamos preparados para enfrentar o nosso EU verdadeiro interior. A mente humana percebe o mundo basicamente de três formas: pensar, sentir, actuar. O equilíbrio entre estas três formas é que pode propiciar uma personalidade mais completa e desejável.

Você, basicamente, faz parte de um grupo de pessoas, (quase 700 milhões), que tem, aparentemente, características muito diferentes, mas que, na sua “raiz”, são iguais. A diferença fica por conta do tipo de alimentação que ingeriu, da formação da pessoa, onde ela viveu, como foi criada, dos seus estudos académicos, etc. Noutras palavras: um servente de pedreiro pode ser do mesmo eneatipo que um cientista mundialmente famoso. Todos os eneatipos têm aspectos que vão de uma escala de óptimo a péssimo. Nenhum dos 6 bilhões de habitantes da face da terra pode ser considerado de um eneatipo óptimo, assim como nenhum pode ser considerado péssimo. Numa escala, nenhum eneatipo é, especificamente, melhor ou pior que o outro. A questão é: como lidamos com as nossas melhores e piores qualidades. Alguns aspectos fundamentais de um eneatipo, podem estar “perdidos”, “camuflados” ou, ainda “mudados” de acordo com as necessidades da vida. Mas uma pessoa pertence somente a um único grupo, um só eneatipo dentre os 9 desta classificação. As características trazidas pela “raiz” e por aqueles aspectos adquiridos do meio ambiente, durante a formação e crescimento, ficam mais claros até os 20/25 anos de idade. Após isso podem modificar-se, ou adaptar-se, em função de circunstâncias existenciais, idade mais avançada, mecanismos de defesa muito estratificados, que tornam um pouco mais difícil a tarefa de se encontrar o eneatipo da pessoa. Então, quando você ler uma afirmação eventual sobre o seu eneatipo e esta for questionável, volte ao passado, antes dos 25/20 anos de idade e procure eventos que possam confirmar alguns aspectos que hoje não são claramente percebidos. Lembre-se, a raiz permanece sempre a mesma. As folhas os ramos e o caule podem ser modificados, aparados, ajustados, cortados mas, podem voltar ao que eram antes com o tempo e as circunstâncias.

Algumas pessoas, a maioria, encontram o seu eneatipo com certa facilidade. Outras, têm uma certa dificuldade de apontar um único tipo. Pode acontecer que a própria pessoa se reconheça ou outras pessoas a reconheçam como sendo caracteristicamente de um determinado eneatipo e, após um tempo, o verdadeiro eneatipo aparece. Isto acontece porque em alguns casos, as pessoas podem pensar, agir, actuar, de maneira muito próxima e semelhante de um eneatipo diferente. Similaridades são comuns em função dos subtipos, (são 27 possíveis), dos mecanismos de defesa, que actuam de maneira a bloquear e confundir o encontro do verdadeiro eneatipo. Uma orientação individual e/ou uma vivência grupal pode, em certos casos apontar com segurança o verdadeiro eneatipo da pessoa, pois o seu verdadeiro EU só é encontrado e reconhecido por ela mesma. É um trabalho muito subjectivo e não existe uma ciência exacta e nenhum teste que poderá mostrar claramente o caminho a ser seguido. Ninguém poderá dar a uma pessoa aquilo que ela não possui, a não ser ela mesma…


ENEATIPO 1: O PERFECÇIONISTA, O EMPREENDEDOR, O METÓDICO



· Sempre soube a diferença entre o que está certo e o que está errado.

· Sempre tive padrões de exigência muito fortes.

· Tenho medo de cometer erros, por isso demoro a decidir certas coisas.

· Na verdade, tenho padrões éticos e morais mais exigentes.

· Não me conformo com atitudes dúbias. As coisas ou estão certas ou estão erradas.

· Não acho bem dedicar-me a qualquer tipo de prazer quanto estou envolvido numa actividade importante.

· Não suporto a bagunça. Não custa nada ter as coisas bem arrumadas e nos devidos lugares.

· Tenho uma autocrítica exacerbada quanto aos meus modelos de comportamento social.

· Fico muito irritado quando as pessoas não conseguem agir de acordo com os meus padrões.

· Não gosto de mudar as regras dos meus comportamentos e da minha forma de ver o mundo.

· Estou sempre ocupado em detectar falhas, em quaisquer sectores da vida.

· Procuro sempre mostrar a todas as pessoas como sou perfeito.

· Sou muito ordeiro, escrupuloso, disciplinado e moralista.

· Fico louco da vida com as imperfeições do mundo.

· Acho que dá sempre para melhorar, mesmo que as coisas já estejam bem.

· Sou muito intolerante e tenho sempre razão. A coisa certa só tem um caminho.

Porquê ficar inventando!

· Refaço tudo quando encontro um erro. Não suporto conviver com algo errado, incomoda-me, e aí eu faço tudo de novo.

· Na verdade não sou tão sério assim. Em certas circunstâncias até me solto e muitas vezes até demais…

· Tenho até (e quem não tem?), um certo lado secreto na minha vida. Mas, é bem secreto.

· Afinal, procuro sempre esquivar-me do erro e do mal.

· Concentro-me tanto no trabalho que até me esqueço dos meus sentimentos.

· Tenho uma voz interior que me põe sempre na linha. Ela é severa e muito crítica.

· Normalmente, não sinto raiva de nada. Mas quando uma coisa não dá certa, fico como um menino!

· Não tenho a coragem de sentir raiva. Na verdade fico é ressentido por certas coisas não serem da forma como eu quero.

· Acho que se demonstrar muita raiva, as pessoas não vão gostar de mim.

· Não acho que sou fanático só porque sigo determinadas coisas com todo o meu fervor.

PARA O ENEATIPO 1, SIMBOLICAMENTE, TEMOS:

PECADO DE RAIZ- raiva.
ANIMAIS - Fox terrier – (por ser um cão agressivo). Formiga e abelha , (por serem muito activas, ocupadas e fazerem as coisas sempre esquematizadas).
COR- Prata , por ser uma cor refrescante, sóbria, clara.
PAÍS- Suíça – Tudo certinho, andando como um relógio
CONVITE- Menos dever e mais prazer.
PERSONALIDADE-
Obsessiva/compulsiva

· O Perfeccionista (tipo 1): tipo com preferência pelo centro motor (introvertido) que negligencia o centro mental.

Fixação: É extremamente organizado e trabalhador, com padrões de exigências muito altos – nas áreas de seu interesse. Sério e sincero, procura ser independente dos outros e evita que os outros dependam dele. Estabelece fronteiras claras em relação aos territórios físicos e mentais, acreditando que é possível controlar todas as situações através da organização. Paixão: valoriza a “moral e bons costumes”, julga tudo e todos, muitas as vezes com críticas destrutivas. Quando as coisas não saem segundo os seus planos ou ordens, explode em raiva irracional, por isso a ‘Ira’ foi o pecado capital escolhido para sua caracterização.






ENEATIPO 2: O PRESTATIVO, O DADOR, O AMOROSO, O PRESTIMOSO



· Ajudo todas as pessoas, por isso todos gostam de mim.

· Sou muito alegre, optimista e generoso.

· Sei gerir a vida dos outros, com perfeição.

· Na verdade, tenho dificuldades em gerir a minha própria vida…

· Procuro sempre ser aceite, não rejeitado, isto dá-me a sensação de que estou recebendo respeito e amor.

· Procuro sempre ligar-me a pessoas importantes.

· Tenho a certeza que certas pessoas não seriam tão importantes e vencedoras sem a minha ajuda.

· Não gosto de aparecer. Prefiro ficar como “a eminência parda”.

· Tenho muito orgulho da minha capacidade e disponibilidade de ajudar.

· Procuro sempre obter a intimidade das pessoas que ajudo.

· Uso o que for preciso para conseguir a atenção, o amor, a consideração, mesmo a minha intimidade, a minha cabeça.

· Realizo-me, se passar a ser o centro da vida das pessoas.

· Transformo-me para conseguir a satisfação dos desejos dos outros.

· Acho que não custa nada adaptar-me ao que os outros esperam de mim. Afinal, em troca recebo a admiração, a consideração e o amor.

· Às vezes, fica atrapalhado sem saber realmente quem sou.

· Tenho a certeza que é “dando que se recebe”.

· Sou muito emotivo e tenho muita facilidade em criar empatia com o outro.

· Muitas vezes, fico preocupado com a minha liberdade. Sinto-me preso às pessoas e às suas necessidades. Mas também se for muito “independente” as pessoas não vão gostar de mim…

· Tenho sempre uma boa receita. Receita de comida, receita de remédios, de como sair de uma dada situação, de abrir um bom negócio…enfim tenho que ter a solução dos problemas das pessoas.

