Domingo, 13 de Julho de 2008

"Se consegues viver uma tarde absolutamente inútil, de maneira absolutamente inútil, então sabes viver".
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De férias em Montegordo

Escrito por Fernando Fraga em 11:55:16 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, 12 de Julho de 2008

A estética na Grécia antiga

Grécia

Text Box: Sócrates (470-399a.C.)

Na Grécia Antiga, Platão foi o primeiro a formular claramente a pergunta “O que é o Belo?”. Para ele a beleza existe separada do mundo sensível, sendo que uma coisa é mais ou menos bela conforme a sua participação na ideia suprema de beleza. Também Sócrates se debruçava sobre o tema da beleza considerando que o Belo era uma concordância observada pelos olhos e ouvidos.

Platão (428-347a.C.)

Text Box: Atleta esfrega as costas de companheiro com azeite. De seguida retira o excesso com um raspador curvo de bronze.A beleza e o asseio eram para os gregos antigos dois requisitos importantes. Tanto em esculturas como em vasos podemos admirar homens e mulheres vestindo elegantes túnicas de pregas suaves e em poses graciosas. Os jovens cuidavam do corpo mantendo-o apto e forte a fim de se tornarem bons soldados e atletas. A nudez era considerada normal pelos jovens mancebos, que nos jogos olímpicos competiam sempre nus. Após as competições os homens e os rapazes esfregavam-se com azeite para manter a pele flexível.

Text Box:

As mulheres usavam óleos perfumados e evitavam o mais possível expor-se ao Sol, visto o bronzeado não ser considerado belo. As mais abastadas usavam jóias, a maior parte de ouro e prata muito trabalhadas.


O CABELO

Os salões de barbeiro surgiram na Grécia Antiga. Conversas sobre política, desporto e eventos sociais eram mantidas por filósofos, escritores, poetas e políticos, enquanto estes eram barbeados, faziam ondas nos cabelos, manicure, pedicure e recebiam massagens. Os cabelos eram principalmente espessos e escuros e eram usados longos e ondulados. É nos frescos de Creta que o rabo-de-cavalo usado pelas mulheres aparece pela primeira vez. Os preparados cosméticos, óleos, pomadas, graxas e loções eram usados para dar brilho e um perfume agradável aos cabelos. Os cabelos loiros eram raros e admirados pelos gregos e ambos os sexos tentavam descolorar seus cabelos com infusões de flores amarelas. As barbas, verdadeiras e falsas, continuaram populares até o reinado de Alexandre o Grande.

BANHO

A história do banho e da banheira

Várias civilizações antigas inclusive as clássicas grega e romana, consideravam o asseio pessoal como uma prática saudável e agradável. A tradição foi assimilada pelo islamismo e passando o tempo tomada em conta pelo chamado mundo Ocidental Contemporâneo.

Text Box: Esta figura de terracota mostra que as banheiras eram mais pequenas que as actuais. Aos pés da banheira existe uma cavidade onde a água é mais funda, de modo a permitir à mulher passar a água pelo corpo.

Tanto na Grécia como em Roma o banho resultava em um complicado ritual de cuidados corporais que compreendia em exercícios físicos, massagens com óleos especiais, imersões em águas de diferentes temperaturas, limpeza consciente da pele, a qual finalmente se aplicavam cremes e adereços.

São as chamadas termas romanas, especialmente as de Caracala, os vestígios materiais mais importantes chegados a actualidade para narrar a história do banho entre os humanos, mas as estâncias públicas mais antigas, dedicadas para este fim são as encontradas na cidade índia de Mohenjo-Daro, com mais de 4 mil anos de existência. Outras pistas bem anteriores se localizam nas ruínas do palácio de Cnosos, na ilha grega de Creta, a cidade real egípcia de Tell el-Amarna, primitivos artefactos similares a duches pintados em ânforas helénicas, e o testemunho literário de Homero quando na Ilíada fala de tinas com função de banheiras.

TERMAS

As primeiras termas surgiram na Grécia Antiga. Considerados lugares protegidos pela divindade, situavam-se perto de ginásios. Os balneários simples rapidamente se transformaram em locais luxuosos, com piscinas em mármore e bocas de água de prata maciça. Os utentes passavam alternadamente por salas de água quente e fria, o que provocava a transpiração que eliminava as impurezas da pele. Por fim limpavam todo o corpo com óleo, que depois retiravam com água perfumada.

