Domingo, 29 de Abril de 2007

Escrito por Fernando Fraga em 18:42:01 | Link permanente | Comments (0) |

Até à última corda

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver o seu espectáculo.

Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca o seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para a sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini rompe-se. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini quebrou-se. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado anima-se. A orquestra motiva-se. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

O seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.

 

Escrito por Fernando Fraga em 18:40:21 | Link permanente | Comments (0) |

"Venham, meus amigos, nunca é tarde para procurar um novo mundo." - Alfred Lord Tennyson (1809-1892)
Escrito por Fernando Fraga em 18:32:52 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, 15 de Abril de 2007

Lembre-se sempre que...

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que a sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência.

Lembre-se sempre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da sua própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, amar os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para dizer "eu errei".

É ter ousadia para dizer "perdoe-me".

É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de ti".

É ter capacidade de dizer "eu amo-te".

Faça da sua vida um canteiro de oportunidades.

Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.

Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.

E, quando você errar o caminho, comece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas é usar as lágrimas para irrigar a tolerância, usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível...

Escrito por Fernando Fraga em 12:57:50 | Link permanente | Comments (0) |

Muitas pessoas fazem planos mas não colocam fé na sua realização. É importante fazermos projectos e colocarmos fé nos sonhos.

A capacidade de sonhar, de elaborar e vivenciar fantasias, é muito importante também para a saúde psíquica e física. É interessante a constatação de que as pessoas mais sonhadoras, as que devaneiam, parecem justamente as que têm maior facilidade e tendência a estabelecer vínculos afectivos com outras pessoas.

Não nos esqueçamos porém que "sonho que se sonha só, é só um sonho. Sonho que se sonha acompanhado é realidade."

Escrito por Fernando Fraga em 12:52:50 | Link permanente | Comments (0) |

Lembre-se...

Os seus direitos são sagrados e você não só não deve, como não pode abrir mão deles, quando se trata de princípios substanciais.

Abra mão dos seus bens materiais. Dos seus privilégios sociais. Das regalias que a sua condição lhe dá. Não abra mão da Verdade, diga ela sobre o que disser.

O seu direito substancial é como a sua vida, da qual você não pode dispor.

Mas, saiba que, quem está perto de si também tem direitos iguais aos seus. Habitue-se a respeitá-los.

Os direitos do seu semelhante começam exactamente nos limites dos seus.

Escrito por Fernando Fraga em 12:51:28 | Link permanente | Comments (0) |

A falta de humildade gera competição. No mundo competitivo, as pessoas disputam simpatias, posições e prestígio. Nascem inimizades e rivalidades que se acentuam sempre mais, principalmente no mundo do trabalho. Em certos ambientes, companheiros de luta chegam a destruírem-se mutuamente.

Devemos procurar a humildade.

Como é edificante, encontrar pessoas que, mesmo assumindo cargos importantes de direcção mantêm-se humildes e acessíveis a todos; pessoas que não fazem dos seus cargos uma arma de opressão mas exercem-nos como serviço e ao serviço dos outros.

Escrito por Fernando Fraga em 12:47:50 | Link permanente | Comments (0) |