· Sou muito orgulhoso porque não preciso de ninguém. Os outros é que precisam de mim.

· Muitas vezes fico atrapalhado porque, de repente vem uma sensação esquisita de dependência, mas ai procuro afastar-me logo desta sensação…

· Na verdade, fico confuso quando raramente vem à minha mente a pergunta: “quem sou eu?” Para deixar os outros felizes, eu transformo-me tantas vezes que já não sei quem eu sou.

· Acho muito natural ser sedutor. É muito importante para conseguir a atenção e o amor das pessoas. Então porque não usar todas as armas? A sedução sexual é uma das mais poderosas e não preciso de me envolver emocionalmente. Afinal não custa tanto assim deixar as outras pessoas felizes… Prender as pessoas através do sexo é uma táctica muito eficiente.

· Fico violento, com raiva e até histérico, por vezes, quando as coisas de que eu realmente preciso ficam emaranhadas com a imagem, com a “persona” em que eu me transformo para agradar aos outros.

· Gosto de tudo. Apaixono-me facilmente.

· Quando tenho que escolher entre duas pessoas que precisam de mim, fico sempre com aquela que precisa de mais orientação. Assim posso mostrar mais, em como sou bom em ajudar os outros.

· Sei usar muita bem a bajulação. Tenho sempre uma palavra amiga, confortadora. Encontro sempre alguma coisa positiva para levantar a moral das pessoas. Isto para mim é muito fácil e não me custa nada.

· Na verdade gosto de alguma confusão. Conseguir o que é difícil proporciona-me um prazer muito grande. Gosto de perigos e tenho muita coragem. Relacionamento triangular é muito atractivo e procuro confortar o lado que esta sofrendo.

· Tenho um problema sério quando sinto o meu orgulho ferido. Não sei do que sou capaz de fazer… Sinto uma grande necessidade de retaliação.

· Faço amor, mas também faço a guerra!

· Acho que quando prestamos um serviço temos que ser pagos de alguma forma. Não é verdade?

· Na verdade sinto-me muito inseguro e sinto muita falta da protecção das outras pessoas.

· Gosto muito de ser uma pessoa original. Frequentemente sinto-me o dono do mundo.

Afinal sou muito importante. Mas de repente sinto-me tão humilde…

· Muitas vezes, fico confuso em relação aos meus sentimentos. Não sinto autenticidade em certos momentos importantes de envolvimento emocional e até sexual…Ai eu sinto uma sensação de vazio, de solidão interna.

· Não gosto das pessoas que recusam a minha ajuda! Como são prepotentes! Elas pensam que sabem tudo?

· Acho que a vida já é muito dura e complicada. Sei como fazer as pessoas ficarem mais felizes, não me custa nada. Há pessoas que têm muita dificuldade em ver o lado bom das coisas, outras detestam ajudar. Gosto de transmitir alegria, optimismo, a vida é bela . Sinto-me a Madre Teresa de Calcutá !

PARA O ENEATIPO 2 – SIMBOLICAMENTE TEMOS:

PECADO DE RAIZ - Orgulho.
ANIMAL - Gato (esfregando-se, infiel, não dá para amestrar). Cão lambedor (fica “lambendo os outros”) Mula, (carrega o peso dos outros).
COR - Vermelho (vida, força, paixão).
PAÍS - Itália (pela “mama”), Israel (mãe judia), Filipinas.
CONVITE - Chamado para a verdadeira liberdade que acaba com a manipulação e falso amor.
PERSONALIDADE - Hipócrita – dependente.



· O Prestativo (tipo 2): tipo com preferência pelo centro emocional (extrovertido) que negligencia o centro mental.

Fixação: Identifica-se facilmente com os problemas e com os desejos alheios, tendo dificuldade de dizer ‘não’ quando se trata de ajudar alguém. Paixão: tem uma empatia afectiva que nunca é verdadeiramente desinteressada, pelo contrário faz parte de uma estratégia de manipulação que tenta fazer com os outros dependam de si. O ‘número dois’ dá, dá, dá … para ser aceite. Em compensação, cuidam tanto dos outros que se esquecem de si e não se agarram às suas próprias necessidades, desejos e anseios. Eles não precisam disso. E por isso o ‘Orgulho’ é sua característica principal.


ENEATIPO 3: O BEM SUCEDIDO, O ACTOR, O DESEMPENHADOR



· Sou muito trabalhador e todos sabem disso porque eu faço questão de mostrar este lado positivo da minha personalidade.

· Sou bem sucedido. Tudo o que eu realizo, tudo aquilo que eu decido fazer tem que dar certo.

· Tenho uma boa imagem. Isto é fundamental na minha maneira de ser.

· Tenho muita motivação. Ser o primeiro é sempre a minha meta.

· Gosto de competir. É sempre uma boa oportunidade de mostrar como sou bom.

· Entro para ganhar, não só para competir. E para ganhar tenho que deixar certas coisas de lado, por exemplo: os sentimentos não podem entrar na competição.

· Acho fundamental ter um bom “status”, ser reconhecido, ser respeitado pelas minhas conquistas e realizações.

· Tenho pouco contacto com o “coração”, com o emocional. O meu “coração” está no trabalho.

· Sou aquilo que faço, o que realizo.

· Consigo ganhar amor e respeito sendo um vencedor naquilo que me proponho fazer.

· Coloco a minha carreira acima dos interesses da família. Sem sucesso não há família.

· Sou muito gentil e muito político. Isto facilita o meu poder de atrair as pessoas para as minhas realizações.

· Desempenho vários papeis. Sou um verdadeiro actor, pois para ter sucesso tem que se ter jogo de cintura.

· Sou um verdadeiro camaleão. Adapto-me com facilidade a várias situações existenciais.

· Sou um apaixonado pela vida, pelas realizações, mas sou muito reticente em expressar as minhas emoções e sentimentos.

· Acho fundamental obter a admiração das outras pessoas.

· Tenho uma memória selectiva. Só me lembro de situações que me levaram ao sucesso. Para quê lembrar-me de situações de fracasso. Não levam a nada.

· Sou um profissional 24 horas por dia, e isto deixa-me muito orgulhoso!

· Quando trabalho, “ligo o automático”. Não permito que emoções e sentimentos pessoais possam atrapalhar a minha actividade profissional.

· Acho que, quando uma coisa não dá certo, não se trata de um fracasso. Na verdade é uma maneira de conseguir chegar ao sucesso. Para se chegar à vitória é preciso perder algumas batalhas.

· Tenho que assumir muita coisa porque as pessoas são preguiçosas e incompetentes.

· Tenho uma tríade a ser seguida: imagem, prestigio e segurança.

· Só consigo ser feliz quando consigo terminar um trabalho. Mas, quando estou a terminar um, já comecei outro. E assim por aí adiante…

· Muitas vezes fico confuso. Tenho momentos em que me sinto o centro das atenções no meio de um palco. Noutros momentos parece que estou só no meio do deserto sem ninguém a minha volta…

· Tenho sempre muito cuidado para não me expor. Não é bom que as pessoas conheçam aspectos pessoais de minha vida.

· Quando estou depressivo, enfio a cabeça no trabalho. É remédio santo!

· Procuro sempre submeter-me aos valores dos outros em determinadas situações.

Assim a minha imagem fica sempre imaculada e ajustada ao momento específico.

· Sou muito vaidoso, o que acho perfeitamente normal e desejável.

· Muitas vezes, chamam-me narcisista… sei lá. Na verdade não olho no lago para ver a minha imagem reflectida e adorá-la. Eu olho é no olho do outro para ver como ele está a receber a minha imagem…

· De repente, fico atrapalhado por ter que manter uma imagem pública diferente daquela que sinto que não sou.

· Como já disse, sou um verdadeiro actor. Se necessário, decoro textos para representar sentimentos, faço caras e caretas que exprimem emoções, sou suave e até choro se for preciso, sou agressivo e fico muito violento, aos berros, enfim sou bom mesmo em expressar sentimentos, emoções, sem realmente senti-las, genuinamente…

PARA O ENEATIPO 3 SIMBOLICAMENTE TEMOS:

VÍCIO PSICOLÓGICO - Mentira, engodo.
ANIMAL-
Camaleão (transforma-se de acordo com o ambiente), Pavão -(para aparecer abre o rabo em leque). Águia -(único animal que consegue olhar directamente para o Sol. Lança-se em direcção ao objectivo, com uma velocidade e precisão notáveis).
COR -
Amarelo -penetrante, dinâmico, acção, irradia luz (mas, é vulnerável porque aparece sempre qualquer desaire…).
PAÍS - Estados Unidos – o americano é sempre um “vencedor”, a América faz tudo certo, é perfeita, acima de qualquer suspeita, mas é tudo meio falso, de plástico….
CONVITE -
esperança de trabalhar muito e conseguir profundidade, genuinidade, descobrir o seu verdadeiro mundo interior.
PERSONALIDADE - “normal”,tipo “A”. Como o DSM III – Diagnostic and Statistical manual of Mental Disorders – elaborado por americanos para classificar os distúrbios de personalidade nos E.U.A.. O estilo do eneatipo 3, é típico nos Estados Unidos, e é considerado “normal”.