MASSAGEM

A massagem era uma prática comum na Grécia Antiga. A massagem era utilizada pela medicina assim como o eram os cataplasmas, tónicos, ar fresco e dietas correctivas. As escolas de topo da Antiga Grécia eram escolas desportivas equipadas com vestiários, balneários, salas de treino, salas de aulas e salas de massagens.

Embora a massagem fosse comum na Grécia destacam-se alguns notáveis que a ela recorriam:

Esculápio ou Asclépio trabalhou em Tessalónica no século V a.C. É mencionado como tendo aplicado a pacientes tratamentos tais como: relaxamentos, dietas, hidroterapia, ervas, massagens e aconselhamento. Utilizava ainda serpentes como ferramentas para curar doentes, daí o símbolo da serpente na medicina moderna. Foi viver para Roma para ensinar oratória acabando por levar consigo a medicina grega. Comida saudável, ar fresco, hidroterapia, aplicações locais para limpar feridas e massagens eram os seus tratamentos de eleição. Ele era conhecido pelo seu senso comum e profundo conhecimento da natureza humana bem como pela invenção do banho de chuveiro. Tornou-se amigo de dignitários como Cícero, Crassos e Marco António e muito fez pela aceitação da medicina grega em Roma.

Esculápio ou

Asclépio (124-44 a.C.)

Hipócrates conhecido como o “pai da medicina”, escreveu no século V a.C.: “Para se gozar de boa saúde, é preciso tomar um banho perfumado e fazer Text Box: Hipócrates (460-377a.C.)uma massagem com óleos todos os dias.”

Hipócrates considerava que “um médico deve ter muita experiência em muitas coisas mas seguramente em massajar”. Ele defendia que todas as doenças resultavam de causas naturais devendo ser tratadas também de forma natural – alimentação saudável, exercício, dieta, descanso, banhos, ar fresco, massagens, música e convivência com amigos. Hipócrates é frequentemente descrito como holístico, mas, paradoxalmente, é também notável a sua aproximação racional à anatomia, medicina e prognóstico, separando a medicina da filosofia e da religião.


GalenGalen – de origem Grega, viveu em Roma, onde se tornou uma figura notável no que respeita à massagem. Possuidor de um vasto conhecimento de fisiologia e anatomia graças à experiência adquirida no tratamento de gladiadores e à prática de vivissecações, Galen indicava dietas, prescrevia medicamentos, enfatizava a prática de exercício físico e defendia a massagem no tratamento de mazelas e algumas doenças reconhecendo o seu efeito na eliminação de desperdícios da nutrição e os venenos da fadiga. “A vida” dizia ele “é melhor com moderação – de trabalho, comida, sono, bebida e sexo”. No século II antes de Cristo, registos indicam que o médico grego Galen entre outros gregos conhecidos terá sido o primeiro Europeu a utilizar ímanes para fins terapêuticos (Magnetoterapia).


VESTUÁRIO

Tecidos e Cores

O vestuário era parte integrante do ideal de beleza para qualquer grego. Assim, as roupas gregas eram sobretudo de lã tecida muito finamente, factor que as tornava mais delicadas do que as actuais roupas de lã. Eram também utilizados trajes mais leves de linho tecido. As classes mais abastadas conchacompravam seda ao oriente e na época helenística plantaram-se amoreiras na ilha de Cós, o que deu origem a uma indústria nacional de seda. As cores garridas eram muito populares, especialmente entre as mulheres. Obtinha-se a púrpura dos caramujos e o tom violeta da larva de um insecto chamado “larva de quermes”. Das plantas obtinham-se outras matérias corantes. Os mais pobres, provavelmente usavam roupas não tingidas.

Caramujo

Modelos/Calçado

Text Box: O formato das roupas era idêntico para homens e mulheres tendo-se mantido inalterado durante séculos. A roupagem básica era uma túnica direita, presa ao ombro com alfinetes ou broches – Chiton – e uma capa, presa no cimo a esvoaçar. A roupa interior tal como a exterior caía solta em torno do corpo. As crianças usavam roupas semelhantes às dos pais mas as túnicas eram bastante mais curtas a fim de poderem correr com facilidade. Adultos e crianças andavam descalços em casa e quando saíam usavam sandálias de cabedal com muitas tiras.