· O Bem Sucedido (tipo 3): tipo com preferência pelo centro emocional (ambivalente) que negligencia o próprio centro emocional.

Fixação: Assim tem facilidade em disfarçar os seus sentimentos verdadeiros (raiva, medo, ansiedade, etc.), usando várias máscaras (uma para cada ocasião). Por isso, também é chamado de ‘Camaleão’. Quer ser admirado a qualquer custo e vê tudo em função dessa disputa neurótica pela admiração e pelo reconhecimento. Geralmente são pessoas exigentes, preocupadas em alcançar as suas metas/objectivos. Paixão: a ‘Vaidade’ ou a capacidade emocional de falsificar a verdade a partir de realidades relativas e subjectivas, principalmente transferindo a responsabilidade de seus erros para os outros.


ENEATIPO 4: O ROMÂNTICO TRÁGICO, O SOFREDOR, O INDIVIDUALISTA



· Quero o que está distante e difícil de alcançar. O que está próximo, não tem piada.

· Tenho sempre a sensação de que está faltando alguma coisa. E, esta coisa, os outros têm, eu não.

· Tenho um mundo, um universo muito particular. Dificilmente alguém consegue entende-lo ou entrar nele.

· Tenho sensações, sentimentos, paixões que são o verdadeiro néctar da vida. Os outros não têm.

· Acho fundamental estar sempre em busca de uma emoção que traga como integrantes uma atracção, ódio, enfim que constitua um drama tipo ópera, com muito sofrimento…

· Acho óptimo estar sempre elegante, mas um elegante despojado que até parece bem simples.

· Também gosto de ter uma boa profissão, diferente, original mesmo.

· Sou muito criativo, profissionalmente falando e sou bom naquilo que faço.

· Tenho um certo fastio da vida comum. Gosto de coisas diferentes.

· Na verdade, tenho uma baixa auto-estima, mas eu escondo isso muito bem pela minha disponibilidade, pelo meu modo de ser, pelo meu bom gosto e finura.

· Sou realmente dramático. Viro e volto a dar. Vejo-me envolvido em dramas, e contaminado por uma melancolia brava.

· Tenho sempre muitos projectos. Mas não sei o que lhes acontece pois acabo por os abandonar. Será que os saboto?

· Sei que tenho sentimentos verdadeiros, genuínos, mas, não sei porquê, acabo sempre em altos berros, fazendo um drama de tudo…

· Adoro pedir conselhos. Mas na verdade acabo sempre por fazer aquilo que acho que devia ser feito.

· Acabo muitas vezes, lamentando o facto de não ter agido de um modo diferente.

· Também vivo entendendo que é complicado mudar as coisas e que já não é altura para as fazer.

· Tenho um amigo que me diz uma coisa muito estranha. Sabe o que é? Ele diz que: “quando eu tenho algo de bom na minha vida, um bolo, um leite creme, um sorvete, um chantily, arranjo sempre uma forma lhe pôr porcaria em cima”.

· Para falar verdade, sou muito invejoso. Quando resolvo comparar-me a outras pessoas, perco sempre, e aí fico extremamente chateado!

· Não gosto que me apontem defeitos. Sabem o que eu faço? Procuro encontrar defeitos nos outros, antes que eles encontrem os meus.

· Nestas situações, acabo usando muito sarcasmo, ironia. Ai, sofro. E quem são os culpados? São eles… claro!

· Tenho uma crítica interna que não é fácil. Isto faz com que me sinta realmente mal. Tem vezes em que me odeio. Tem alturas em que até o suicídio me passa pela cabeça. Que coisa mais louca, não!

· De vez em quando, tenho uma certa anorexia e até um apetite exagerado.

· Tenho problemas, mas quem não os tem. Mas eu não tenho esses “probleminhas” que qualquer um tem. Os meus problemas são sérios. Causam sempre transtornos importantes na minha forma de ser. As pessoas, entretanto, não têm condições para entendê-los. Eles estão acima da compreensão comum das pessoas…

· Sei que nem sempre se pode ganhar, o que hei-de fazer? Muitas vezes tenho uma sensação de perda, de abandono que não é fácil…

· Gosto, e ajudo mesmo, as pessoas que necessitam do meu apoio. Sou forte para isto. Pessoas em crise sensibilizam-me muito.

· Sou muito ligado a eventos que são considerados fortes, importantes, na vida das pessoas: nascimento, namoro, sexo, casamento, abandono, aborto, morte, acontecimentos catastróficos, enfim…

· Estou sempre em busca da minha verdade, da autenticidade, do meu eu verdadeiro. Sei que um dia isto vai ser uma realidade. Às vezes fico meio incrédulo mas, vai acontecer!

· Nos relacionamentos íntimos, normalmente tenho uma sensação de inferioridade. Aí, então eu procuro superar-me e torno-me mais disponível. Às vezes fico tão preocupado que agarro-me ás pessoas, fico possessivo com medo de ser abandonado, trocado. Não é fácil.

Então sabe que o é que eu faço? Acabo como que me “preparando” para um desenlace. Fico voltando para o passado, revolvendo estórias, episódios, acontecimentos, eventos negativos de maneira compulsiva. As estórias aparecem automaticamente, centenas de vezes . É complicado.

· Muitas vezes, encontro dificuldades enormes em me expressar, deitar para fora aquilo que sinto. Sabe onde encontro apoio? Numa expressão artística! É a única forma de me sentir bem…

· Tenho uma mania danada com os meus relacionamentos. Ora estou junto, ora me sinto separado. É um “ata-desata” danado. Se estou junto, não estou bem. Se estou separado, estou pior, é difícil !…

· Sou muito sensível. Sou muito ligado à melancolia, à saudade, ao passado…

· Sei que pareço frágil, incompetente, meio temperamental, que fico voltado para o passado. Na verdade até sei que faço isso, mas sei também que, sou muito, mas muito forte e que tenho muita coisa para dar, para doar e contribuir para a vida.

PARA O ENEATIPO 4 SIMBOLICAMENTE, TEMOS:

VÍCIO PSICOLÓGICO - Inveja
ANIMAL - Pombo do mato (tem um canto que é um lamento). Cão Basset (com o seu característico olhar tristonho). Cavalo Negro (nobre, altivo, estético). Ostra – ( para se defender da sujidade, vira pérola…).
COR - Violeta clara. (é uma cor andrógina, vermelho com azul, melancólica triste, mística e fora do comum).
PAÍS - França ( os franceses são diferentes, negam-se a ser iguais. Tudo é alto: houte couture, houte cuisine,…)
CONVITE - Chamado para a espontaneidade para ficar no presente.
PERSONALIDADE - Bipolar, derrotista, deprimida.

· O Individualista (tipo 4): tipo com preferência pelo centro emocional (introvertido) que negligencia o centro motor.

Fixação: Geralmente são pessoas muito sensíveis e com pouco contacto com o mundo exterior, identificando e explicando melhor as coisas através de símbolos. Gosta de ser especial, única e singular, cultivando gostos diferentes e estranhos. Prezam o status social e tem carência de atenção; porém, ao mesmo tempo, em que sentem superior aos outros, sofrem devido ao isolamento. Paixão: Muito têm uma tendência à depressão e à melancolia. Para eles, desejar é mais importante que possuir, pois mais rapidamente conseguem o objecto de seus desejos, normalmente sentem-se frustrados). Por isso, a ‘Inveja’ é seu pecado capital.


ENEATIPO 5: O OBSERVADOR





· Não me preocupo muito com a minha privacidade.

· Não aprecio envolver-me muito com as pessoas, assim evito problemas.

· Prefiro ficar sozinho, comigo mesmo a permanecer em público. Estando só, fico mais consciente das minhas coisas e lido muito melhor com as minhas emoções.

· Prefiro separar bem os itens da minha vida. Cada coisa, cada evento, cada acontecimento, tem o seu lugar certo e específico, não gosto de misturar as coisas.

· Contento-me com pouca coisa. Tendo “o meu canto”, estou bem, não preciso de muito espaço, nem de muitas coisas para me sentir feliz.

· Gosto muito, e exerço muito bem, a capacidade de dominar a minha parte emocional.

· Gosto quando as coisas são bem estruturadas e não apresentam surpresas.

· Prefiro participar em eventos bem preparados com uma programação e horários conhecidos com antecedência.

· Gosto de observar a vida e a mim próprio como se fosse um observador externo. Assim, posso elaborar os sentimentos e as emoções de uma maneira mais prática e controlada, sem me envolver.

· Evito sempre ter emoções, sentimentos, reacções, participações, etc., não estruturadas, imprevisíveis, pois desta maneira não me sinto adequado em trabalhar com eles.

· Gosto de ficar no meu “castelo”. Ficando isolado, consigo pensar melhor e não me envolvo com os acontecimentos chatos da vida.

· Sou auto-suficiente. Posso passar muito bem sem um monte de coisas, principalmente de pessoas.

· Adoro fantasiar. É reparador. Quando fico cheio de alguma coisa vivo uma fantasia agradável. Coloco quem eu quero da forma que eu gosto numa dada situação. Olhe, é muito melhor do que a vida real…

· Tenho muitas coisas na minha vida que nunca ninguém vai saber. Não gosto de falar das minhas coisas. Sou muito particular.

· Na verdade tenho muito medo de sentir. Afinal para que serve isso?

· Retenho as minhas emoções em público. Prefiro trabalhar com elas quando estou só. Isto facilita muito a compreensão dos eventos da vida…

· Gosto de entender como funciona o mundo, as pessoas, porque elas são assim, porque agem assado, enfim gosto de saber. Só a sabedoria me deixa com a sensação de bem estar.

· Sei que não é bom isolar-me das pessoas. Mas é tão bom ficar distante. As coisas ficam bem mais claras e fáceis de entender.

· Sou assim: em primeiro lugar preciso de ter conhecimento e boas informações; em segundo lugar procuro tornar esse conhecimento e essas informações em sabedoria. É assim que eu funciono.

· Sou muito objectivo. Por isso sou muito prático e desapegado das coisas.

· Gosto muito de conhecer a vida. Acho que conhecer bem a vida é a mesma coisa que vivê-la com adequação. Mas, a maioria das pessoas acha que não é bem isso. Será que estou errado?

· Sou um pão duro mesmo. Sou avarento com o meu conhecimento. Acho que tenho pouco. Se vou dar aquilo que de já tenho pouco vou ficar quase sem nada.

· Costumo ser um bom ouvinte. Escuto, escuto bastante, aí de repente, encerro o assunto de forma genial.

· Tenho que assumir que gosto muito da ideia de ser reconhecido como uma pessoa sábia, culta e inteligente.

· Quando quero, até que sou um bom conversador. Participo de maneira lógica e inteligente. Uso bastante a ironia e o sarcasmo, com classe, é claro. Mas, não tenho muita paciência quando a conversa fica cheia de idiotices.

· Até gosto de ajudar as pessoas, mas não aceito ser explorado. Afinal tudo precisa de ter um limite não e? O meu limiar para isto é muito baixo.

· Sou avarento com o meu espaço pessoal, o meu tempo disponível.

· Sou muito eficiente em dissimular sentimentos imediatos. Tenho uma boa colecção de máscaras, de “personas” para dissimular. Afinal é muito melhor trabalhar os sentimentos com mais calma e racionalmente, não é mesmo?

· Em certas ocasiões, de alguma forma, acabo desistindo logo de algumas coisas. Eu tento, se não dá certo porquê desperdiçar tempo e energia?

· Tenho fantasias e muitas, mas esta é especial. É a de ser reconhecido como uma pessoa eleita, diferenciada, sem precisar de me mostrar muito. Sabe aquela coisa divina que acompanha as pessoas honestas, excelentes.

· Não me permito comprometimentos, por isso não tenho relacionamentos, íntimos ou eventuais, nos quais eu coloco as minhas coisas, os meus desejos, as minhas emoções. Um pouquinho é suficiente, não é verdade?

· Prefiro viver uma emoção apenas no mental. A experiência prática para mim é complicado.

· Tenho um problema sério. Sabe qual é? Tenho muitos acontecimentos do passado dos quais não me consigo livrar. Volta não volta estou com eles na minha frente procurando explicações lógicas, elaborações mentais, justificações. Procuro encontrar caminhos no mundo impessoal do conhecimento, mas debalde, não consigo mesmo…

PARA O ENEATIPO 5 SIMBOLICAMENTE TEMOS:

VÍCIO PSICOLÓGICO - Avareza.
ANIMAIS - Coruja (com os seus olhos imóveis, vêm tudo a sua frente). Raposa – (esperta e ardilosa, é um predador solitário). Marmota (com a sua ganância de armazenar nas suas bochechas).
COR Azul -
cor da introversão, calma, distante, mais receptiva do que irradiadora.
PAÍS - Inglaterra- o gentleman inglês, conservador, cortês, reservado e frio, distante. De outro lado temos o escocês – avarento.
CONVITE - Sabedoria para agir e para se encaixar no presente, para se envolver sem fugir.
PERSONALIDADE - Esquizóide, esquivo.

· O Observador (tipo 5): tipo com preferência pelo centro mental (introvertido) que negligencia o centro motor.

Fixação: São pessoas extremamente objectivas e racionais, mas que têm certa dificuldade em relacionar-se com os outros. Pode ignorar facilmente as pessoas ao seu redor, incomodando-as. Gostam de se isolar para solver o conhecimento aprendido e detestam quando usurpam-lhes o tempo ou a liberdade com detalhes ou tarefas pequenas. Paixão: a Avareza. Porém, não se trata simplesmente de dinheiro, mas sobretudo de tempo e de conhecimento. O ego do número cinco recusa-se a dividir a sua experiência de mundo, que acredita ser mais racionalizada do que a da maioria.


ENEATIPO 6: O QUESTIONADOR, O PATRULHEIRO, O PROTECTOR, O CONTESTADOR



· Tenho que confessar, sou procrastinador. Eu protelo mesmo. Empurro as coisas com a barriga.

· Acho que, pensar nas coisas é primordial para as fazer.

· Tenho problemas em finalizar trabalhos.

· Tenho muita resistência em acreditar no amor, na felicidade. Eu questiono mesmo!

· Resisto em acreditar num futuro positivo.

· Tenho, e aí é que é o problema, medo de acreditar e de ser enganado. É complicado…

· Tenho muitas dúvidas e um cepticismo interior muito exacerbado.

· Particularmente, tenho muito receio em expressar a raiva. Prefiro projectá-la nos outros.

· Vivo em estado de atenção e alerta, em tudo. A vida é muito perigosa!

· Tenho muito receio de confiar em relacionamentos. Qualquer um. Seja do tipo profissional ou interpessoal.

· Estou sempre a pensar, “o que será que estará por traz disto?”

· Tenho amigos que dizem que sou muito exagerado nos meus medos. Falam até de megalomania. Será que é mesmo? Bom, pelo sim, pelo não, prefiro ter cuidado…

· Na verdade, acho que as pessoas duvidam de mim. Mas, já me disseram que isto é só uma projecção e que, na verdade, sou eu é que duvido de mim…

· Acho que mudar a minha forma de ser é praticamente impossível. Não acho que consiga ser diferente. Mas será que isto é necessário?

· Tenho muito receio de ter sucesso, de ser bem sucedido, não sei o que poderia acontecer…

· Não sou muito ligado ao prazer, ao espairecer. Não é bem o meu tipo, sabe?

· Fico muito confuso com esta coisa da autoridade. Por vezes vejo-me submetido totalmente a uma figura de autoridade. Noutras circunstâncias volto-me totalmente contra a figura de autoridade.

· Sou muito fiel quando acho que uma causa é justa. Prefiro ficar ao lado de quem é oprimido e frágil.

· Não sei porquê, acabo por ficar quase sempre com certos detalhes negativos, mesmo quando a situação tem aspectos muito bons e positivos.

· Tenho uma amiga que diz que fico sempre lamentando a metade vazia do copo, em vez de usufruir a metade cheia. Parece brincadeira…

· Volta não volta, vivo dispensando ajuda. Acho sempre que posso resolver as coisa sozinho.

· Quando recebo elogios, apreciações positivas, não fico contente, não. Fico é mais atento de que lado é que vem o golpe. Estão pensando que sou parvo?

· Não raro, sinto-me dono da verdade. É que as pessoas são muito limitadas. Não acham?

· Gosto de fantasiar. São fábulas impressionantes e até sem lógica. São fantasias muito distantes da realidade, mas eu adoro…

· Fico muito atento quando se trata de testar se de facto certas pessoas fazem aquilo que dizem…

· Para falar verdade, não me interrogo se faço aquilo de que falo…

· Muitas vezes, tenho medo do que pode acontecer se ficar preso a reacções negativas. Tenho medo de ficar violento, agressivo.

· Falo, e falo bastante. Mas sabe o que é? Acho que é para não deixar o coração tomar conta da minha cabeça. Não sou estúpido!