A MULHER GREGA

Cuidados com o corpo

A mulher na Antiga Grécia dedicava muita atenção ao cuidado com o corpo. Nos ginásios e banhos públicos, as jovens da alta sociedade ateniense exercitavam-se para não perderem a linha harmoniosa e esbelta que ainda hoje admiramos nas estátuas.

A mulher helénica tirava a sua túnica e nua efectuava exercícios físicos para adelgaçar a cintura e as ancas. De seguida tomava um banho muito frio para manter a pele fresca.

As jovens gregas tinham ainda o cuidado de evitar o desenvolvimento do peito, aplicando para tal pomadas adstringentes – nenhuma dama de Ática que quisesse distinguir-se pela sua beleza podia ter um busto desenvolvido. Ser perceptível sob o Chiton uma curva pequena e forte, uns ombros proporcionados e um pescoço esbelto eram características almejadas por toda a mulher grega. Assim, sujeitavam ombros e pescoço a violentas massagens para evitar a obesidade. Embora algumas mulheres usassem cintas para reduzir a cintura, o vestuário interior que se usava na altura, túnicas de linho ou algodão transparentes e de tons pálidos, não permitiam dissimular a obesidade.

MAQUILHAGEM

As gregas sombreavam os olhos de negro e azul e aplicavam carmim para avivar as maçãs do rosto. Os lábios e as unhas eram igualmente alvos de especiais cuidados sendo pintados de tons uniforme tal como hoje.

Pó mortal

Text Box: Boião de póOs pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo na sua composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias naturais, a sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais facilmente ingerido e também causava envenenamento.

PERFUMES

Quanto à arte da perfumaria já se usa olíbano, mirra, canela, cravo, benjoim e sândalo com o intuito de sedução no século IV a.C.

Recipientes para perfumes, óleos e cosméticos

DEPILAÇÃO

As mulheres gregas eram também muito vaidosas pelo que praticavam a depilação com fins estéticos. Para tanto arrancavam os pêlos púbicos com a mão e queimavam-nos com cinzas quentes. Os restantes pêlos eram retirados com uma pasta à base de vegetais, cinzas e uma argila especial.

Text Box:

“As damas passavam horas e horas frente ao espelho levando a cabo o mais completo arranjo do seu rosto. Saíam do toucador completamente transformadas, chegando ao extremo de em Atenas não haver mulheres velhas nem feias. A maior parte das mulheres usavam compressas de cera quente para fazer desaparecer as rugas, preparados cáusticos para suavizar a epiderme, alongavam os olhos com uma sombra azul e aplicavam vermelhidão sobre as faces. Aspácia de Mileto, para conseguir a sua tão elogiada palidez, ingeria todas as manhãs uma grande quantidade de cominhos”.

Apolónio de Herófila

In Tratado de Perfumes

Escrito por Fernando Fraga em 17:37:19 | Link permanente | Comments (0) |

Que profissão eu havia de arranjar...

O BOM CONSULTOR NÃO DÁ RESPOSTAS CERTAS, FAZ PERGUNTAS CERTAS

Uma vez, um pastor tomava conta das suas ovelhas, à beira da estrada. A dada altura, chegou um homem bem vestido e perguntou ao pastor:
-Se eu adivinhar quantas ovelhas tem, dá-me uma?
O pastor olhou para o homem, olhou para aquele grande rebanho ao sol e disse:
- Está certo, se o senhor adivinhar quantas ovelhas tenho no meu rebanho, eu dou-lhe uma.
O homem foi até ao carro, ligou o seu computador, entrou num site da NASA, criou um banco de dados, uns cinquenta gráficos em Excel cheios de matrizes e determinantes, mais um plano de cento e cinquenta páginas. Virou-se para o pastor e disse:
- O senhor tem mil trezentas e quarenta e três ovelhas aí a pastar.
O pastor respondeu:
- O senhor acertou em cheio, pode ficar com a ovelha.
O homem pegou numa ovelha e colocou-a no porta-bagagem do seu carro. Então o pastor disse:
- Se eu adivinhar a sua profissão, o senhor devolve-me a ovelha?
O homem respondeu:
- Claro que devolvo.
O pastor perguntou prontamente:
- O senhor é consultor, não é?
- Como é que adivinhou? - perguntou o sujeito.
É fácil - explicou o pastor. - Primeiro, porque o senhor veio aqui sem eu o ter chamado; segundo, porque me cobrou uma ovelha para me dizer o que eu já sabia; e, terceiro, porque não entende nada do meu negócio, pois acabou por pegar no meu cão, em vez de levar uma ovelha.
Esta história mostra, de forma bem-humurada, que um bom consultor não é aquele que dá respostas certas, mas o que faz perguntas certas.