· Prefiro ser bem racional, trabalhar com a cabeça. Não posso confiar nas reacções que não partem dela. O que vale é aquilo que eu penso.

· Muitas vezes, sinto-me tenso, todo “comprimido”, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento. Que coisa, não?

· Ligo-me muito mais às lembranças negativas. As positivas a gente esquece logo. Não é?

· Quando me sinto ameaçado, dou o fora. Para quê arriscar? Não sou parvo! (fóbico).

· Tenho um conhecido que é muito parecido comigo. Só que, quando ele se sente ameaçado, atacado, aí ele vai para cima mesmo! Vai directo para o confronto. Está louco não está? (contra-fóbico).

· Acho que, se relaxar, se não ficar atento e tiver a sensação de medo, vou ficar meio “tonto”, meio passivo. Não acho justo, não.

· Gosto de justificar os meus medos. Então ando sempre à procura de indícios para localizar esta realidade que as outras pessoas não percebem e muitas vezes deixam passar.

· Acho que muitas coisas podem dar certas, mas… e se não derem?

· Tenho um amigo que diz que eu sou o Rei do: “e se…”, “sim, mas é que…”. Será que sou mesmo?

· Considero o lar, a família, a comunidade, o casamento, questões fundamentais na vida de qualquer pessoa.

· Pensando bem, fico muito incomodado com as pessoas irresponsáveis. É uma coisa muito feia, não?

· Acho que tomar uma decisão, uma resolução em qualquer área da vida, é um assunto muito sério. Então, gosto de ouvir muitas opiniões para me sentir mais seguro. Isto é justo, não é?

· Sinto-me muito bem quando a minha agenda de actividades está cheia, mesmo quando ocupada com trabalhos em tempos de lazer. Afinal quando a gente faz o que gosta já não é um lazer?

· Sou uma pessoa organizada e consciente das minhas obrigações. Isto é bom, não é?

· Preciso muito mais, de ter um chefe que me orienta para aquilo que deve ser feito, do que um chefe que me dê “carta branca”. A gente nunca sabe o que vai na cabeça dos outros, não acham?

· Prefiro a companhia de grupos, sabe porque? Porque sinto-me mais protegido e confiante. Desde que, claro, o grupo tenha valores bem definidos e estáveis.

· Quer saber? Gosto de regras, de leis e fico muito preocupado com elas. Afinal, elas são feitas para que as pessoas saibam o que devem e o que não devem fazer. Não é mais fácil assim?

· Fico muito impressionado com as pessoas que aceitam tarefas, desafios, de maneira irresponsável e nem ficam tensos ou ansiosos. Para mim o desafio é uma coisa que me deixa transtornado, com muito medo. É o receio de errar, de não conseguir.

· Só assumo riscos calculados. E calculo-os muito bem mesmo. Não é um calculo “a olho”. Não sou parvo, não vou entrar numa canoa furada. Percebeu?

· Muitas vezes, acabo por aceitar certas situações, certos estilos, certas maneiras de ser, de perceber que não são realmente os meus padrões. É uma questão de medo, de receio. Você sabe… assim sinto-me mais seguro. Certo?

· Prefiro tomar decisões em conformidade com o grupo.

· Quando preciso de executar algo, cuja decisão foi do grupo (de preferência), eu faço-o com muito cuidado, sem pressa, devagar mesmo. Sabe o que é? Assim tenho mais tempo para ver mais e melhor, se é necessário fazer alguma mudança. A gente nunca sabe, não é mesmo?

· Acho que a gente não deve mudar aquilo que já está bem; que não deve consertar o que não esta partido; é melhor ficar com aquilo que já é conhecido, do que arriscar em coisas novas e não suficientemente testadas.

· Quando me sinto “aprovado” pelo grupo ao qual pertenço, (e isto é muito importante para mim), aí solto-me mesmo, fico a vontade. Eu sinto que as pessoas me acham um tipo porreiro. E isso é bom, não é?

· Sou muito bom, muito eficiente em aglutinar grupos, pessoas, principalmente a família. Reunir a família é muito importante para mim. Eu gosto, (pena que a família dure tanto, não é) e faço-o com muito empenho. Isso é justo, não é mesmo?

· Não gosto quando escondem as coisas de mim. Gosto de ter todas as informações, sejam confidenciais ou não. Porquê deixarem-me de fora. Fico muito irritado quando isso acontece!

· Muitas vezes, recebo feedbacks de que sou muito rabugento e que me queixo muito das coisas do grupo. Eu até acho que esta informação não deixa de ser correcta. Também, é muito chato fazer as coisas super direitinhas e não ser reconhecido! Não dá, não é! Ai, eu fico como um menino! Ou reclamo, mas prefiro é ficar mudo e amuado e afasto-me. O minha cara vai até o chão. Também, tenham dó!

· Quando fico zangado com alguém, não me vou queixar directamente a esse alguém. Prefiro ganhar mais auxílios indo-me queixar com outras pessoas. Assim eu sinto-me mais forte. Não está certo?

PARA O ENEATIPO 6 SIMBOLICAMENTE, TEMOS:


VÍCIO PSICOLÓGICO -
medo.

ANIMAIS - Lebre, rato cinzento, veado arisco (são os eneatipos fóbicos, estão sempre a correr quando sentem que algo se aproxima). Lobo, que só anda junto, em alcateia, e o Cão ovelheiro que se lança contra as ovelhas fugitivas. Estes são exemplos simbólicos de contra-fóbicos.

COR - Marron, bege. (não chama a atenção, não brilha, adapta-se ao meio ambiente. É uma mistura de vermelho e verde, onde o verde faz com que o vermelho dinâmico se desfaz. O marrom não faz parte das 4 cores básicas).

PAÍS - Alemanha (é o estereotipo do alemão, “achtung” atenção! (segurança artificial).
CONVITE - Para a fé de se libertar dos direccionamentos externos, e assumir a sua própria vida, os seus sentimentos e ousar em encarar os seus medos.

PERSOLNALIDADE - Paranóica.

· O Questionador (tipo 6): tipo com preferência pelo centro mental (ambivalente) que negligencia o próprio centro mental.

Fixação: são pessoas que procuram ficar mentalmente ocupadas para não pensar. Daí serem tanto muito questionadoras (os ‘advogados do Diabo’) como também intuitivas. Paixão: O medo. Os ‘ número seis’ são pessoas dependentes e inseguras, que precisam sempre de um referencial ( um chefe, uma instituição) como sustentação. Entre os mentais, são mais leais e confiáveis em relação aos preceitos de seu grupo do que aos amigos individualmente. Dividem-se em fóbicos (ou covardes assumidos) e contrafóbicos (aparentemente destemidos), que podem chegar a extremos.


ENEATIPO 7: O SONHADOR, O EPICURISTA (*)

· Acredito ser uma pessoa especial.

· Tenho um direito natural de obter, de receber atenção, um tratamento diferenciado, e, amor, é claro.

· Acho que trabalho e amor estão no mesmo nível. São aventuras muito agradáveis.

· Para me sentir bem, tenho que manter o meu nível de excitação, no máximo!

· Gosto de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Não posso dispensar nenhuma oportunidade. É a forma de me manter saudável, com o emocional lá em cima. Isto não é porreiro?

· Não me dou bem, aliás tenho grandes dificuldades de fazer uma coisa só. Não dá não!, sinto-me inútil.

· Adoro falar, viajar, fazer planos mirabolantes, usar o meu intelecto para coisas boas e agradáveis. Não é bom usufruir a vida optimisticamente? Vai dizer que não… vai?

· Não gosto de nada profundo, complicado, carregado de observações analíticas e mentais. Não dá!

· Desdenho a dor e o sofrimento. Se precisar, até invento estórias para fugir de situações desagradáveis. O que é que tem! Está errado? Claro que não?

· Tenho muito apego às coisas que implicitam muita energia ao mesmo tempo. Muita alegria, muita juventude, viver a vida! Isso não é bom?

· Sou um tipo porreiro. Mas quando recebo uma crítica que eu acho destrutiva, fico como uma criança! Se eu me sentir rebaixado então, fico ferido de morte! Aí, meu… fujam!

· Na verdade, assumo que tenho uma certa dificuldade de ver, de perceber a diferença entre uma crítica e a minha auto-avaliação, na realidade. Mas, eu sei que sou bom. E não gosto de falar nisso!

· Quando não estou feliz, não quero nem saber! Vou directo para as minhas fantasias. Ai, eu manejo os meus impulsos sensoriais da forma que acho melhor.

· Tenho todo um charme natural. É um dom. Porque não usa-lo para resolver certas situações complicadas? Afinal, essa coisa só não usa quem não tem. Não é mesmo?

· Sou muito pródigo em jogar com as palavras. Este é outro dom que Deus me deu… não é porreiro? Então eu, muitas vezes, uso esse dom para sair de certos enrodilhos e convencer as pessoas que eu é que estou certo! E quase sempre consigo.

· Não tenho nenhuma afinidade com a dor e o desprazer.

· Quando estou na fazer uma coisa, já estou pensando noutra… Essa mania de ficar aprofundando uma coisa só é assunto de cientista. Não tem nada a ver comigo!

· Tenho uma série de restrições para certos compromissos e/ou comprometimentos complicados. Ai, claro, eu não tenho relutância em dar o fora!

· Não gosto de ter ninguém a mandar em mim. Também não gosto de mandar. Para quê isso? Não dá para trabalhar sempre ao mesmo nível? É bem melhor, não é?

· Evito lembrar-me de coisas ruins e negativas do passado. Para quê? Há tanta coisa boa na vida. Ficar perdendo tempo com coisas que não levam a nada? Isso é o maior atraso de vida. Não é ?… claro!

· Tenho um feitio muito porreiro, mas que irrita muita gente. Vou fazer o quê? Não dá para agradar a todo o mundo! É o seguinte: quando estou muito chateado, não fico agarrado àqueles bobos de sangue suor e lágrimas. Pára com isso, meu! Sabem o que eu faço? Encaro o problema como sendo uma coisa boba e trivial, sem muita importância e até ridícula. Eu rio-me mesmo das preocupações e dos dramas dos outros, e até me divirto muito com elas. Acho isso o máximo!

· Também gosto e faço-o muito bem, quando elaboro meandros mentais para certos problemas que eles ficam de uma forma tão reduzida na sua importância que não tem como sofrer por eles. Eu adoro este meu jeito!

· Não gosto de ficar preso a coisas e pessoas. Tenho muito receio, medo de comprometimentos, profundos, muito sérios. Sai para lá, quero mais é sossego e liberdade.

· Quando gosto, quando amo, é muito porreiro…no começo. Depois, não sei o que acontece. A coisa vai ficando meia morna… Estranho, não?

· No meu trabalho, tenho quase sempre ideias muito brilhantes. Mas eu fico só nas ideias, a execução não é comigo. Afinal tenho sempre mais ideias e coisas mais interessantes para fazer!

· Fico logo na defensiva quando alguém me elogia, diz que eu sou porreiro. Ai, eu não sou parvo. Com certeza, ele vai pedir ou querer alguma coisa, mais e mais. Como eu não sou idiota fico na minha…

· Não aprecio essas coisas de pensar no futuro, fazer planos e compromissos de médio ou longo prazo. Gosto de ficar no presente, no aqui e agora. Não sou fabricante de panfletos!

· Gosto de desafios específicos e que exigem elaborações mentais, criatividade. Isto para mim, dá-me imenso prazer

· Se fosse muito amigo de Deus, a primeira coisa que lhe pediria, seria para acabar com o sofrimento humano…

· Surpreendo os meus colegas de trabalho, tendo sempre novas ideias e até ideias mirabolantes para resolver certos problemas, certas questões. Afinal, se os problemas existem é porque há soluções para eles. Se existe o certo é porque existe o errado.

Se existe o perdão é porque existe o erro. Não é assim, que a coisa funciona ?

· Tenho um amigo que me diz sempre : “olhe a gula !”… Que eu só penso em me divertir, que sou guloso em prazer, diversão, que sou insaciável. Acho que ele exagera, não é, não ? Para mim o trabalho também é um prazer, é diversão. Será que ele não percebe? Tudo na vida tem o seu lado bom. Não é verdade?

· Falando de trabalho, quando acho que uma coisa é mesmo boa, procuro, insistentemente que as pessoas aceitem as minhas ideias, e não desisto facilmente. temos que lutar, não é verdade ?

· Entretanto, se vejo que a coisa não é tão importante ou difícil como previa, prefiro ficar com a apreciação do outro. Prefiro não correr o risco de ser rejeitado ou enfrentar uma discussão. Deixo para lá. Tem coisas na vida que não vale a pena. Acho eu!

· Quando tenho algo de mau na minha vida e ela está uma porcaria mesmo, o que me resta? Sabem o que eu faço? Pego num leite creme, ponho um pouco de chantily por cima e… vamos embora. Não estou certo?

· Faço questão de que, quando se lembrarem de mim, as pessoas vão ter uma imagem de alguém muito alegre, brincalhão, divertido e muito feliz…

· Gosto muito de contar “casos”. Tenho facilidade de contar estórias interessantes e jocosas. O meu repertório de piadas também está sempre em dia. Isto é muito porreiro, não é?

· Como sou optimista, alegre, meio palhaço, tem pessoas que acham que eu sou parvo e querem-me passar a perna. É chato? Olhe, para ser honesto eu é que vivo passando a perna a muita gente. Mas para ser mais honesto ainda, por vezes eu armo-me em parvo e sei que não é fácil. Aí quando me apercebo já entrei pelo cano. Vou fazer o que? Ninguém é perfeito…

· Tenho preceitos na vida que tem uma hierarquia. Então, em primeiro lugar eu tenho o bom humor e o prazer que curam tudo. Cura a raiva, a confrontação, a rejeição, enfim, os males da vida. Em segundo lugar, na minha hierarquia tem o bom humor e o prazer… Em terceiro lugar, idem. Em quarto lugar, a mesma coisa e, assim sucessivamente…

PARA O ENEATIPO 7, SIMBOLICAMENTE, TEMOS:

VÍCIO PSICOLÓGICO - Gula
ANIMAIS - macaco (pula de galho em galho). Borboleta (efêmera, leve)
COR - Verde (vitalidade, alegria, saúde, prosperidade).
PAISES - Brasil (alegria, irresponsabilidade, corrupção) Irlanda (no velório ri-se e dança-se. Começa-se a beber logo de manhã para ter um dia alegre).
CONVITE - para se entrar dentro de uma realidade factual.
PERSONALIDADE - narcisista.

· O Sonhador (tipo 7): tipo com preferência pelo centro mental (extrovertido) que negligencia o centro emocional.

Fixação: São pessoas sempre entusiasmadas e alegres, mas que alimentam muitas ilusões e fantasias. Na verdade, com essa ‘inocência’ o tipo número 7 evita entrar em contacto com qualquer eventual dor ou sofrimento, só observando o lado bom dos acontecimentos e da vida. São, geralmente, oradores muito loquazes e manipuladores. Paixão: A gula, não apenas de alimentos, mas de pessoas, informações e aventuras. Os ‘número 7′ têm gula de qualquer coisa que lhe dê prazer. Fala demais, assim como tende a fazer tudo demais.



(*) – Doutrina moral de Epicuro que faz consistir o bem nos prazeres intelectuais ou morais, dos quais recomenda os mais calmos, os mais puros e os mais duradouros, como únicos capazes de proporcionarem na vida uma completa ataraxia (tranquilidade de espírito preconizado pelos filósofos epicuristas e estóicos).


ENEATIPO 8: O CHEFE, O LIDER, O PATRÃO, O CONFRONTADOR.





· Sou controlador, do meu espaço, das pessoas que me rodeiam, entre outras inúmeras coisas. Sabe porque? Porque isto é saudável, faz com que as pessoas sigam uma linha de conduta adequada.

· Para mim, a coisa ou é justa ou injusta, não tem meios termos.

· Sou uma pessoa diferente. E dá logo para perceber. Sabe porque Não sou fraco como as outras pessoas.

· Para manter um contacto mais íntimo, acho bom discutir. Sim, discutir muito. Após a discussão tudo fica melhor. Sexo então, nem se fala.

· Não tenho nenhum travão para segurar a minha raiva. Quando ela vem, flui livremente.

· Adoro tudo o que é demais. Tudo que é em excesso atrai-me muito.

· Fico incomodado, enfadado mesmo, quando as coisas são poucas e/ou andam devagar. Gosto de quantidade e intensidade.

· Respeito e até confio em pessoas fortes, que sabem enfrentar e aceitam uma disputa, uma luta.

· Muitas vezes tenho que lutar com pessoas para poder concluir quem é realmente meu amigo e quem é meu inimigo. Isto dá-me prazer.

· Tenho um dom natural de controlar tudo… nos mínimos detalhes.

· Quando possuo certos desejos específicos que não são exactamente reais, envolvo-me num manto que me faz negar estes desejos.

· Em certas ocasiões, sinto-me esvaziado nos meus sentimentos. Fico meio “estagnado”, indiferente. Na verdade, quando não consigo controlar a situação, o que é que faço ? Retiro-me, ora!

· Para falar a verdade, que ninguém nos ouça, sou louco para violar as regras que eu mesmo crio e acabo “esquecendo” a que se destinam.