Escrito por Fernando Fraga em 16:59:54 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 09 de Julho de 2008

Escrito por Fernando Fraga em 19:03:02 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 08 de Julho de 2008

NUNCA DESISTA

    A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é atingir a realização pessoal e profissional.
    À partida, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo, mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial vai dando lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a nossa própria capacidade. Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, embora ainda estejam a correr, mas apenas porque não podem parar no meio da estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si e cumprem uma obrigação.
    Acabamos por nos distanciar deles e, então, somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.
    Ao fim de algum tempo, começamos a perguntar-nos se vale a pena tanto esforço. Sim, vale a pena. É só não desistir.

Escrito por Fernando Fraga em 19:23:20 | Link permanente | Comments (0) |

LIÇÕES DE VIDA

Eis algumas lições de vida, contadas por uma executiva bem-sucedida:
    "Aprendi que não posso exigir a amizade de ninguém, mas apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto. Também aprendi que não importa quão valiosas são certas coisas para mim: haverá sempre pessoas que não lhes dão a mínima importância e jamais conseguirei convencê-las do contrário. A vida ensinou-me que posso passar anos a construir uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Outra lição de qualidade de vida é que consigo usar o meu charme apenas durante quinze minutos; depois disso, preciso de saber do que estou a falar. Posso fazer algo num minuto e ter de responder por isso o resto da minha vida. E também compreendi que demorará muito mais do que julgava a transformar-me na pessoa que quero ser e, por isso, devo ter paciência. Aprendi, ainda, uma coisa importante: perdoar exige muita prática e nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente da pessoa que eu julgava que ia tentar piorar a minha vida; e que eu posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não o de ser cruel e rude para com as pessoas."

Grande lição de vida... Revejo-me inteiramente nestas palavras!

Escrito por Fernando Fraga em 19:15:03 | Link permanente | Comments (0) |

"Os nossos corpos são os nossos jardins... as nossas vontades são os jardineiros."
- William Shakespeare
Escrito por Fernando Fraga em 19:02:24 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, 06 de Julho de 2008

"O melhor soldado não ataca. O lutador superior
tem sucesso sem violência. O maior conquistador vence
sem uma luta. O gestor mais bem sucedido lidera
sem ditar: A isto chama-se não agressividade
inteligente. A isto chama-se dominar os homens."

"Aquele que sabe muito sobre os outros pode ser um erudito, mas aquele que se compreende a si próprio é mais inteligente. Aquele que controla os outros pode ser poderoso, mas aquele que se dominou a si próprio é ainda mais poderoso."

- LAO-TSÉ, TAO-TE Ching

Escrito por Fernando Fraga em 18:08:01 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, 05 de Julho de 2008

O SEGREDO DA FELICIDADE

Há uma história antiga, muito interessante, sobre os deuses e a felicidade. Diz essa história que os deuses tinham muito medo de que o ser humano fosse perfeito, pois, se assim fosse, não precisariam mais deles. Resolveram reunir-se para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:
- Vamos dar ao homem tudo o que pudermos, menos o segredo da felicidade.
- Mas os humanos, como são inteligentes, vão acabar também por descobrir esse segredo! - disseram os outros deuses em coro.
- Não, isso não vai acontecer - disse o sábio. - Vamos esconder a felicidade nun lugar onde nunca a irão encontrar: dentro deles mesmo.
A moral desta história é que a felicidade está dentro de cada um. É preciso saber como encontrá-la. É um erro ficar à procura dela à sua volta. A atitude é fundamental nestas alturas. Se não está a fazer o que gosta de fazer, se acordar todas as manhãs se torna cada vez mais difícil, isso é um grande problema para si, num mundo cada vez mais competitivo. Precisa de amar o que faz, senão já acorda em desvantagem.
Há um ditado oriental que diz: "Se quer saber como foi o seu passado, olhe para quem é hoje. Se quer saber como vai ser o seu futuro, olhe para o que está a fazer hoje."

Escrito por Fernando Fraga em 17:28:07 | Link permanente | Comments (0) |
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