· Percebo que, quando faço isso, e violo as regras, sinto-me forte, poderoso, incontrolável.

· Tenho uma maneira de ser, de perceber o mundo, e que acho muito bom. Comigo é tudo nos extremos. Sou radical e assumo. Não tem nhé, nhé, nhé. Ou é tudo ou nada; ou é justo ou injusto; as pessoas são fracas ou fortes; não existe cinza, ou é preto ou branco; não tem 44, ou é 8 ou 88 !

· Faço questão de ficar a par de todos os detalhes. Até de coisas que, aparentemente, não me são pertinentes.

· Acho que os problemas existem, é claro. Mas eles nunca se originam comigo. Na verdade, eu acabo participando apenas. Eles chegam de fora.

· Não preciso da ajuda de ninguém. Eu sei resolver a minha vida.

· Quando acho que devo falar de certas coisas às pessoas, falo mesmo. Quanto mais duro, mais explícito eu for, melhor para a pessoa. Aí ela vai tocar-se mesmo!

· Acho que existem certas pessoas que para funcionarem bem, tem que ser pressionadas. Eu ajudo-as assim. Não me importo se elas gostam ou não. Afinal é para o bem delas, não é?

· Quando me sinto dependente de alguém ou de alguma coisa é uma verdadeira peste. Saio a correr. Detesto sentir-me dependente. Já saí de vários negócios por causa disto. Fazer o que…

· Defendo com todas as forças as pessoas à minha volta. A família, os meus colegas de trabalho, os meus funcionários…

· Gosto de estabelecer as regras, em qualquer circunstância, mesmo na vida profissional, amorosa, enfim, tem que ser à minha maneira…

· Sou um líder inato, natural, porque eu sei, eu resolvo!

· Não admito que molestem ou ameacem aquilo que me pertence!

· Tenho um amigo que a mulher dele é psicóloga. Ela disse que a minha forma de ser é porque eu tenho uma negação inconsciente das minhas fraquezas. Mas é claro… ela coitada, não sabe nada.

· Acho que; quem não está comigo é meu inimigo.

· Não admito que pessoas ou regras me venham submeter, controlar. Eu estou sempre do lado do que está certo, correcto. O que é errado, não tem nada a ver comigo.

· Prefiro ser respeitado e temido a admirado e querido.

· Quando tenho o controle, o poder nas mãos, não sou egoísta, pelo contrário, sou generoso e protector.

· Não estou nada preocupado com o que sentem ou pensam ao meu respeito. Quando acho que devo ir a defesa de algo justo, não quero saber, vou de cabeça, mesmo!

· Gosto de uma luta, de uma disputa honesta é claro. Como já disse, aprecio e respeito as pessoas fortes.

· Não uso de artimanhas ou armadilhas para enfrentar alguém, vou sempre directo para o confronto.

· Não gosto de perder tempo com este negócio de auto-análise, psicoterapia, etc. É tudo treta…

· Sei ver logo o ponto fraco das pessoas. Ai, se for necessário, uso mesmo esse ponto fraco para atacar…

· Acho, não, tenho a certeza que são as outras pessoas que criam os seus problemas…

· Tenho uma sensação, um prazer fantástico quando desfruto de poder. É muito bom!

· Acho que as pessoas indecisas não chegam a lugar algum.

· Estou sempre concentrado nos meus impulsos, na minha espontaneidade, na minha energia.

· Sei que esta minha forma “exuberante” de ser, às vezes assusta, e as pessoas afastando-as de mim. Alguns amigos é que me dizem isto. Dizem até que estas pessoas podem tornar-se meus inimigos. Mas o que fazer com esse status de ignorância dominante?

· Sei que sou um líder inato, e não faço economia. Uso este dom divino para valer!

· Quase sempre, sou muito terno e carinhoso com crianças, com os velhos, e até com animais. Eu já disse que sou muito leal e protejo aqueles que me são queridos, desde que eles se mantenham fiéis aos meus princípios.

· Gosto, como já enfatizei, da família, crianças, etc. Isto não implica que deva ser condescendente. Todos, crianças, velhos, animais, sejam lá quem for, têm que estar sujeitas aos mesmos padrões de ética e justiça. Não facilito, não. Errou Tem que assumir as consequências!

· Acho que, esta coisa de “introspecção”, “sensibilidade”, “trabalho emocional interior”, e sei mais o quê, é tudo uma treta. A vida é muita prática. Não dá para ficar perdendo tempo. A gente tem que agir, tem que acontecer, objectivamente.

· Como gosto de pessoas resolutas e resolvidas, esforço-me na educação das pessoas ao meu redor, dos meus filhos, para que possam enfrentar as dificuldades da vida. É preciso desde cedo, assumir responsabilidades. Acho isto correcto e muito justo.

· Assumo, sou materialista. Acho que amor, poder, fama, e condições para combater injustiças só poderão ser alcançados depois de você se tornar um vencedor. Sim, vencedor em todos os sentidos! E, bens materiais, dinheiro são os primeiros quesitos para se aquilatar o sucesso de uma pessoa. Sem poder, os outros quesitos não existem!

PARA O ENEATIPO 8 SIMBOLICAMENTE TEMOS:


VÍCIO PSICOLÓGICO - Luxúria
ANIMAIS - Rinoceronte, cascavel, tigre, touro, (todos agressivos, com muita força, energia fálica e uma grande vitalidade).
COR - Branco e preto (clareza, recusa de tons intermediários. O preto é o nada. O branco é a luz, o esplendor).
PAÍS - Espanha (onde o machismo é apenas fachada, por traz esta um bom menino).
CONVITE - Compaixão. (o eneatipo 8 é impiedoso com os outros. Só o encontro da verdade poderá liberta-lo).
PERSONALIDADE - Sociopata – anti-social.

· O Confrontador (tipo 8) : tipo com preferência pelo centro motor (extrovertido) que negligencia o centro emocional.

Fixação: Pessoas que vêm o mundo em relação à justiça e poder, e consideram-se capazes de dirimir e vingar as suas injustiças. E muitas vezes cometem absurdos em nome dos desprotegidos que pretendem defender. Paixão: Buscam o confronto como forma de impor a sua supremacia, muitas vezes por simples prazer. Gostam de conquistar mais e mais territórios e de serem vistos como pessoas fortes, capazes de proteger aqueles que os ajudarem. Nunca pedem perdão. A princípio, são sempre contrários a qualquer novidade.


ENEATIPO 9: O PACIFISTA O MEDIADOR



· Acho importante o ponto de vista das outras pessoas. Na realidade, acabo por adoptar o ponto de vista delas, porque eu acho que já foram trabalhados, estudados, etc.

· Não gosto de expressar raiva. Não acho correcto. Expresso teimosia em vez de raiva.

· Sinto-me melhor quando estou “em cima do muro”, observando as situações existenciais.

· Não sei porquê acabo por me envolver quase sempre em detalhes. Aí, não me sobra tempo para fazer as coisas essenciais.

· Acabo quase sempre deixando tarefas para o fim do dia ou para a última hora.

· Tenho muita dificuldade em decidir coisas. “Devo, não devo”, “concordo, discordo”, “quero, não quero”, “vou, não vou”. Nesta gangorra de decisões acabo sempre sentado no meio dela.

· Acho que a palavra “não” devia ser extinta do dicionário.

· Sinto muita instabilidade quanto a decisões pessoais.

· Sou muito obsessivo com certas questões. Essas questões, segundo os meus amigos são bobas, insignificantes. Será que é para eu evitar entrar em contacto com questões realmente importantes ?

· Tenho a impressão que muitas atitudes minhas são mecânicas mesmo. Gosto de certas formas, maneiras de ser, de agir, rotineiramente. E acho bom isso. Sinto-me confortável desta forma.

· Não gosto de ser pressionado. Ai é que eu esbarro mesmo! Fico uma mula, a teimosia toma conta de mim.

· Não gosto de mudanças, sejam quais forem. Só dão trabalho e sofrimento. Para quê isso? Não levam a nada.

· Não abdico de situações e pessoas que possam ajudar-me. A ajuda é fundamental para se tomarem decisões.

· Gosto de compromissos e comprometimentos novos que ocupam o meu tempo. Não gosto de ficar parado.

· Quando estou “espairecendo”, entrego-me mesmo. Fico horas vendo Televisão, comendo, sem fazer nada, deixando a vida passar…

· Segundo uma amiga, tenho muita instabilidade. Ora fico aqui, ora ali. As minhas posições e opiniões vão mudando a fim de agradar a todos, ou então fico resistente e impassível, esperando que os outros tomem uma decisão para eu então, ir atrás. Será mesmo?

· Não gosto de lutas. Para quê? Só para ficar com raiva? Não leva a nada…

· Estou sempre dividido entre acreditar e duvidar. Afinal precisamos de ter cuidado, não é mesmo?

· Ás vezes, ligo-me muito a coisas esotéricas, místicas. Outras vezes acho tudo uma besteira. Sou bastante racional.

· Sou especialista em reconhecer as razões e ponderações dos dois lados de uma discussão Dizem até que eu sou um bom “juiz”. Sei julgar e entender os dois lados de uma discussão com discernimento e isenção dos ânimos.

· Não sou apressado. Sabe aquele ditado? “a pressa é inimiga da perfeição”. Então, espero muito para resolver uma questão. Às vezes, ou quase sempre, vou esperando até que aparece alguém com uma solução boa ou então a solução acaba aparecendo sozinha. Não é mais fácil ?

· Também tenho muitas dúvidas acerca de acontecimentos, sabe… eventos da vida. Eu sei, entretanto que o tempo, ou com o tempo, as dúvidas vão desaparecer. Então porquê ficar correndo atrás delas?

· Segundo os meus colegas, o rei dos pendentes. Eu trabalho, trabalho, mas a produção parece pouca. Não sei não, acho que é mais uma intriga da oposição!

· Tenho o meu referencial noutras pessoas. Concordo ou discordo? Sei lá… para quê ficar perdendo tempo ?

· Frequentemente, tenho a sensação de que algumas tarefas, algumas obrigações, estão muito acima da minha capacidade de realização.

· Muitas vezes, acabo adoptando vários pontos de vista. Isto acaba diluindo o meu comprometimento com algum deles, especificamente.

· Acho muito mais fácil saber o que eu não quero, do que aquilo que quero.

· Sou conhecido como uma pessoa porreira, que tem bom senso, disponível, que sabe ouvir, um bom amigo. Não é uma delícia ?

· Gosto do contanto com a natureza. Sinto-me bem em actividades externas.

· Acho que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro. Mesmo quando discordo, dou um tempo. É melhor, não é mesmo ?

· Prefiro não entrar em litígios, em disputas. Então evito discordar de certas opiniões. Opiniões diferentes acabam por virar um conflito o que é muito desgastante, não é mesmo?

· Penso que as pessoas arranjam muitos problemas preocupando-se demais com coisas muito simples.

· Evito quase sempre, em frequentar certos ambientes, comissões, reuniões, que acabam por ter implicações em decisões, comprometimentos, etc. Para quê isso? Depois, se eu entrar fica difícil de sair.

· Sou uma pessoa muito fácil de me relacionar.

· Na verdade, sei que sou uma pessoa muito forte, mas a imagem que eu acabo por passar, muitas vezes, é de fraco e indefeso. Vai ver que é porque eu tento evitar problemas, conflitos, que causam raiva, dor de barriga. Tem pessoas que gostam, eu não…

· Acho importante uma coisa que chamada desapego. Para quê envolver-me tanto com as coisas ? Prefiro a resignação e até a apatia frente a situações de envolvimento afectivo e emocional que podem tirar-me o sono e a tranquilidade.

· Para dizer a verdade, não me acho nada importante, na minha vida pessoal. Mas eu acho importante, fundamental, ter um reconhecimento público. Uma boa reputação é um factor de bem estar considerável.

· Gosto da rotina. Não gosto de ficar mudando as coisas, decisões diferentes, mudanças de objectivo. Isso cansa-me!

· Gostaria muito que o dia tivesse 36 horas para dar tempo de fazer tudo…

· Quando estou num ambiente tumultuado, com discussões… saio para fora. Não é a minha praia.

· Às vezes, tenho umas coisas esquisitas, tipo perder compromissos, esquecer horários marcados… É chato ?

· Tenho condições de assumir quaisquer posições. Mesmo que seja de líder (desde que seja bem assessorado, é claro), ou de seguidor, não tem problemas.

· Tenho como principal decisão na minha vida, o facto de não ter que decidir…

· Ao contrário da maioria das pessoas, consigo ouvir os dois lados de uma questão e não ficar comprometido com nenhum deles. Isto não é uma dádiva divina?

· Acho que tudo o que faz parte das coisas que permeiam o mundo, não vale um aborrecimento.

· Realmente sou uma pessoa muito estável. É difícil retirar-me a seriedade.

· Acho que tudo pode ser resolvido com calma. Na verdade, nada precisa de ser resolvido hoje, a correr. Pode, com certeza, ser deixado para o dia seguinte…

· Não sou do tipo que acha tudo “lindo”, “sensacionaaaal”…

· Também não sou nada complicado. É muito fácil lidar comigo…

PARA O ENEATIPO 9, SIMBOLICAMENTE TEMOS:

VÍCIO PSICOLÓGICO - Preguiça.
ANIMAIS - Elefante, (quase parado, dócil, mas pode ser destrutivo e vingativo), Bicho preguiça, baleia, golfinho, (não agridem, são sempre agredidos).
COR - Ouro (cor dos deuses, dos reis, dos santos. O ouro tem que ser procurado no interior da terra)
PAIS - México (simbolicamente, o mexicano de sombrero fazendo a “siesta”. É só uma imagem ilustrativa).
CONVITE - Amor incondicional (sentir que é querido, que é importante, que tem amor para dar).
PERSONALIDADE - Obsessiva-compulssiva (mais obsessiva)

· O Pacifista (tipo 9): tipo com preferência pelo centro motor (ambivalente) que negligencia o próprio centro motor.

Fixação: Este tipo caracteriza-se por evitar os conflitos a todo custo. Ao contrário dos outros tipos motores (1 e 8) tem uma relação democrática em relação aos territórios físicos e mentais, tanto invadindo como deixando invadir os seus domínios. São pessoas que não estabelecem fronteiras nem limites do espaço/tempo. Paixão: A Preguiça. Mas não a simples preguiça do ócio em relação ao trabalho. Trata-se aqui de uma indolência mental, de uma ‘preguiça de ser’, muitas vezes oculta sobre a capa de muitas actividades não essenciais. O pecado do pacifista é postergar coisas importantes.


O seu Eneatipo em 4 palavras



Você pode ter uma ideia do seu eneatipo.


Quais são as que combinam mais CONSIGO?



NUMA PALAVRA:


Eneatipo 1- PERFECCIONISTA


Eneatipo 2- PRESTATIVO


Eneatipo 3- BEM SUCEDIDO


Eneatipo 4- TRÁGICO


Eneatipo 5- OBSERVADOR


Eneatipo 6- QUESTIONADOR


Eneatipo 7- SONHADOR


Eneatipo 8- PATRÃO

Eneatipo 9- PACIFISTA

EM DUAS PALAVRAS:
1: PERFECCIONISTA – REFORMADOR
2: PRESTATIVO – ATENCIOSO
3: BEM SUCEDIDO – MOTIVADOR
4: TRÁGICO – ARTISTA
5: OBSERVADOR – PENSADOR
6: QUESTIONADOR – CONSERVADOR
7: SONHADOR – GENÉRICO
8: PATRÃO – CONFRONTADOR
9: PACIFICADOR – ACOLHEDOR

EM TRÊS PALAVRAS:

1: PERFECCIONISTA – REFORMADOR – METÓDICO
2: PRESTATIVO – ATENCIOSO – GENEROSO
3: BEM SUCEDIDO – MOTIVADOR – ATIVO
4: TRÁGICO – ARTISTA – CRIATIVO
5: OBSERVADOR – PENSADOR – ANALÍTICO
6: QUESTIONADOR – CONSERVADOR – DEDICADO
7: SONHADOR – GENÉRICO – DESEMBARAÇADO
8: PATRÃO – CONFRONTADOR – DOMINADOR
9: PACIFICADOR – ACOLHEDOR – TRANQUILIZADOR

EM QUATRO PALAVRAS:
1: PERFECCIONISTA – REFORMADOR – METÓDICO – PUNITIVO
2: PRESTATIVO – ATENCIOSO – GENEROSO – MANIPUILADOR
3: BEM SUCEDIDO – MOTIVADOR – ATIVO – COMPETITIVO
4: TRÁGICO – ARTISTA – CRIATIVO – DEPRESSIVO
5: OBSERVADOR – PENSADOR – ANALÍTICO – INTROVERTIDO
6: QUESTIONADOR – CONSERVADOR – DEDICADO – OBEDIENTE
7: SONHADOR – GENÉRICO – DESEMBARAÇADO – EXAGERADO
8: PATRÃO – AGRESSIVO – CONFRONTADOR – DOMINADOR
9: PACIFICADOR – ACOLHEDOR – TRANQUILIZADOR – PASSIVO





















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Uma Resposta
  1. Lilane Chiaverini
    set 3 2008

    Achei muito interessante, abrangente e sábio ao mesmo tempo, como se chega a tais eneatipos???

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